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Maiores e melhores

Listas internacionais classificam escritórios do Brasil

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Escritórios brasileiros já aparecem nos rankings internacionais entre os melhores do mundo. Entre os destaques está o Machado, Meyer, Sendacz e Opice que está em 7º lugar na lista da Thomson Financial das melhores sociedades de advogados em Fusões e Aquisições de 2005. A Thomson é uma das mais importantes corporações de informação jurídica do mundo.

A Thomson computou para dar a colocação ao MMSo, a assessoria jurídica prestada em sete negócios que movimentaram US$ 2,762 bilhões em 2005. Segundo a publicação, o Machado, Meyer foi responsável por importantes transações como a reorganização societária da Vivo e a compra da rede de supermercado Sonae pelo Wal-Mart.

De acordo com a publicação, no ano passado foram feitas 503 transações dessa natureza na América Latina, que movimentaram US$ 41,3 bilhões.

Ranking da Concorrência

Os escritórios brasileiros Tozzini Freire Teixeira e Silva, Franceschini e Miranda Advogados, Araujo e Policastro, Jose Del Chiaro, Magalhães, Ferraz e Nery entraram no ranking dos 100 melhores escritórios de advocacia do mundo na área do Direito da Concorrência. A seleção foi feita pela publicação inglesa Global Competition Review, que avaliou o mercado da advocacia em 36 países. Para selecioná-los, a publicação considerou fatores como qualificação dos advogados, grau de especialização, performance histórica, rendimento e recentes sucessos apresentados.

Ranking tributário

O escritório Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados foi apontado pelo quinto ano consecutivo como o melhor brasileiro na área tributária pela publicação inglesa Chambers Global Guide. A avaliação da Chambers and Partners é feita em 175 países, com base em pesquisa com grandes empresas, que votam nos advogados e nos escritórios.

Premiados por qualidade

Levando em consideração a qualidade dos serviços prestados, o Machado, Meyer também foi apontado pela publicação internacional Financial Law Review como o escritório de advocacia de 2005 no Brasil. Segundo a publicação, quesitos como inovação, complexidade e impacto no mercado são os mais valorizados pela premiação, que leva em conta a qualidade na área de consultoria jurídica voltada para solução de crises.

Destaque brasileiro

O ranking do Client Choice Guide 2006 concedido pelo International Law Offices, uma publicação da International Bar Association, acabou de dar destaque ao escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados associado ao Baker & Mckenzie Internacional. O Trench e Rossi foi o único escritório brasileiro premiado, concorrendo com as maiores bancas nacionais e internacionais.

Os maiores do Brasil

O escritório Tozzini, Freire, Teixeira e Silva, encabeçou o ranking brasileiro da revista jurídica inglesa Latin Lawyer de 2006, que adota como único critério o número de advogados que integram a banca. Não se leva em conta faturamento ou rentabilidade, uma vez que esses dados não são divulgados pelos escritórios brasileiros, ao contrário dos escritórios ingleses e americanos. O Tozzini conta esse ano com 351 advogados.

Tozzini; Pinheiro Neto; o Machado, Meyer; Demarest e Almeida e Veirano já ocupam há alguns anos as cinco primeiras posições do ranking brasileiro. A primeira posição no ranking foi ocupada durante muitos anos pelo Pinheiro Neto Advogados. O Tozzini ultrapassou o Pinheiro Neto em 2003 ao unir-se com o escritório trabalhista do Rio de Janeiro, Cardoso, Tibães e Gaspar, quando passou a ter 345 advogados contra 317 do Pinheiro Neto. Nesta ocasião o Demarest e Almeida Advogados estava em terceiro lugar, com 310 advogados.


Ranking da Latin Lawier

2006

Advs.*

2005

1 Tozzini

351

Demarest
2 Pinheiro

318

Tozzini
3 Demarest

314

Pinheiro
4 MMSO

306

MMSO
5 Veirano

240

Veirano
6 Mattos Filho

178

Mattos Filho
7 Barbosa

159

Trench
8 Trench

144

Barbosa
9 LTB

132

LTB
10 Gouveia Vieira.

105

Gouveia Vieira

*Número de advogados por escritório



Adriana Aguiar é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

25/05/2006 10:05 Freddy (Advogado Autônomo)
Ilustre Dr. Calsavara, O que dizer disso tudo?...
Ilustre Dr. Calsavara, O que dizer disso tudo? Código de Ética? Será aquele que diz respeito a requerer abertura de processos contra governadores e o próprio Presidente da República por motivo nitidamente político partidário? Será aquele que permite ingressar com ações para impedir a verticalização como se isso viesse a melhorar o relacionamento, por exemplo, entre os advogados e os juízes e delegados, observando a recente decisão do STF? Será aquele que permite a alguns dirigentes da OAB fazer de conta que estão agindo em prol da classe e que na verdade estão de olho em possíveis carreiras políticas? Será aquele que permite cobrar a anuidade mais cara do Brasil, tendo no "ranking" a OABSC que cobra R$819,00, e em segundo lugar a OABSP que cobra R$600,00, quando a maioria dos advogados não tem como sequer pagar a energia elétrica de seus escritórios? Quem sabe ainda deva ser aquele que vem lutando no Congresso Nacional para que os advogados não possam ser assaltados pelas prefeituras municipais no que diz respeito ao recolhimento do ISS em alíquotas fixas, tenha faturamento ou não? Ou que sabe o Código de Ética é aquele que está tentando saber do porque dos pequenos escritórios de advocacia estarem fechando as suas portas porque não conseguem pagar as despesas e o mercado de trabalho já está definitivamente comprometido e em fase terminal? Ética coisa nenhuma Dr. Calsavara. Isso não nos pertence mais. Estamos já há muito tempo no salve-se quem puder!
25/05/2006 08:38 CALSAVARA (Advogado Sócio de Escritório)
Alô, alô OAB!!!! Tal tipo de divulgação não ...
Alô, alô OAB!!!! Tal tipo de divulgação não contraria o tão decantado Código de Ética? Ou alguém em sâ consciência pode dizer que tal tipo de mensagem não traz, ainda que subliminarmente, uma idéia de caráter mecadológico? Em que pese o respeito que tenho aos escritórios acima, muito especialmente aos meus colegas Advogados, quero deixar registrado meu protesto. Luiz Carlos Calsavara

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 01/06/2006.