Notícias
10 maio 2006
Trancado de novo
Cantor Belo perde direito ao regime semi-aberto
Dois dias depois de ser colocado no regime semi-aberto para poder trabalhar, o pagodeiro Belo está de volta à prisão em regime integral. O juiz titular da Vara de Execuções Penais, Carlos Augusto Borges, decidiu na noite de ontem (9/5) cortar o benefício do cantor, condenado por associação para o tráfico de drogas.
Na opinião do juiz, Belo enganou a Justiça, assim como a Associação dos Músicos Arranjadores e Regentes/Sociedade Musical Brasileira, que o contratou. Na última segunda-feira, primeiro dia no batente, o pagodeiro não trabalhou das 9h às 18h, como combinado.
Ele saiu do Centro de Observação e Reintegração Social Roberto Lyra no Centro somente às 11h15 e não seguiu direto para a gravadora que o contratou. No meio do caminho, Belo quis ver o mar e parou para comer um cachorro quente e tomar um refrigerante. Como se não bastasse, só voltou para a unidade prisional às 19h36. O juiz Carlos Augusto Borges o mandou de volta para o Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, em Bangu.
A advogada do cantor, Sandra Almeida, já pediu à VEP autorização para Belo mudar de emprego, argumentando que ele não se adaptou ao trabalho de gerente operacional na Amar/Sombrás, onde embolsaria salário mensal de R$ 2,8 mil.
Como ele quer compor e gravar um CD só com canções inéditas, ele prefere dar expediente numa gravadora. O título do disco já estaria até escolhido: Por Um Belo Futuro. O juiz dará parecer sobre o pleito oportunamente.
Ronaldo Herdy é jornalista.
Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2006
Comentários
Comentários de leitores: 10 comentários
Na verdade, entendo até o que levou o cantor a ...
Parabéns à justiça por retornar à gaiola este c...
Alguém acreditou que o Belo iria trabalhar? El...
Ver todos comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 18/05/2006.