O desafio da democracia é saber lidar com a alteridade

9/05/2006 13:18amorim tupy (Engenheiro)Caros amigos. Sou multirracial , um pouquinho ...
Caros amigos. Sou multirracial , um pouquinho mais para branco, acontece que em 1983 , estava de ferias e resolvi eu mesmo pintar meu AP. , no meio do trabalho faltou material , peguei meu carro novinho e sai sujo de tinta e poeira , bermuda e descalço para comprar tinta , não rodei 05 km e já a policia estava me enquadrando de arma me punho! Em uma cidade do ES. o chefe da receita federal era um branco desses branco esculachados . barba mal feita , pisando na bainha da calça , cuspindo pelas calçadas e o contínuo era um negro alinhado , barba e cabelo bem feito , camisa social , sapatos limpos e cheio de bom dias para todos, era mais que comum as pessoas se dirigirem ao contínuo pesando ser ele o chefe da repartição = o que existe um Código POSTURA. Mas o que temos que fazer é revogar a lei antipele . aquela lei que proíbe NEGROS RICOS ( existem muitos) de criarem fundações para ajudar negros necessitados que queiram realmente estudar e se formarem , e uma vez formados colocarem mais escadas para seus irmãos de raça, mais É estudar mesmo , não É ficar tocando Berimbau e pulando capoeira não. Mas é só ganhar um dinheirinho e o cara que logo casar em um castelo e o os " irmãos que danem SR, Hélio , se o senhor se candidatar a presidente de alguma associação pela lutas dos negros e houver também um candidato negro sambista , jogador de futebol ou professor de capoeira , pode contar que o senhor vai perder as eleições..
9/05/2006 00:25Jornalistaverdade (Estudante de Direito)Pode até ser ótimas suas ideias, mas se mistura...
Pode até ser ótimas suas ideias, mas se misturando aos que mais trabalham contra o desenvolvimento do País, vai ser apenas um bobo da corte. Diz meu falecido pai, que se mistura ao seus não se desgeram. Foi escolher logo o PFL. Prova que não é tão bom assim. Os PFelistas d o PSDBistas, são a desgraça deste meu sofrido Brasil. Espero que não seja eleito, não gostaria de ver seu nome misturado ao de ACM nem avô nem a neto, nem a Eliseu Resende. me desculpe a franqueza.
8/05/2006 15:44Lord Tupiniquim - http://lordtupiniquim.blogspot.com (Outro)Tenho minhas dúvidas se o entrevistado é capaz ...
Tenho minhas dúvidas se o entrevistado é capaz de completar um silogismo. Mas, vamos lá, afora outras discriminações consagradas na Cf e nas leis, raça e cor da pele não servem para discriminar porque isso é crime segundo a COnstituição. É racismo e o racismo não é nem um pouco melhor ou mais aceitável conforme a cor dos favorecidos. Segundo, dizer que "É uma falácia dizer que o sistema de ação afirmativa está criando uma classificação racial dos brasileiros" só pode conquistar adeptos em clínica de doentes mentais. Ora, a política de cotas é exatamente isso: classificação racial dos brasileiros e tratamento privilegiado conforme a raça.
8/05/2006 13:25omartini (Outros - Civil)Entendo que comparar preferência da própria nac...
Entendo que comparar preferência da própria nacionalidade com preferência de raça é comparar "alhos com bugalhos". Ademais a política nacionalista de cotas de Getúlio Vargas, jamais contestada por inócua: importar trabalhadores estrangeiros é antieconômico, salvo os principais dirigentes...Considero a política de quotas proposta racista e estremamente demagógica. POBRE, seja de que raça for, deve ter acesso à EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, desde o curso primário, e não apenas nas Universidades Públicas - mas prejudicados por prévia formação deficiente - ou apenas a ensino universitário de baixa qualificação, nas PRIVADAS, sob patrocínio do PROUNI.
8/05/2006 13:15Reginaldo (Advogado Autônomo)O único ponto em que concordo com o autor, é pe...
O único ponto em que concordo com o autor, é pelo fim dos demais privilégios (mulheres, deficientes). Quanto as costas, com o tempo gerará um preconceito ao contrário, pois, os negros serão vistos como profissionais de segunda classe, haja vista, não terem sido admitidos pelo mérito. Ademais, acho perigoso dividir a sociedade em raças, suscitando uma disputa que nunca ocorreu. Acredito ser mais producente uma política real de construção de moradia, e educação básica, dando ao pobre em geral e, não somente aos negros o direito de disputar de igual para igual com os oriundos do ensino particular não só por vagas nas universidades, mas por melhores empregos. É preciso ver que o país empobreceu e, hoje, o discriminado é aquele que não tem recursos e não pela cor da pele. Outro ponto preponderante é o custo indireto da universidade, como livros, alimentação, transporte,etc.,sem contar no desnível que haverá entre os oriundos do ensino particular com os do ensino público, pois com o atual sistema de ensino (que aprova automaticamente nos primeiros anos) alguns chegam a universidade sem saber escrever corretamente. A adoção de tal política (criação de moradia e emprego) brecaria o avanço da marginalidade, evitando que os jovens negros morram entre 15 e 20 anos, e tornaria a situação da população em geral (os que não querem cursar a universidade) muito melhor. Em minha certidão de nascimento consta a expressão "pardo" e, como o articulista já sofri toda sorte de discriminação, por isso emito opinião contrária sem medo de ser taxado de preconceituoso ou favorecido.
8/05/2006 09:30Carlos Frederico (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Gostei muito do artigo, apesar de não ser simpa...
Gostei muito do artigo, apesar de não ser simpatizante da política de cotas. Achei o autor muito bom para sustentar a sua posição. Particularmente, entendo que as cotas são incompatíveis com o princípio da igualdade. Em verdade, o que tenho dificuldade de assimilar é quando o próprio autor afirma "A idéia é de uma política temporária, que possa eliminar essa desvantagem de base". Infelizmente, a experiência ensina que tudo no Brasil criado para ser provisório tende a se tornar definitivo... Nesse sentido: vales-transporte, cpmf, legislação por medida provisória, planos econômicos salvadores, dentre vários outros. No fórum de Passos/MG existem servidores negros que são excelentes profissionais, dos melhores da Comarca, talvez porque tiveram maturidade e souberam superar as dificuldades da vida, com elas aprenderam e hoje em dia foram aprovados em concurso público com extremo brilho, sem precisar de cotas e alcançando colocações privilegidas. Acredito que, no caso deles, as dificuldades enfrentadas geraram a necessidade do esforço adicional, que se tornou um plus, um diferencial na vida deles. Carlos Alberto Parreira falou na televisão há poucos dias atrás que o jogador de futebol brasileiro é superior aos outros exatamente porque desenvolveu a criatividade ao enfrentar situações adversas. Muitos deles são negros, como é mais do que sabido. Aliás, o melhor do mundo de todos os tempos é negro. Porém, estou de pleno acordo com o autor e acho que já passou da hora de toda a sociedade brasileira se indignar, sim, com o que foi feito com a educação pública. Se todos, sem exceção, tivessem acesso a uma boa educação, o critério racial não seria o fator a ser considerado para o sucesso na vida profissional, com toda a certeza. Porém, a discussão é interessante e tomara que a nossa sociedade se movimente efetivamente para enfrentar e resolver este terrível problema que é a desigualdade social, promovendo um maior equilíbrio entre as diferentes cores do nosso país.

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