Condenada por tentativa de furto de duchinha é solta

23/03/2007 01:49Cristiano Alves de Souza (Outros)JÁ O LADRÃO QUE ROUBOU MENOS DE R$80,00 DE UMA ...
JÁ O LADRÃO QUE ROUBOU MENOS DE R$80,00 DE UMA SENHORA ANALFABETA DE 68 ANOS DE IDADE FICOU LIVRE POR TENTAR ROUBAR "POUCO" DINHEIRO. QUAL É MESMO O LIMITE PARA SE ROUBAR SEM SER CLASSIFICADO COMO LADRÃO?
22/10/2006 22:47rádisson (Bancário)vou confessar que fiquei tremendamente curioso ...
vou confessar que fiquei tremendamente curioso para saber se a duchinha seria para uso pessoal. ;-)
2/07/2006 11:58Comentarista (Outros)Este caso é apenas mais um exemplo que espelha ...
Este caso é apenas mais um exemplo que espelha o judiciário tupiniquim. Mas o mais interessante de tudo isso é ver pessoas "indignadas" com o resultado da última pesquisa nacional a respeito da confiabilidade do povo brasileiro nas suas instituições, quando a maioria declarou que o poder menos confiável da república é exatamente o judiciário, infelizmente. Mas como os fariseus de plantão nunca se dão por vencidos, jogaram a culpa do resultado da pesquisa na "ignorância" do nosso povo. Francamente, isso tudo está se tornando deprimente...
1/07/2006 20:10amorim tupy (Engenheiro)caros amigos. Este negocio de insignificancia ...
caros amigos. Este negocio de insignificancia é convesa pra boi dormir e significa que a pessoa afanou o que estava mais proximo e caso estive com filho ,pai , irmão , marido como titular da presidencia da republica afanaria umas varias companias telefonicas. Ou a pessoa é honesta ou não É. que rouba um boi , rouba boiada.
30/06/2006 16:12Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)O caso passou por pelo menos 10 julgadores e di...
O caso passou por pelo menos 10 julgadores e diversos representantes do Ministério Público, até que o Supremo Tribunal Federal visse o óbvio e reconhecesse a impropriedade da prisão. Por certo boa parcela da sociedade irá contra a decisão do STF, outra contra a do judiciário paulista e do STJ, e outras demais em sentido contrário. Em suma, vários seguimentos foram agraciados, satisfazendo gregos e troianos, além dos sergipanos e baianos. A manicure, bem, a manicure está despreocupada, ciente de que nada melhorará.
30/06/2006 14:01Landel (Outro)Mais uma vez nos deparamos com um caso que esta...
Mais uma vez nos deparamos com um caso que estarrece, talvez a algum estrangeiro que esteja de passagem pelo Brasil. Digamos que seja italiano. Ele deve pensar que tipo de estrutura política e jurídica que temos aqui que permite tais coisas? Durante a Operação Mãos Limpas na Itália, quando de forma efetiva, as forças policiais e políticas, incluindo aí o judiciário italiano fizeram um ataque severo contra os criminosos políticos, infiltrados no Congresso e Judiciário iatlianos, com ligações com o mundo do crime, a força do ataque foi tamanha que muitos dos denunciados, percebendo que era o fim da linha em suas vidas, preferiram meter uma bala na cabeça do que mofar numa prisão pérpetua, sabendo ainda que até mesmo todos seus bens seriam confiscados. Talvez nosso italiano, chamemo-lo de Dom Vitório, tenha lido alguns jornais de relance ao chegar. Viu o caso do jornalista Pimenta Neves e o assassinato que cometeu, o caso do juiz Nicolau e o desvio de 169 milhões de reais e pela tradição do seu país fica imaginando o que aconteceu. Então ele pensa que se essa pobre mulher tendo roubado uma duchinha de 19 reais é condenada de forma rápida assim com tamanha severidade, o jornalista e o juiz corrupto já estarão atrás das grades há muito tempo. Quando então conversando com algum amigo aqui do Brasil, fica sabendo que o jornalista está soltíssimo a apelar em liberdade depois de condenado e o juiz amarga uma "triste" prisão no conforto de sua mansão. Mas o jornalista não matou uma mulher indefesa? Não é réu confesso e condenado e...está solto? O juiz não desviou 169 milhões e já não foi condenado? Como pode ainda ter bens e estar...vendo televisão em sua mansão? A mulher não matou ninguém, só roubou uma duchinha de 19 reais e recebeu tamanho castigo? Nosso amigo Dom Vitório, de relance também perceberá o uso do princípio da insignficância, usado pelo judiciário para libertar a mulher. Perceberá que o princípio da insignificância aqui é na verdade da insignificância das instituições no que elas tenham de mais correto, ético e justo. O princípio da insignificância é o de considerar o cidadão insignificante e impotente frente a essa monstruosa estrutura política, jurídica e policial que permite que os indefesos e somente esses tenham de responder às feras que aqui chamam de judiciário e tribunais, enquanto que os ricos e poderosos, como o juiz, o jornalista e os políticos tem em suas mãos as coleiras desses bichos. E verá, folheando revistas antigas, o escândalo dos anões do orçamento, onde os envolvidos sairam para uma doce aposentadoria, o caso do mensalão, onde a história se repetiu e muitos outros mais. E saberá também dos casos onde uma mulher roubou um pote de manteiga e foi enfiada na cadeia, onde outra roubou um frasco de xampú e foi jogada numa cela e o dessa mulher, que tendo roubado uma duchinha de 19 reais foi julgada e condenada sem demora. E do outro lado olhará os casos do jornalista, do juiz, dos políticos aposentados e saberá o que fazer. Irá comprar um bom vinho para apreciar em casa, enquanto lê mais e fica sabendo de como o princípio da insignificância é aplicado aqui no Brasil contra o cidadão, sendo considerado ele o insignificante servo de tais monstruosidades jurídicas. Mas já sabendo em que terra está pisando, irá acompanhado do amigo brasileiro que o hospeda, para que ele sirva de testemunha de que ele comprou o vinho e pagou corretamente. Sabe-se lá se não ocorre alguma confusão no supermercado e ele não termina preso, confundido com outra pessoa. Se uma duchinha de 19 reais rendeu 11 meses de prisão, o quanto não custará um bom vinho italiano? Só assim nosso amigo Dom Vitório se sentirá seguro aqui no ordenamento jurídico do Brasil. Landel - http://vellker.blog.terra.com.br
30/06/2006 09:19Armando do Prado (Professor)Já dizia o doutrinador que quando houver colisã...
Já dizia o doutrinador que quando houver colisão entre o direito e a justiça, que prevaleça a justiça. É o caso. É por essas e outras que o povo se desencanta do nosso Judiciário e das leis impostas, pois o irmão da dona da Daslu é solto pela ilegalidade da prisão; a mocinha que ajudou a matar os pais fica mais solta que presa; o assassino confesso da irmã Doroty Stang é solto pela evidente ilegalidade da manutenção da prisão; o ex-diretor de importante jornal permanece em liberdade por não apresentar nenhum risco; o promotor assassino responde em liberdade; o outro promotor assassino da mulher "ninguém acha" (sic), etc. O que todos têm em comum? Muito dinheiro. Entretanto, o que as Marias, manicures, grávidas da favela, etc, têm em comum, além de estarem presas por bagatelas? São pretas, pobres, pardas e moram na periferia dos bem nascidos. Fazem parte dos 4 P's. É simples assim mesmo.

Comentários encerrados em 8/07/2006

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.