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27 junho 2006

Nova tentativa

Defesa de Suzane Richthofen tenta desmembrar e adiar júri

Os advogados de Suzane von Richthofen, acusada de participar do assassinato de seus pais, encaminharam à Justiça um pedido para adiar o julgamento pelo tribunal do júri, marcado para 17 de julho. A defesa da jovem também pretende que ela seja julgada separadamente do seu ex-namorado Daniel Cravinhos e do irmão dele, Cristian, acusados de participar do mesmo crime. As informações são da Agência Globo.

Inicialmente, o julgamento dos três estava marcado para o dia 5 de junho, mas teve de ser adiado. Na sessão do júri, os advogados dos irmãos Cravinhos não compareceram. Os de Suzane se retiraram do fórum pois consideraram que a sessão não poderia prosseguir sem a presença de uma testemunha que, para eles, era fundamental.

O crime

Suzane, seu namorado Daniel e o irmão dele, Cristian Cravinhos, confessaram ter matado os pais dela, Marisia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.

Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Revista Consultor Jurídico, 27 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 7 comentários

29/06/2006 08:19 Bira (Industrial)
A tática utilizada pela defesa vai contra a éti...
A tática utilizada pela defesa vai contra a ética da advocacia. Mais uma caso para a OAB se manifestar. Para a possivel criminosa, resta culpar a gordura visceral do enviado natalino, como forma subjetiva de opressão familiar. E assim o show continua na midia e os prazos, bem, um mero detalhe protelatório.
28/06/2006 13:57 Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)
O ilustre e brilhante advogado criminalista, D...
O ilustre e brilhante advogado criminalista, Dr. Mauro Octávio Nacif, está no caminho certo. Seria um absurdo o julgamento conjunto dos criminosos. Antes de atacarem os métodos jurídicos utilizados pelos patronos da Ré, é preciso lembrar que o advogado faz um juramento ao receber a beca, qual seja, defender quelquer pessoa, qualquer que seja o crime cometido e utilizar todos os meios que a lei lhe permite na defesa de seu constituinte. A atitude do Dr. Mauro Nacif está juridicamente corretíssima. Não são monobras ou chicanas como afirma o promotor público, mas o uso do Direito na defesa da Ré. Como afirma, abaixo, Rossi Vieira, aplicar principios constitucionas é tarefa para pouquissimos profissionais do Direito. E, o Dr. Mauro Nacif é um deles...
27/06/2006 22:28 Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)
Leia-se: "estudantes" e "vítimas têm"
Leia-se: "estudantes" e "vítimas têm"

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