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22 junho 2006

Dores do tombo

Supermercado indeniza mulher que escorregou em fruta

Supermercado indenizar mulher que escorregou em fruta

A auxiliar de escritório Patrícia Mendonça deve receber R$ 7 mil de indenização do supermercado Vitória, em Taguatinga (DF). Ela escorregou em um fruta e caiu dentro da loja. Além disso, o supermercado terá de pagar o tratamento médico necessário. A decisão unânime é da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O incidente aconteceu em outubro de 2003, enquanto a secretária fazia compras. Em um dos corredores do estabelecimento, Patrícia pisou em frutas que estavam espalhadas pelo chão, escorregou e bateu com os joelhos no chão. O choque causou uma lesão no menisco da perna direita. Por causa disso, ela teve de ser operada.

Em sua defesa, os representantes do supermercado informaram que encontraram a vítima já caída no chão e prestaram a assistência necessária de imediato. Alegaram que não havia objetos no chão do estabelecimento capazes de derrubar uma pessoa.

Os argumentos não foram acolhidos pelos desembargadores. Para ele, o caso concreto é uma relação de consumo e, portanto, deve ser aplicado o Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o artigo 14, trata-se de responsabilidade objetiva, ou seja, é suficiente para reparação do dano a descrição do fato, o dano causado por ele e o nexo causal entre os dois, sendo desnecessária a prova da culpa.

“É segurança elementar esperada por todo consumidor de produtos e serviços conexos ao prestado pelo réu que os corredores que dão acesso às mercadorias postas à venda não contenham quaisquer elementos estranhos que, porventura, pudessem determinar a queda do consumidor”, explicaram os desembargadores.

Processo: 20040710031346

Revista Consultor Jurídico, 22 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

23/06/2006 10:00 ed (Servidor)
Essa condenação vem em boa hora.É comum em tod...
Essa condenação vem em boa hora.É comum em todos os supermercados lotarem em demasia as gôndolas de frutas. Talvez seja uma técnica de induzir o cliente a comprá-las. No ato da escolha a " montanha " desaba e é fruta esparramada por todo o piso. Essa postura judicial levará a tomarem mais cuidado com a segurança dos clientes.

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 30/06/2006.