Supremo decidirá se jornalista precisa de diploma

12/02/2008 18:16Moraes (Outros - Comercial)A exigência do diploma de jornalista teria priv...
A exigência do diploma de jornalista teria privado Ernesto Correa, Nelson Rodrigues, Otto Lara Rezende, Carlos Castelo Branco, Joaquim Nabuco, Carlos Lacerda, José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Rachel de Queiros, Clarice Lispector, Mario Filho, Alberto Dines e tantos outros príncipes do jornalismo brasileiro de oferecer ao leitor a alegria da boa leitura. Nesta disputa o que vejo são sindicalistas tentando melhorar de vida e o interesse dos comerciantes do ensino particular. Quem sabe o direito de ser jornalista sem diploma não traga novamente o talento para as redações que hoje em dia tanto falta pelo medíocre estilo escolar.
28/06/2006 09:44João Bosco Ferrara (Outros)Sra./Srta. Tati, Prossiga assim, pois quanto m...
Sra./Srta. Tati, Prossiga assim, pois quanto mais se manifesta, toda vez que tenta atacar-me pessoalmente, desviando-se do tema (as opiniões brigam, as pessoas não), só contribui para consolidar a prova do acertamento de que não é um diploma que habilita alguém para a função de jornalista. Ser jornalista é antes uma questão de atitude do que de titulação. Aos olhos de qualquer ser inteligente e racional, em que a razão se manifeste por meio dos instrumentos que a tornam excelente, será capaz de perceber como a sra./srta. se perde em seus argumentos, como não sabe construí-los, como não consegue articular de modo coerente as idéias. Isso se deve a um motivo: não tem conhecimento o bastante para fazê-lo. Só que conhece bem o vernáculo e o modo como se deve raciocinar é que está apto a exprimir corretamente seu pensamento. A razão não é algo natural no homem, antes, deve ser cultivada, trabalhada, porque laboriosa. Pensar é fácil, qualquer pessoa pensa. Raciocinar, não. A razão é a mais sublime realização humana, mas que não está disponível para todos. Só aqueles que nela enxergam o caminho para exceler no que fazem é que cultivam-na. Os outros, bem, por não a cultivarem sempre socorrer-se-ão de argumentos do tipo: "a razão não serve para nada", "não se pode pretender que tudo siga uma lógica rigorosa", "o ser humano é corpo e alma, razão e paixão", "não sou racional por opção, prefiro ser passional" etc., detrás dos quais escondem sua inaptidão em ser racionais.
26/06/2006 10:20Tati (Jornalista)Agora entendi o porquê da identificação do Sr. ...
Agora entendi o porquê da identificação do Sr. Abaixo como outros: É a tradução daquele que dá opinião (achando estar sempre certo) em tudo e não entende de nada! Infelizmente!
23/06/2006 01:02João Bosco Ferrara (Outros)Sra./Srta. Tati, O seu texto constitui mais um...
Sra./Srta. Tati, O seu texto constitui mais uma prova cabal de tudo que já afirmei aqui neste fórum de debates. Se é jornalista formada, sugiro que cassem o seu diploma, pois não sabe usar a ferramenta mor da comunicação: não sabe escrever. E não sabendo escrever, não poderia ser jornalista. Deveria ter sido reprovada em língua portuguesa. Qualquer professor de português que lesse o seu texto abaixo ficaria estarrecido. Além dos diversos erros de gramática (e já estou sendo condescendente com aqueles que presumo tratar-se de erros de digitação, pois, afinal, quase todos nós neles incorremos), falta-lhe clareza de raciocínio. Prodigaliza o recurso a falácias e entimemas dos mais variados matizes; inicia um argumento e o deixa no ar, sem conclusão, quando não oferece desfecho sem nenhuma conexão com as premissas dantes estabelecidas. Como pode aspirar em ser formadora de opinião? Opinião de quem? Só se for dos analfabetos e dos analfabetos funcionais. Sim, porque tanto uns quanto outros não identificarão nenhum problema com o seu texto. Os primeiros simplesmente olharão para ele como algo de outro mundo. Os segundos, ainda que o leiam, não compreenderão nada. E a pessoa culta que o ler, bem, esta perceberá que quem escreveu não conhece o vernáculo, não sabe expressar-se, por isso suas palavras não merecem credibilidade. Com este último comentário dou por encerrada esta discussão. Não me importa o que mais possa escrever.
22/06/2006 10:54Tati (Jornalista)Bom, já que necessário se faz argumentação, uma...
Bom, já que necessário se faz argumentação, uma vez que Sr. João Bosco se sentiu atacado, farei, em relação ao seu texto criticando a jornalista Selma, diz que o jornalista precisa antes de escrever, compreender os fatos. Ora, o jornalista compreender os fatos. Recolhe as informações necessárias e então escreve seu texto. Se fosse exigido que ele ficasse horas esperando um julgamento, ele então não teria o porque contar o ocorrido, e somente o resultado. Viveríamos de saber histórias pelo fim.(Virão então dizer que o jornalismo não é imparcial, e sim sensacionalista. A imprensa marrom existe, mas não generalizemos a classe, se não, nos dará o direito de dizermos que todo advogado "pode ser comprado", que todo político "é ladrão"... Então a importância de um diploma é justamente esta, fazer com que quem escreva, tenha noções básicas de ética, de redação e língua portuguesa, de rádio, tv e mídia impressa, entre outros. Engraçado como o jornalista em apenas 4 anos, recebe uma gama de informações de muitos segmentos, enquanto outras profissões passem os mesmos 4 anos ensinando a mesma coisa. As Universidades não formam super profissionais, em nenhum dos dois exemplos acima, forma pessoas capacitadas a buscar e procurar novos rumos. E o jornalista escreve baseado em pesquisas, entrevistas... Somos pessoas que informam, e isso é uma responsabilidade muito grande, como criticar aquela que é a fonte de comunicação entre as pessoas? E como deixar que "qualquer um" faça do hobby de escrever, um formador de opinião? Aos que amam escrever, o estudo é necessário, aos que amam a saúde, o estudo é necessário. Ser ciência, razão ou lógica, não importa. O estudo acima de tudo, é importante para agregar cultura, conhecimento e educação. E não somente a faculdade, mas as especializações também. Se a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) é favorável ao diploma, e os jornalistas diplomados também acham importante, não há necessidade de briga. A classe envolvida pede a muito tempo isso, devemos olhar com muita atenção e cuidado para este fato. Se fosse tão simples assim, não causaria tanta repercussão e debates. Ah, e antes de concluir, não como crítica, mas apenas um comentário. Elitizar a forma de escrever para a massa, não é uma forma de torná-los mais "cultos", e sim de deixá-los mas perdidos. A solução é melhorar a educação de base. A nossa língua é riquíssima e muito bonita, deve sim ser divulgada e usada ao máximo, mas sem narcisismo!!!
21/06/2006 10:50João Bosco Ferrara (Outros)Sr. Micelli, Sra. (ou Srta.) Tati, O primeir...
Sr. Micelli, Sra. (ou Srta.) Tati, O primeiro até que parece conhecer o vernáculo, mas ambos, infelizmente, não conhecem a lógica, este fabuloso instrumento da razão que nos orienta pelos meandros do raciocínio escorreito. Daí ser escusável suas manifestações. Ambos, à falta de melhor argumento para contrapor aos que, enaltecidamente, disponibilizei, preferiram atacar-me a mim mesmo. Vale dizer, socorreram-se do argumento que já Aristóteles, quase 2.500 anos atrás, já apontava como sendo odioso, constitutivo da falácia “ad hominem” ofensiva. Discutir uma questão significa expor opiniões submetendo-as à crítica alheia. Aquele que se sente melindrado ou ofendido por ver seu pensamento ser crivado de críticas jamais deveria entrar no debate. Melhor manter-se afastado, assim preserva-se. Mas quando não se tem argumentos para fazer o confronto das idéias e entendimentos alheios, constitui odiosa prática o recurso à qualquer tipo de falácia, máxime o sofisma “ad hominem” ofensivo. Nesse momento o debate deve cessar. E sobre a crítica que lançou ao meu discurso, também ela derrapa na vala dos sofismas, pois de modo sutil (duvido até que o senhor Micelli o tenha desejado, pois sem conhecer lógica, deve tê-lo feito sem perceber), incide nestoutra: do argumento “ad populum” quando dispara que o meu texto só pode ser lido por pessoas eruditas e que o vulgo, para compreendê-lo, teria de se socorrer de um dicionário. O meu texto foi adrede escrito para ser lido por quem de fato conhece o vernáculo. E aquele que o quiser entender sem possuir um vocabulário rico, terá, realmente, de compulsar um dicionário. Nisso estará fazendo um bem a si mesmo, não sem a minha contribuição, é claro, pois que o estimulei a tanto, de modo que passará a conhecer outras palavras, um modo mais refinado de se expressar, e saberá que nossa língua é rica em vocábulos com significados precisos para exprimir exatamente a idéia, o pensamento que se pretende transmitir. Talvez se os jornalistas tivessem consciência da função social que desempenham ao divulgar um notícia, aproveitando a oportunidade para disseminar e fortalecer a língua por meio de uma escrita ou linguajar castiço, as pessoas conseguissem comunicar-se de modo melhor, o que no mínimo geraria menos dúvidas e escoimaria as relações intersubjetivas proporcionando uma sociedade melhor para todos nós. É esta visão geral que parece faltar no seu comentário. É fácil nivelar por baixo, não exige esforço nenhum. Difícil, uma verdadeira faina, é desejar que a igualdade ocorra baseada em patamares superiores, tendo como parâmetro os estratos mais elevados de um povo. Folgo em saber que o senhor pôde ler e entender o meu texto, e lamento que a maioria não tenha a sua sorte.
21/06/2006 10:36aavissotto (Estudante de Direito)Acho lamentável essa situação. Se é para ser as...
Acho lamentável essa situação. Se é para ser assim, que a Justiça determine a não-exigência específica de diploma para médico, dentista, advogado... porquê a discriminação contra os jornalistas? STF não trate os iguais de modo desigual! É jornalista quem estudou para tal! Alexandre (Contador)
21/06/2006 08:16Tati (Jornalista)E gostaria de agradecer o texto de Micelli. Pa...
E gostaria de agradecer o texto de Micelli. Parabéns e Obrigada!
21/06/2006 08:11Tati (Jornalista)Percebe-se que o Sr. Ferrara não sabe expor opi...
Percebe-se que o Sr. Ferrara não sabe expor opinião, e sim, impor opinião. E como ela só vale para quem a possue, assim como jornalistas não sabem "nada" de direito, quem faz direito NADA sabe de jornalismo.
21/06/2006 02:09Micelli (Jornalista)Por lapso e cansaço da madrugada pratiquei impe...
Por lapso e cansaço da madrugada pratiquei imperdoável erro de concordância com nossa amada língua. Perdoem-me. "Reduzir a discussão de relevante tema à lingua portuguesa - ela mesmA, a última flor do lácio de Bilac - é no mínimo falta de argumentos para esta aberração que tentam cometer contra o jornalismo." Grato!
21/06/2006 02:03Micelli (Jornalista)Ainda o diploma de jornalista... Muito bem. ...
Ainda o diploma de jornalista... Muito bem. Em relação à matéria, com o orgulho de ser jornalista diplomado, nem mais fico de sobressalto com o assunto, porque no Brasil exige-se diploma para varrer as ruas, mas não para presidir o país e todos sabemos no que deu... Especialmente os jornalistas que exerceram a inglória função de publicar escândalos e mais escândalos nos últimos meses. Lamentalvelmente, a não diplomação para o exercício da profissão de jornalista, é execrável, não apenas pela profissão em si, regulamentada tardiamente pelo Decreto-Lei 972/1969, mas porque permite, cada vez mais, o nepotismo generalizado nos meios de comunicação. E isso interessa às grandes corporações. Continuaremos com os grandes jornais das famílias "X", "Y" ou "Z". E para os que dizem que tivemos grandes jornalistas antes de 1969 a resposta é: sim, mas nem foram tantos assim. Os saudositas adoram aumentar as coisas e dizer que "no meu tempo tudo era muito diferente..." Mesmo assim, não significa que as coisas não se aperfeiçoem. Os primeiros médicos, dentistas, advogados da humanidade, também não eram diplomados, tampouco fizeram cursos. A vida, como já disse Galileu, "Eppur si muove" É estranho que no Brasil, todos se julguem aptos a escrever. Desde os "nobres" juristas com seu linguajar rebuscado e anacrônico, com textos prolixos a imbecilizar cada vez mais o povo, até as mocinhas famosas "repórteres por um dia" que são bonitas, gostosas e vazias. Este é o triste retrato do país, eternamente em desenvolvimento que, ao invés de discutir assuntos mais importantes como uma educação decente a todos, perde tempo para discutir se Jornalismo é ciência ou não. Claro que não! Jornalismo não é ciência. O jornalista é apenas um historiador do dia-a-dia. Nem precisamos tanto! Não queremos ser doutores apenas por freqüentar faculdades de direito que garantem a titularidade de "doutor" que tantos gostam de mostrar, mas nem mesmo sabem peticionar nos fóruns do meu país varonil. Na verdade, por absoluta Justiça, doutor seria apenas aquele que concluiu um doutorado e deu eficaz contribuição para a combalida educação tupiniquim. Risível e equivocada a manifestação do Sr. Bosco Ferrara quando tece críticas à jornalista pelas questões "vernaculares". Estamos discutindo a existência ou não do diploma. Reduzir a discussão de relevante tema à lingua portuguesa - ela mesmo, a última flor do lácio de Bilac - é no mínimo falta de argumentos para esta aberração que tentam cometer contra o jornalismo. Eu poderia também almejar ser advogado pela prática forense que, reconhecidamente, tenho mas, jamais, passou tal absurdo pela minha cabeça. Eu mesmo, Sr. Ferrara, poderia tecer críticas ao seu linguajar enriquecido e nobilíssimo, daqueles que o mais comum do povo, se entendê-lo, o fará mediante um dicionário. A colega estava discutindo de forma coloquial e não merecia suas críticas indóceis que nada colaboram para a discussão. Prepotência sua. Uma cantilena enfadonha... Mas vamos aos fatos que um jornalista perspicaz observa. Em sua primeira missiva, V.Sa. redige "Os maiores jornalista não tinham tal formação.". V.Sa. comete dois erros crassos da gramática escorreita que logo mais V.Sa. defenderia. E quem diz isso não sou eu, um mero jornalista e sim, o grande mestre Napoleão Mendes de Almeida. Primeiro, o visível erro de concordância do plural de jornalistas. Erro de digitação? Desculpe. V.Sa. deveria reler sua manifestação antes de publicá-la. Segundo, o inexorável equívoco entre maior e mais. Ponto negativo para o senhor. "Os maiores jornalistas" seriam os jornalistas mais avantajados no peso, como é o meu caso, por exemplo. V.Sa. deveria optar por "A maioria dos jornalistas não tinha tal formação". Mesmo assim, criamos uma cacofonia irritante. Que tal: "A maioria dos jornalistas não possuía tal formação". Melhorou, não é mesmo? Ficou mais eufônico! E perdemos um tempo absurdo em discutir o sexo dos anjos sem atacarmos a essência dos fatos. Nem vou comentar sua missiva posterior, tamanha a quantidade de francesimos ("já que"), erros de grafia (desconhecimento ou digitação???) e rococós, afinal esta discussão, Sr. Ferrara, realmente "não vale nada. Absolutamente NADA!" Triste Brasil! Sou Sylvio Micelli, 35 anos. Jornalista diplomado há 10, servidor público do Judiciário paulista há 15, duas funções que exerço com orgulho e corinthiano sofredor. Graças a Deus! Em tempo: não existe "fato-notícia". Existe o fato que a humanidade cria. E a notícia que o jornalista eterniza.
20/06/2006 23:11João Bosco Ferrara (Outros)Selma Alves, jornalista diplomada: O seu comen...
Selma Alves, jornalista diplomada: O seu comentário é a prova viva de que o diploma de jornalismo não vale nada. Absolutamente NADA! Se o jornalismo fosse uma ciência, deveria aproximar-se da arte da comunicação. Comunicar notícias exige que se domine com mestria todos os meio por que se pode obter e transmitir uma notícia, sem sensacionalismo. Isso significa que o jornalista deve antes estar capacitado a compreender o fato que pretende tornar notícia, pois só assim será capaz de transmiti-lo. Uma vez apreendido e compreendido o fato-notícia, o jornalista precisa escolher qual o meio e a melhor forma de transmiti-lo. A comunicação falada ou escrita tem sido, nos últimos quatro mil anos, a principal forma de se transmitirem notícias, pensamentos, idéias. Não é difícil concluir que um jornalista deve deter um domínio perfeito do instrumento mais eficaz e mais utilizado nesse mister: a língua falada e escrita. Isto é, o jornalista precisaria saber expressar-se como ninguém, possuir um domínio ímpar do vernáculo e um conhecimento profundo do vocabulário da língua em que se expressa, pois é no léxico que se encontram as palavras consentâneas para expressar a idéia, o pensamento, a notícia com a precisão que se pretende. Mas, lendo o seu comentário, de alguém que parece ufanar-se só pelo fato de possuir um diploma de jornalista, é possível inferir que se o diploma fizesse assim tanta diferença um jornalista jamais confundiria “guarida” com “guarita”, como a senhora fez. Jamais utilizaria a forma sincopada “Tá”, com supressão parcial do radical “est” do verbo “estar”, como foi feito, até porque ou se escreve “ ‘tá” ou se “está”, mas nunca “tá”. “Tá” possui significado dicionarizado como interjeição e quer dizer “alto lá”, “basta”, “chaga”. Também está dicionarizada outra acepção, em que sintetiza a locução “está bem” ou outra semelhante de significado análogo, expressando concordância. Dessume-se o mau uso do vernáculo por uma jornalista diplomada, o que força reconhecer que o diploma, em verdade, não faz nenhuma diferença para o exercício daquilo que não pode ser realmente considerado uma profissão, mas tão somente uma função. Finalmente, também não se afigura ideal para o debate o uso de expressões vulgares, chulas, ou de gírias. Aliás, a gíria é o recurso daqueles que não possuem um vocabulário enriquecido. Exatamente por isso, por não encontrarem no seu pobre vocabulário a palavra mais adequada para exprimir seu pensamento, sua opinião, essas pessoas recorrem à formação de outras palavras ou expressões, via de regra sem atender às regras de composição da língua portuguesa; ou cometem um significado diferente a palavras já existentes, contribuindo, assim, gerando uma polissemia indesejável, porquanto a ambigüidade, a pluralidade de acepções de uma palavra só dificulta a comunicação, fazendo com que as relações se tornem arrevesadas. Já que a senhora possui um diploma de jornalista, e acredito que realmente o possua, sugiro que agora suplemente seu conhecimento com um curso de língua portuguesa. Talvez outros, como de iniciação à ciência do direito e à ciência política ou ética: a ciência da moral, também lhe ocorressem em boa hora. Mas seja humilde para perceber que para escrever numa coluna de jornal, para colher informações sobre fatos que contenham um potencial de se tornarem notícia e depois, processá-los e transmiti-los como notícias, seja por meio da língua falada ou da língua escrita, isso, realmente, não exige nenhum conhecimento específico, mas apenas sensibilidade e esmero vernacular.
20/06/2006 18:53Selma Alves (Jornalista)É impressionante como todo mundo quer ser jorna...
É impressionante como todo mundo quer ser jornalista neste Brasil de meu Deus. E o mais impressionante é que ninguém quer freqüentar o curso de jornalismo. Mais incrível ainda é como recebem guarita e tentam se esconder atrás de recursos e liminares. É conversa para boi dormir que jornalista não precisa de diploma de nível superior. Essa é uma profissão que exige, sim, uma formação específica de nível superior. Tá na hora de dar um basta a esse descaso para com a profissão de jornalista. Quem ganhar com isso são os empresários da comunicação do país, que insistem em pagar salários aviltantes ancorados na velha pecha de que jornalista não precisa de diploma. Compromisso com a informação, nem pensar. E com o interesse coletivo, muito menos. É o poder político e econômico de mãos dadas. Selma Alves, jornalista diplomada
20/06/2006 16:03João Bosco Ferrara (Outros)Olhovivo, É justo o contrário do que o Sr. afi...
Olhovivo, É justo o contrário do que o Sr. afirma. Com os jornalistas diplomados não conhecem o direito, no curso de jornalismo não há sequer uma iniciação em direito. E se algum veículo da imprensa, falada ou escrita, quiser um colunista advogado só para comentar e discutir temas jurídicos, isso só será possível se se admitir que qualquer um possa ser jornalista. Realmente, não vejo problema na ausência de diploma para o exercício dessa profissão. E o fato de encontrarmos freqüentemente pérolas nas matérias jornalísticas, isso não acabará com a exigência do diploma, mas sim com o aperfeiçoamento do ensino no Brasil em todos os níveis.
20/06/2006 15:56olhovivo (Outros)Com diploma já é difícil digerir algumas pérola...
Com diploma já é difícil digerir algumas pérolas dos "formadores de opinião", principalmente em assuntos relacionados ao direito. Sem diploma então, vai ficar mais difícil explicar que um juiz não dá "parecer", um promotor não "decide", um acórdão não é um "acordão" e que um acusado é sempre presumidamente inocente.
20/06/2006 14:25João Bosco Ferrara (Outros)Dessa vez estou conteste com o Ministério Públi...
Dessa vez estou conteste com o Ministério Público Federal e espero que seja exitoso o Recurso Extraordinário interposto. De fato, o jornalismo nada tem de científico que exija formação específica para ser desempenhado. Aliás, a história da imprensa tem sido feita por quem nunca freqüentou curso de jornalismo. Os maiores jornalista não tinham tal formação.

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