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20 junho 2006

Formação completa

Cármen Lúcia toma posse no Supremo nesta quarta-feira

Cármen Lúcia Antunes Rocha toma posse no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (21/6), às 16 horas. Nomeada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ela ocupará a vaga deixada com a aposentadoria do ministro Nelson Jobim, em março deste ano.

Os presidentes do Superior Tribunal de Justiça, Barros Monteiro; do Tribunal Superior do Trabalho, Ronaldo Lopes Leal; e do Superior Tribunal Militar, Max Hoertel, participam da cerimônia de posse. Além deles, devem estar presentes os presidentes da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, e do Senado Federal, Renan Calheiros e o ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

Currículo

Cármen Lúcia é mineira. Tem 50 anos e foi aluna do ministro aposentado Carlos Velloso. É professora de Direito Constitucional da PUC de Minas Gerais, onde graduou-se. É conhecida por sua atuação eloqüente nas comissões da Ordem dos Advogados do Brasil e em movimentos pela reforma política e moralidade eleitoral. Foi procuradora-geral do estado de Minas Gerais no governo Itamar Franco.

Com a indicação, Cármen Lúcia será a segunda mulher a ocupar uma cadeira na mais alta corte de Justiça do país e a terceira representante de Minas na atual composição do tribunal. A procuradora produziu, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, alguns dos mais contundentes pareceres contra medidas adotadas pelo governo federal.

Já publicou, entre outros livros, Direitos de e para todos, Perspectivas do Direito Público, Constituição e Segurança Jurídica e O Direito à Vida Digna. No final do ano passado, Cármen Lúcia coordenou o Fórum pela Moralidade Eleitoral como integrante da Comissão de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 20 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

21/06/2006 02:11 JOBASANTOS (Advogado Autônomo - Previdenciária)
Cármen Lúcia Antunes Rocha chega ao STF com a m...
Cármen Lúcia Antunes Rocha chega ao STF com a missao multipla de dar mais cor ao enrijecido tribunal que durante anos vem buscando uma modernidade de modo a ajustar-se a sociedade e a realidade brasileira. Sua herança da tradicional familia mineira embora ofuscada pelas intrigantes controvérsias governamentais a dos governos Itamar-FHC e Lula, resplandece de forma cristalina de forma a torná-la muito mais como foco de esperança inovadora do que propriamente o legado tradicionalista . Em meio a uma politica protencionista e assistencialista que deparamos hoje, temos plena certeza que Lula nao abocanhará nenhuma vantagem espúria de uma provável indicaçao interesseira. Dia bom para Minas, a Mulher e o Brasil. Joao Batista dos Santos, Campo Grande,MS.

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