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16 junho 2006

Dinheiro no bolso

Governo dará aumento para PF por Medida Provisória

Por Ronaldo Herdy

Os ministérios da Justiça e do Planejamento, Orçamento e Gestão estão fazendo estudos para dimensionar o quanto o governo federal poderá oferecer de reajuste aos policiais federais este mês. A categoria pleiteia aumento de 60%.

O ministro Marcio Thomaz Bastos definirá o percentual com seu colega Paulo Bernardo na próxima semana. Mas já está acertado que o reajuste será implantado por meio de Medida Provisória. E, com grande probabilidade, num patamar abaixo do desejo dos servidores da PF.

O presidente da Fenapef — Federação Nacional dos Policiais Federais, Francisco Garisto, contudo, afirma que o reajuste de 60% já foi acertado com o próprio Ministério da Justiça e com “Casa Civil e até Presidência da República”. E será pago em duas vezes: 30% este ano e 30% o ano que vem.

Segundo Garisto, o ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos já garantiu o reajuste de 60% e que a negociação não foi efetiva por culpa de técnicos do Ministério do Planejamento e da Fazenda, por vingança. A retaliação veio, de acordo com Garisto, por conta do indiciamento do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa.

O dirigente afirma que se o reajuste for menor do que 60% a categoria fará greve.

*Este texto foi atualizado com informações do presidente da Fenapef.

Ronaldo Herdy é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

17/06/2006 12:37 Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)
O Governo, certamente por prudência econômica t...
O Governo, certamente por prudência econômica tem protelado a edição de medida para 'RECOMPOSIÇÃO SALARIAL' dos Policiais Federais, por isso não há porque duvidar da palavra do Ministro da Justiça que sabidamente tem envidado todos os esforços nesse sentido.
17/06/2006 10:51 JFreitas (Delegado de Polícia Federal)
Vamos mais uma vez começar tudo de novo ou se v...
Vamos mais uma vez começar tudo de novo ou se vale o que foi acordado, inclusive com carta circular do Ministro da Justiça que, segundo dizem, empenhou seu cargo nisso. Veremos então se a palavra dele vale alguma coisa.

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 24/06/2006.