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8 junho 2006

Notícias da Justiça

Veja o noticiário jurídico dos jornais desta quinta-feira

Por Priscyla Costa

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou que o INPI registre a marca Networks Associates da empresa produtora do programa anti-vírus McAfee. O INPI havia negado o depósito da marca por considerar que o nome inglês Networks Associates seria genérico e, portanto, não poderia ser registrado na classe de programas de computador. A informação é do jornal Valor Econômico, desta quinta-feira (8/7).

Greve dos servidores

Ainda de acordo com o Valor, entidades das três carreiras da defesa judicial do governo federal lançaram nesta quarta-feira (7/6), um movimento para a exoneração de todas as chefias da categoria como apoio à greve dos servidores pela aprovação de aumento salarial da carreira. Há uma lista com 800 nomes de ocupantes de cargos de confiança dispostos a deixar o posto, que se somarão a 106 procuradores da Fazenda que já abandonaram as chefias na semana passada.

Certificação digital

A empresa Certisgin inicia nesta quarta a comercialização dos primeiros certificados digitais da Autoridade Certificadora da Justiça Brasileiro, o AC-Jus. A certificação será utilizada para garantir a autenticidade de documentos eletrônicos que circulam na Justiça, facilitando a migração dos processos em papel para os processos virtuais. Segundo a sessão de Curtas do jornal Valor Econômico, os certificados serão oferecidos em quatro modelos: CertJUS Cidadão, CertJUS Advogado, CertJUS Institucional e CeftJUS Empresarial.

Mercado

O escritório Viseu, Cunha e Oricchio Advogados contratou Antônio Carlos Guido Jr. como consultor para as áreas de consumidor e concorrência da banca. Guido Jr. é ex-diretor técnico do Procon. A informação é do Valor.

Escola do Trabalho

Conforme a edição desta quinta do Valor, o TST aprovou resolução administrativa que cria a Escola de Magistrados do Trabalho. O projeto estava previsto na Emenda Constitucional 45. O objetivo é fazer a seleção, formação e aperfeiçoamento dos juízes trabalhistas.

Nota do Judiciário

Pesquisa publicada pelo jornal DCI aponta que Legislativo e Judiciário têm reprovação alta. De acordo com o DCI, empresários não confiam nos que elaboram as leis. O mais grave, porém, é a falta de confiança que atinge também o Poder Judiciário. As causas do descrédito são conhecidas: a morosidade da máquina judiciária acompanhada pela complexidade da legislação reduzem muito a eficiência deste poder, levando em vários casos a julgamentos imprecisos ou, pior ainda, influenciados por interesses particulares de poucos em detrimento da maioria.

Concorrência

O Conselho de Estado chinês aprovou nesta quarta (7/6) a minuta de uma lei antimonopólio, uma das mais controvertidas dos últimos anos, segundo informou a agência oficial Xinhua. A reportagem é do jornal Gazeta Mercantil. A minuta da lei, depois de uma profunda revisão, será enviada ao Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular (principal órgão legislador chinês) para sua deliberação. O Conselho de Estado (Executivo) concluiu que a lei procura proteger a concorrência justa, prevenir e controlar os comportamentos monopolísticos e manter a ordem no mercado.

Priscyla Costa é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 3 comentários

10/06/2006 16:48 Ivo (funcionário do TJSP) (Funcionário público)
Parabéns ao Dr. Ottoni, seu comentário é esclar...
Parabéns ao Dr. Ottoni, seu comentário é esclarecedor, sou servidor do judiciário e concordo plenamente com ele, o que falta é um Legislativo que faça o seu papel, até mesmo as CPIs deveriam deixar de existir, deixando o que é caso de polícia para a polícia e MP, e eles que mudem a legislação para melhor, ou seja, que discutam o que realmente interessa para uqe surjam as mudanças esperadas. Mas com certeza, é melhor um judiciário lento e cheio de mazelas, pois assim a impunidade de alguns membros do próprio legislativo continuam.
8/06/2006 14:10 Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)
Correção: "subordinados ao comando legal".
Correção: "subordinados ao comando legal".
8/06/2006 14:08 Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)
A midia dita especializada não tem tido a parti...
A midia dita especializada não tem tido a participação esclarecedora que dela se espera. Vivemos numa democracia e, portanto, sob o império da Lei. A Lei permeia, portanto, toda a atividade humana desenvolvida no país. Todos nós vivemos, portanto, quer profissionalmente, quer particularmente, subordinados ao comendo legal. Leis omissas, confusas, contraditórias, protecionistas(no mau sentido)enfim, todos os defeitos do sistema legal são da responsabilidade do Poder Legislativo. Executivo e Judiciário cumprem e fazem cumprir as leis produzidas pelo Legislativo. A impunidade dos poderosos, a fragilidade dos desprotegidos da economia, os "buracos" que permitem os violentos ataques ao erário, as imunidades públicas, o foro privilegiado, tudo, enfim, que depende de lei, é responsabilidade de um parlamento mensaleiro e sanguessuga. O senso comum leigo e ignorante, que alimenta tais pesquisas, não sabe nada disso.

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 16/06/2006.