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6 junho 2006

Fim da baderna

Invasores da Câmara responderão por tentativa de homicídio

O delegado Antônio Coelho, da 2ª Delegacia de Polícia de Brasília, informou que os 497 militantes do MLST — Movimento de Libertação dos Sem Terra presos após invadirem e depredarem a Câmara dos Deputados serão encaminhados ainda nesta terça-feira (6/6) para o presídio da Papuda. As 42 crianças encontradas com eles irão para a Delegacia da Criança e do Adolescente. As informações são da Agência Brasil.

Segundo o delegado, os militantes serão autuados por danos a bem público, formação de quadrilha e corrupção de menores. Os líderes do movimento vão responder, além desses crimes, por tentativa de homicídio. Sete militantes que foram identificados como líderes do movimento foram encaminhados à 2ª Delegacia, na Asa Norte.

O líder do MLST, Bruno Maranhão, está detido Departamento de Polícia do Legislativo que está terminando de apurar os fatos com as imagens gravadas pelas TVs.

Os integrantes do MLST, uma dissidência do MST, invadiram a Câmara por volta das 15h desta terça e entraram em confronto com seguranças da Casa. A ocupação durou mais de uma hora.

Os manifestantes tombaram um automóvel no estacionamento do anexo 2 da Câmara, quebraram a porta de vidro do prédio e destruíram vários equipamentos, inclusive postos informatizados de atendimento ao público. Num balanço parcial, a segurança da Câmara informou que pelo menos 26 pessoas ficaram feridas e um segurança está em estado de coma induzido.

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 6 comentários

8/06/2006 11:03 Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)
Será que eles entendem outra linguagem? ...
Será que eles entendem outra linguagem? Tenho 70 anos e desde criança ouço falar na tal de “reforma agrária”. A “ redentora” de 64, patrocinada pelos bancos e proprietários rurais concentrados na TFP, Tradição, Família e Propriedade, teve como primeiro objetivo de ataque as Ligas Camponesas, do nordeste, entidade já mais estruturada no movimento de promover a justiça no campo. Agora, como sempre, temos um parlamento onde um povo cuja maioria de remediados, pobres e miseráveis, tem sua representação política materializada num Congresso onde a grande maioria é composta por banqueiros, latifundiários, empresários e outros integrantes da oligarquia dominante. Será que alguém acredita que esse parlamento votará uma reforma agrária decente? Eleito presidente um líder popular(ainda não populista), que tinha em seu programa como tema referencial a luta pela reforma agrária, nem bem empossado já mudou seu posicionamento ideológico e, como seus antecessores, passou a defender o capital e a perseguir o trabalho. Repito: será que nossos representantes entendem outra linguagem que não a da violência? Ontem houve uma amostragem do que pode o povo fazer em defesa de seus direitos violentados. Tivessem algum verniz de cultura e nossos representantes poderiam comparar a situação atual com a da França em 1.789. No dia 14 de julho de 1789 o povo, revoltado com os desmandos da monarquia, cansado dos privilégios da nobreza e do clero e literalmente morto de fome, começou a depredar prédios públicos, inclusive o símbolo do absolutismo, o presídio da Bastilha. Lá a coisa também começou com protestos cuja violência foi aumentando e culminou com decapitação dos reis franceses. Aquela baderna foi responsável pela libertação dos povos oprimidos e deu origem à democracia e o império da Lei que hoje permitem a igualdade entre os homens. Seria bom que nossos representantes começassem a entender o recado, antes que o povo, desta vez o povo mesmo e não a elite de 64, resolva tudo pela via rápida. Existem, agora, os componentes explosivos dessa mistura: mensalão, sanguessugas e outros de igual teor. hbon@uol.com.br
8/06/2006 08:48 Bira (Industrial)
Pago para ver unzinho sequer punido. Até aquela...
Pago para ver unzinho sequer punido. Até aquela mulher, com o pedaço de concreto, arrebentando os quiosques digitais deve sair ilesa. Afinal, era um protesto de pessoas cansadas de esperar a reforma agraria. Belo governo que fomenta baderneiros com prejuizo ao erário e pior, diz-se que foi tudo armado para esconder as ações da procuradoria atras de paulo okamoto e suas doações para lá de suspeitas a lula.
7/06/2006 20:21 irado ms (Estudante de Direito)
Não estou aqui pra defender estes podres deputa...
Não estou aqui pra defender estes podres deputados,mas aquilo que ocorreu não foi uma manifestação,foi um verdadeiro ato de vandalismo.Quero mais uma vez fazer meu protesto contra os "Direitos Humanos",que segundo reportagem exibida no jornal vinte e quatro horas da tv record,membros destes protetores humanos se deslocaram até onde os invasores se encontravam detidos para verificar se não estavam sendo maltratados.Isso é louvavél!!Mas gostaria de saber se estes membros também visitaram o segurança ferido,se prestaram algum tipo de auxílio aos feridos.Vou advinhar,nem perto passaram,pois isso não é pra eles.Afinal os seguranças não pertencem a classe dos humanos,são apenas funcionários de um congresso corrupto,e por causa disso podem se ferir.Viva O Brasil,viva os Direitos Humanos,viva toda essa hipocrisia!!

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