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2 junho 2006

Por amizade

Nancy Andrighi renuncia à presidência da 3ª Turma do STJ

Por Maria Fernanda Erdelyi

Em nome de uma velha amizade, a ministra Nancy Andrighi renunciou, durante a sessão desta quinta-feira (1/6), à presidência da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. “Temos uma amizade de mais de 20 anos e eu tenho muito carinho e admiração pelo ministro Castro Filho”, afirmou a ministra.

Segundo Nancy Andrighi, ela queria dar chance ao amigo de presidir a Turma antes de deixar o tribunal. O ministro Castro Filho completa 70 anos em agosto de 2007. A partir da próxima semana e por cerca de um ano, Castro Filho permanecerá à frente da Turma.

Nancy Andrighi comunicou a sua decisão, de caráter irretratável, aos colegas durante a sessão de julgamentos. A 3ª Turma é composta também pelos ministros Humberto Gomes de Barros, Ari Pargendler e Carlos Alberto Menezes Direito.

Luta pelo avanço

Nancy Andrighi deixa a presidência da Turma coberta de glórias. Conhecida defensora do avanço na Justiça, a ministra promoveu nesta terça-feira (30/5), uma audiência de conciliação que acabou com quase 10 anos de litígio. Em pouco mais de duas horas de negociações, os principais acionistas da Semenge Engenharia e Empreendimentos fecharam um acordo de compra e venda de participação acionária, envolvendo a transferência de ativos da empresa.

Pelo acordo acertado, Sebastião Cantídio Drumond, detentor de 55,429% das ações da empresa, vai pagar R$ 88,5 milhões pela participação acionária de 44,571% pertencente a Jorge Getúlio Veiga Filho. No dia 28 de junho, às 11 horas, as partes se reúnem em nova audiência para fechar a forma e os prazos para o pagamento do valor acordado.

O acordo também prevê a extinção de todas as demais ações envolvendo os dois grupos de acionistas. Depois de muita negociação, a ministra propôs R$ 88,5 milhões como um valor conciliador e justo pra ambas as partes e a proposta foi aceita.

Para a ministra, a pacificação do conflito por meio da conciliação é uma vitória que deve ser comemorada. A disputa judicial se arrastava desde 1997 e já acumula 22 volumes de processos.

Maria Fernanda Erdelyi é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 2 de junho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 4 comentários

2/06/2006 10:34 Mauro Garcia (Advogado Autônomo)
Tive o privilégio de ser colega de turma da Min...
Tive o privilégio de ser colega de turma da Ministra em um curso rápido sobre Mediação e Arbitragem. Em seu trato cotidiano a Ministra é de uma simpatia e umildade cativantes. Moderna, usava notebook ao invés de cadernos. E, principalmente, dava inquestionáveis sinais exteriores de pobreza, como quando informou a impossibilidade de participar de vários eventos que gostaria, pela dificuldade em custear passagens aéreas com freqüência. Some-se a tudo o fato de ser uma usina de motivação aos seus assessores para o crescimento profissional. São diversos deles que hoje são magistrados atuantes.
2/06/2006 10:02 PT (Advogado Autônomo)
Com certeza a amizade á grande porque o novo pr...
Com certeza a amizade á grande porque o novo presidente terá mais uma gratificação em sua folha pelo exercício da presidência da Turma.
2/06/2006 10:02 PT (Advogado Autônomo)
Com certeza a amizade á grande porque o novo pr...
Com certeza a amizade á grande porque o novo presidente terá mais uma gratificação em sua folha pelo exercício da presidência da Turma.

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