Patrimônio suspeito

MP paulista volta a investigar origem do dinheiro dos Richthofen

O Ministério Público de São Paulo reabriu as investigações sobre um possível enriquecimento ilícito do engenheiro Manfred von Richthofen. Ele e a mulher, Marísia, foram mortos em outubro de 2002 pelos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, com a ajuda da filha do casal, Suzane von Richthofen.

Christian, Daniel e Suzane foram julgados e condenados pela morte do casal na semana passada. Daniel e Suzane, que eram namorados na época, foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão. A sentença de Christian é de 38 anos e seis meses de prisão.

A investigação em torno do dinheiro de Manfred havia sido arquivada, mas foi reaberta em razão do surgimento de novos dados. Isso porque, o Ministério Público recebeu anonimamente documentos sobre a movimentação de uma empresa de engenharia em São Paulo, de nome M.A.V.R. Engenharia, registrada em nome de Manfred Albert von Richthofen. A sede da M.A.V.R. fica próxima à casa da família Richthofen. A mesma documentação trouxe dois números de contas com depósitos em dinheiro na Europa.

A promotora Ana Maria Aiello, responsável pelo caso, não revela detalhes. O caso corre em segredo de Justiça. As informações são da Agência Globo e do jornal Folha de S. Paulo.

Manfred era funcionário da Dersa, empresa estadual de desenvolvimento rodoviário, e participou do projeto de construção do Rodoanel de São Paulo, via expressa que contorna a cidade, ligando várias rodovias. Há suspeitas de que ele estaria envolvido em um esquema de desvio de verbas e possa ter remetido dinheiro ilegalmente para o exterior.

Não é a primeira vez que o Ministério Público investiga suposto enriquecimento ilícito de Manfred, que, na época do crime, era diretor da Dersa. Manfred recebia na estatal R$ 11 mil mensais. Marísia, que mantinha um consultório psiquiátrico, tiraria em torno de R$ 20 mil em consultas. No tribunal que julgou Suzane e os irmãos Cravinhos, a especulação era de que o patrimônio familiar estava orçado em R$ 2 milhões.

As investigações não prosperaram e, no ano passado, por falta de elementos, o promotor Túlio Tavares pediu o arquivamento. Na última sexta-feira (21/7), a promotora Ana Maria Aiello avisou o promotor Roberto Tardelli que reabriria a investigação.

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31/07/2006 09:24Marthcello (Advogado Associado a Escritório)Como se pode uma coisa dessas? Alguém cria um t...
Como se pode uma coisa dessas? Alguém cria um texto e cola e copia para todos os comentários? Sem criatividade...
28/07/2006 20:35Junior (Serventuário)Realmente esse caso da família Richtofen possui...
Realmente esse caso da família Richtofen possui uma série de nuances que não param apenas na morte bárbara das vítimas. É inacreditável que tanta sujeira está por detrás de um crime que poderia se resumir em um duplo homicídio triplamente qualificado, mas não é o que se está investigando.
28/07/2006 02:47Eduardo Kulaif (Estudante de Direito - Civil)Errata: "irressistível" leia-se "irresistíve...
Errata: "irressistível" leia-se "irresistível" "decaptado" leia-se "decapitado"