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21 julho 2006
Operação Cerol
Sete advogados e oito policiais federais são presos no Rio
Sete advogados e oito policiais federais presos. Esse é o saldo parcial da operação deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (21/7), para desbaratar um esquema de crimes contra a administração pública e a Justiça. As informações são da Polícia Federal e da Agência Globo.
De acordo com a PF, policiais federais, alguns com cargos de chefia, recebiam promessa de vantagem financeira para beneficiar acusados dos crimes financeiros na condução de inquéritos. As investigações eram propositalmente falhas, as diligências atrasavam o processo as apurações do fato eram deficientes ou pedidos de arquivamento eram feitos em favor de advogados e empresários.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, clientes do escritório de advocacia de Michel Assef estão entre os principais beneficiados do esquema. Do escritório, diz a PF, o maior atuante era o advogado Monclair Gama, junto com os empresários Renato Paula de Almeida e Jorge Delduque, ligados à empresa de vigilância Vigban.
As investigações apontam que “a associação criminosa de advogados e empresários” era “capitaneada pelo advogado Tarcisio de Figueiredo Pelúcio, responsável pela cooptação de policiais federais”. A investigação durou um ano e dois meses, a partir de denúncias do INSS, do Ministério Público Federal e do setor de inteligência da própria PF.
Os policiais ainda cumprem parte dos 17 mandados de prisão e 45 de busca de apreensão decretados pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro.
Revista Consultor Jurídico, 21 de julho de 2006
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