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19 julho 2006

Caso Ricthtofen

Termina terceiro dia do julgamento de Suzane e irmãos Cravinhos

Por Priscyla Costa

Terminou nesta quarta-feira (19/7) o terceiro dia do julgamento de Suzane von Ricthtofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. Eles são acusados de planejar e matar os pais dela na casa em que a família vivia, na zona sul da capital paulista.

A sessão foi marcada pela oitiva das testemunhas e pelo novo depoimento de Cristian, que quis mudar a versão até agora apresentada no caso da morte do casal. Na segunda-feira (17/7), primeiro dia do júri, o co-réu negou ter dado os golpes em Marísia. Nesta terça, ele confessou ter batido com as barras de ferro na mãe de Suzane. O depoimento foi marcado por forte emoção.

Ainda nesta quarta, os advogados de Suzane protocolaram o pedido de desistência de herança de Suzane. Mauro Octávio Nacif, um dos advogados da ré, solicitou ao juiz Alberto Anderson Filho, presidente da sessão, que a petição fosse juntada aos autos, mas não foi atendido.

Para que o documento fosse anexado, era preciso que a solicitação fosse feita três dias antes do julgamento, conforme determina o Código de Processo Penal. “Embora demonstre a boa vontade, não há elemento processual que justifique a juntada”, entendeu o juiz.

A consideração foi acompanhada pelo Ministério Público e pelo assistente de acusação Alberto Zacharias Toron. “Há regra expressa nesse sentido. É proibida a produção de matéria de fato constante do processo durante o julgamento. Isso levanta a idéia de oportunismo, que nem merece ser discutida”, observou o advogado criminalista.

A sessão desta quinta-feira (20/7), quarto dia do júri, vai começar às 10h. Será feita a leitura dos autos, a pedido de Nacif, e a exibição de fitas e imagens juntadas no processo.

Júri

Os três réus foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O crime aconteceu em outubro de 2002.

A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais, porque se relacionava muito bem com eles.

Priscyla Costa é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

20/07/2006 09:57 litão (Bacharel - Civil)
Em relação à declaração de renúncia da herança,...
Em relação à declaração de renúncia da herança, me parece mais uma questão de ganho de tempo, já que estão falando em "ação" para tal pretenção, em resumo acho que ela vai engravidar! logo...

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 27/07/2006.