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4 julho 2006

Falta de elementos

Justiça paulista nega prisão de ex-secretário de Marta Suplicy

Por Fernando Porfírio

A Justiça paulista negou, na sexta-feira (30/6), pedido de prisão preventiva de Jilmar Tatto, ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo na gestão da prefeita Marta Suplicy e de outras sete pessoas acusadas de envolvimento com o crime organizado. A decisão foi do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo) do Tribunal de Justiça.

De acordo com a decisão, não há no inquérito elementos que indique qual a conduta ilícita eventualmente praticada pelos oito indiciados. O Dipo determinou o encaminhamento do caso ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), que o enviará a uma delegacia seccional para investigação.

Além de Tatto, foram citados no inquérito Leandor Máximo Julião, Paulo Siqueira de Farias, Luís Carlos Pachedo, Francisco de Assis Alves Bezerra, Antonio José Muller Júnior, Nilson Flausino Alves e José Antonio Guerrino. As acusações contra eles são de roubo, formação de quadrilha, tentativa de resgate de um preso, além de irregularidade nas linhas de ônibus e peruas e suposto envolvimento da cooperativa com o crime organizado.

O inquérito

O inquérito trata de um esquema de irregularidades na concessão de linhas da Cooper Pam, uma das principais cooperativas de transportes alternativos do município de São Paulo, que teria envolvimento com uma facção criminosa.

Preso em junho e acusado de manter ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Luís Carlos Pacheco – o Pandorra –, presidente da cooperativa admitiu que a facção está infiltrada entre os perueiros. Em depoimento, afirmou que foi por determinação do ex-secretário que a Cooper Pan teve de abrigar integrantes da cooperativa Transmetro, dominada por pessoas ligadas ao PCC.

A determinação ocorreu durante processo de licitação das linhas na administração petista. O ex-secretário nega ter qualquer interferência a favor da Transmetro. Segundo Tatto, a licitação para a concessão de linhas de ônibus e peruas foi transparente.

Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

4/08/2006 22:11 dinarte bonetti (Bacharel - Tributária)
A justiça colocou ordem na casa. Nao gostaria...
A justiça colocou ordem na casa. Nao gostariamos de ver acusacoes aleatorias, de fundo politico, a atazanarem qualquer pessoa que tenha tido cargos no executivo. Caso contrario, teriamos que chamar o Ex-governador Alckmin por ter dado sustentacao à existencia do PCC, ao implementar a politica carceraria atual, com todos os seus erros.
5/07/2006 15:37 Pirim (Outros)
é aquele velho e certeiro ditado: "que a ocasiã...
é aquele velho e certeiro ditado: "que a ocasião faz o ladrão, PT, é a cara de nossa democracia "tupiniquim"" Fazer o quê???!!!!

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