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De volta à cadeia

A pedido do MP-SP, Justiça decreta prisão dos irmãos Cravinhos

Christian e Daniel Cravinhos foram presos nesta segunda-feira (23/1) à noite. A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva dos irmãos, a pedido do Ministério Público de São Paulo. Suzane Richthofen continua aguardando o julgamento em liberdade. As informações são do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Os irmãos Cravinhos e Suzane confessaram ter matado os pais da adolescente, Marísia e Manfred von Richthofen, em outubro de 2002. Em junho do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça acatou pedido de Habeas Corpus e concedeu liberdade provisória para Suzane. Depois, o benefício foi estendido para os Cravinhos.

Na terça-feira passada (17/1), o Ministério Público pediu que fosse decretada novamente a prisão preventiva dos irmãos e de Suzane. O promotor de Justiça Roberto Tardelli fundamentou o pedido de prisão preventiva com base em afirmações feitas pelos irmãos Cravinhos em entrevista à Rádio Jovem Pan, na qual teriam relatado com frieza detalhes sórdidos do crime.

No caso de Suzane, o promotor alega que, desde que foi posta em liberdade, “em sentido processual, está foragida. Em termos crus, Suzane fugiu”.

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2006, 21h04

Comentários de leitores

10 comentários

Será que será sempre assim? A corda só arrebent...

Joao Daniel dos Santos (Comerciante)

Será que será sempre assim? A corda só arrebenta do lado mais fraco: Enquanto Suzanne (que é rica) aguarda julgamento curtindo férias no litoral de São Paulo,os irmãos Cravinhos (que são pobres) voltam à prisão. Não estou defendendo os mesmos, mas o certo é que TODOS deveriam estar presos, tanto os irmãos quanto Suzanne.

Realmente o relato com frieza dos detalhes do c...

Alcides Vergara (Advogado Autônomo - Civil)

Realmente o relato com frieza dos detalhes do crime me parece um ótimo argumento para a promotoria, principalmente no que tange a satisfação da opinião pública. Será que esse fato vai manter a acusação na mídia? Não será também uma maneira de demonstrar que a justiça funciona,de dar uma satisfação àqueles que só se satisfazem com a degola pública? Em um país tão bem organizado, onde "não existem excessos" com certeza não é este o caso. Deve ter sido mera coincidência. Por quais páginas vamos começar a rasgar a Carta Magna? Neste caso o bom seria onde consta o art.5, incisos IV, VI, LVII, LXV. E vamos seguindo neste sistema justo e imparcial, com certeza estamos no caminho certo. Espero conseguir me formar antes que nossos juizes, promotores e congressistas resolvam que não serão mais necessários julgamentos e respeito a legislação vigente (vigente mesmo?).

Homicídio é homicídio. Os detalhes de hedionde...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Homicídio é homicídio. Os detalhes de hediondez, crueldade e outros não essenciais ao objetivo de tirar a vida, são matéria cuja apreciação é privativa do juiz leigo, o jurado, que irá aferir as razões morais de tais detalhes. Já se reconheceu em julgamentos feitos pelo tribunal do Júri que a quantidade de facadas desnecessárias, desferidas num corpo já sem vida, é sinal de privação dos sentidos, pois, a criminoso perde tempo precioso para iniciar a fuga, desferindo golpes inúteis num cadáver. Há, como esse, inúmeros fatores que podem modificar a idéia inicial da ação humana que se chama crime, mormente nos crimes de sangue. Os adjetivos que a imprensa utiliza, em matéria de crime de morte, para vender jornal aos ignorantes, geralmente não encontram eco por ocasião do julgamento pelos jurados, representantes da sociedade e pares do acusado. Isso provoca um choque na opinião pública ignorante que, esperando um veredicto final extremo, vê uma absolvição, ou mesmo uma pena mínima. Os “julgadores amadores” que opinaram neste fórum não estão habilitados a formar juízo de valor sobre o ocorrido e os não amadores, sem o conhecimento do processo e invadindo competência privativa dos jurados, também deveriam controlar suas emoções, mormente quando sabem que não há pena de prisão perpétua no Brasil. Os irmãos foram presos em razão de uma infeliz entrevista não compreendida pela soberba dos donos da verdade. Vamos esperar a reação do júri diante da alegação vazada de que a ré sofria abusos sexuais por parte de seu pai. É o melhor que se pode fazer para evitar desapontamentos e desilusões com respeito à administração da Justiça. Data vênia, é claro.

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