Câmara aprova projeto que proíbe castigo físico

25/10/2006 15:34Rak (Estudante de Direito - Criminal)Eita mania que advogado tem de botar Deus no me...
Eita mania que advogado tem de botar Deus no meio de toda polêmica. Deus não disse, "pais, eduquem seus filhos com palmadas". Acho que a deputada está correta.
1/03/2006 15:33Leonardo Almeida (Advogado Autônomo)Lúcido comentário da Sra. Liza! Mas, infeli...
Lúcido comentário da Sra. Liza! Mas, infelizmente, somos poucas vozes gritando no deserto. A "douta" deputada já obteve o que queria: gerar "polêmica" para estar na "mídia". Só Deus poderá nos socorrer!!!
8/02/2006 15:33Andrea (Advogado Autônomo - Civil)Sou mãe de três crianças e considero absolutame...
Sou mãe de três crianças e considero absolutamente intolerável a aplicação de castigos físicos como forma de se alcançar autoridade. A nova Lei vai levantar a questão, que há muito andava varrida para baixo do tapete. Parabéns ao projeto! Coragem para a sociedade para que avance na busca da não violência.
28/01/2006 02:36liza (Estudante de Direito - Administrativa)Com todo respeito a ilustre deputada, mae criad...
Com todo respeito a ilustre deputada, mae criadora do projeto lei que proibe os pais ou responsaveis de aplicar aos seus filhos a forma que julgam necessária a sua disciplina, quero salientar que nosso pais está carente de projetos que efetivamente surtam efeitos positivos na sociedade. Ao inves de apontar uma espada para a cabeça dos pais para que, mesmo diante da rebeldia, desobediencia, falta de respeito dos filhos, consigam "dialogar com essas criancinhas indefesas", por que não criar mecanismos de ensinamentos a esses mesmos pais de como agir numa situação como esta? Por que não implantar com mais severidade e rigor meios mais eficazes de fiscalização e punição para quem realmente comete violencia contra crianças ou as submete a condições de vida desumanas? Por que a nobre deputada simplesmente agita os bastidores familiares impondo regras unicas para ralidades tão distintas existentes em nosso pais? É por essas e outras normas sem eficacia que a sociedade brasileira caminha em circulos. De que adianta o Estado impor sem dizer a forma de como fazer. O que adianta uma imposição desta natureza sem levar em conta as consequencias. Entendo e acredito que a criadora desta Lei saiba que está tratando de um assunto deveras delicado que é a educação e a formação de carater de um ser humano. Ressalta-se que tal pensamento jamais figura nas possibilidades de violencia ou coisas do genero, entretanto, é sabença de todos e os especialistas não se cansam de afirmar, que os limites são condiçoes essencias para a boa educação de uma criança. E ressalte-se, que tais limites enquanto para algumas crianças significam um "não", para outras a aceitação dessa imposição de limites somente é alcançada com uma palmadinha sim. Quem tem filhos, sabe da dificuldade de educa-los, e que muitas vezes, apesar de muito amor, respeito e exemplo a resposta ainda se apresenta numa criança com muita dificuldade em aceitar limites. Por isso, fica o apelo, não só a ilustre criadora do projeto, mas a sociedade em geral, que está mais do que na hora de buscarmos soluções eficazes e urgentes para determinadas situações. Melhorar urgente o ensino público antes de impor que todas as crianças estejam lá; oferecer uma condição de sobrevivencia mais digna às crianças, antes de, simplesmente, arranca=las de certos trabalhos que exercem para poder levar pra casa ajuda aos seus pais; Violencia contra criança, certamente, deve e precisa ser fiscalizada e punida, contudo, retirar dos pais a autoridade que lhes cabe é um tremendo absurdo. Ademais, se a punição agora recair sobre aquele pai ou aquela mãe que aplicou ao filho rebelde um palmadinha na bunda, vamos ter muitos pimpolhos sob a guarda da criadora da Lei, que terá que disciplinar todos eles com muita diplomacia sem encostar um dedinho sequer.
26/01/2006 17:48ACS (Engenheiro)Acho que há muita confusão. O que se está discu...
Acho que há muita confusão. O que se está discutindo é castigo físico, e não correção, disciplina ou educação. Tudo isto pode ser feito sem castigos físicos. Citar a Bíblia para justificar castigos físicos não faz o mínimo sentido, pois a linguagem da bíblica é simbólica. A Bíblia fala em educação, mas as referências a vara e outros asubstantivos do gênero são simbólicas, a linguagem é metafórica.
25/01/2006 14:36Leonardo Almeida (Advogado Autônomo)Vou deixar de lado a questão política desse pro...
Vou deixar de lado a questão política desse projeto-lei. Vejam no site da ilustre Deputada: "deputada na mídia" - http://www.mariadorosario.com.br/perfil.php. Portanto, ela conseguiu assim o que mais desejava. E nós - e a população inteira - caímos nessa! Como já foi dito em vários comentários: já existem mecanismos legais que impedem a violência doméstica – isso é justo e necessário. Mas não é inibindo a livre educação, ainda que severa, que teremos uma sociedade livre e equilibrada, de cidadãos bem formados. O que a Deputada queria, ela já conseguiu. Desejo compartilhar uma visão muito pessoal sobre esse assunto: "A educação dos nossos filhos começou quando foi iniciada a nossa." Assim, analisando melhor esse ótimo fórum, verifico que "algo" se perdeu. A dita "MODERNIDADE" nunca alterará a natureza do homem, e sim, sempre a sacrificará em nome dela própria. Portanto, teorias prevalecem até que a prática comprove sua falsidade. O homem, por vaidade, desenvolve teorias e teorias até se enfadar (“assim caminha a humanidade”, já disse o poeta). O ensino público está um fracasso, pois o Estado quer as crianças na escola - mas O QUE elas aprendem (ou não aprendem) lá isso não lhe importa. Corremos o risco de educarmos nossos filhos em casa e a escola os “deseducar” – isso é muito comum hoje. Os professores quase “apanham” dos alunos sem poder corrigi-los. Restrigem a escola à educação intelectual. O tempo mostrará esse grande equívoco! A incoerência dos nossos governantes (inclusive da ilustre deputada) é a resultante desse desnorteamento social em relação à valores. Os pais precisam aprender a educar – é o que percebemos em todos os discursos – inclusive no meu. Para isso não existem regras fixas, e sim, princípios. Os melhores valores de nossa sociedade têm suas raízes originárias da Bíblia - que é fonte de instrução e sabedoria. Podem pesquisar. Assim, além da lei humana, acredito que devamos nos nortear pelo que a Palavra de Deus nos diz, senão vejamos: No livro de ECLESIASTES que sempre foi utilizado, juntamente com PROVÉRVIOS, para a boa educação e orientação dos jovens: CAPÍTULO 13 vs24 "Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga." CAPÍTULO 15 vs.5 "O insensato despreza a correção e seu pai; mas o que atende à admoestação prudentemente se haverá." A MODERAÇÃO está no CAPÍTULO 19 vs.18 "Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a destruí-lo." CAPÍTULO 22 vs.6 "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele." vs.32 "Quem rejeita a correção menospreza a sua alma; mas aquele que escuta a advertência adquire entendimento." CAPÍTULO 23 vs.13 "Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá." vs.24 "Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará." No NOVO TESTAMENTO, na Carta aos Efésios: CAPITULO 6 vs.1-4 "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor." A educação é um Direito Sagrado – de quem a recebe, principalmente. Obs: não sou pastor, mas acredito na Educação como nossa tábua de Salvação – Educação integral (intelectual e moral) a todos!
24/01/2006 16:41ACS (Engenheiro)Li vários comentários, a maioria a favor de cas...
Li vários comentários, a maioria a favor de castigo para crianças e adolescentes, quando necessário. Também acho que às vezes é necessário, mas concordo com a deputada no sentido de que castigos físicos devam ser evitados. Julgo que são uma forma de violência. Afinal de contas, nem mesmo criminosos adultos, ainda que assassinos, podem ser legalmente punidos corporalmente. Vamos aceitar a realidade, não sejamps hipócritas: ninguém bate em folhos por amor. Sei que há pais amorosos e responsáveis que já bateram em seus filhos, mas, naquele momento, foi mesmo por irritação ou mesmo raiva, jamais por amor. Castigar às vezes é de fato necessário, mas nunca com violência. Achei incrível e deprimente que, neste fórum, no terceiro milênio, algumas pessoas com nível superior ainda se mostrem favoráveis ao castigos físicos, dizendo mesmo que "porrada é a solução".
24/01/2006 15:27joão (Outros)Temo que as pessoas confundem as coisas. Confun...
Temo que as pessoas confundem as coisas. Confundem um corretivo - pode ser até mesmo um olhar mais acurado, uma repreensão – com surras, com pontapés, com violência geral e generalizada. Confundem tudo. No Brasil tudo é 8 ou 80; não há o meio termo salutar, não há um pensamento sério, refletido. Não há uma ponderação para nada. A educação dos filhos é atributo da família desde tempos imemoriais. E a família – perdão pela idéia gasta – é a célula da sociedade. Não haverá sociedade sadia com famílias doentes. É claro que tudo tem limites. A lei já assegura a destituição do poder familiar aos pais que não honram este espinhoso, mas nobre dever. Antes de simplesmente acusar um pai ou uma mãe quando dão um tapa, um puxão de orelhas no filho, talvez fosse muito mais proveitoso e educado, ao invés faltar com a mais elementar e primária educação e questionar o ato, inteirar-se do porquê a criança ou adolescente está passando por um corretivo.
24/01/2006 11:38Lu (Jornalista)Aplaudi em pé a essa notícia. Nunca levei um ta...
Aplaudi em pé a essa notícia. Nunca levei um tapa na minha vida e fui educada a não aceitar isso. qdo vejo adulto, sendo pai, mãe ou qq um, dando um tapinha sequer numa criança interfiro para proteger a criança. Todos tem obrigação de fazer isso. A violência familiar e a violência social são, com freqüência, tratadas isoladamente. Não somente isso, a violência familiar não é reconhecida como um problema e, por conta disso, não é alvo de discussões sérias e nem tampouco tratada de forma a ser erradicada. As conseqüências das agressões sofridas no lar - se é se pode chamar assim uma casa onde há violência – requerem custos econômicos enormes, são despesas com médicos, apoio social e psicológico, abrigo, entre outros. Mas, o preço da violência ultrapassa o valor financeiro. Dinheiro não é o empecilho para que isso seja solucionado. Melhor se fosse. O custo a ser levado em consideração é o pessoal e o social do sofrimento das vítimas. Freqüentemente, a sociedade enxerga as agressões que acontecem dentro da casa do vizinho, por exemplo, como um problema localizado e, preferem não se interferir. Esse pensamento é bastante comum, já que não imaginam a ligação que há entre a violência daquela casa e a que ocorre na esquina. A agressão cometida num ambiente familiar não é menos grave, ou merece tão ou mais a atenção das pessoas. Além disso, as pessoas não costumam projetar as conseqüências da educação dada àquela criança agredida na casa do vizinho na sociedade. Pessoas que sofreram violência na infância, quando crescem, reproduzem essa atitude, tornando-se adultos violentos. A violência não é hereditária, mas sim aprendida. A família como base do desenvolvimento humano deve ser o ponto de partida para uma criança receber orientação e amor. No entanto, diversas famílias proporcionam esse desenvolvimento moldado por agressões gratuitas ou ainda violência justificada supostamente pelo amor. A perpetuação da violência assegura e reforça as relações de poder historicamente desiguais e injustas entre os membros da família. Seja do homem sobre a mulher ou dos pais sobre os filhos. Reproduz, dessa maneira, uma atitude doente, de geração em geração, que se repete e se agrava através dos tempos. Esse comportamento está arraigado na cultura e por conseqüência na educação de todos, e, sem perceber, as pessoas encaram o problema como algo ‘aceitável’ e ‘comum’. É comum que não só as famílias que sofrem com a violência, mas também toda a sociedade fechem os olhos para as barbáries que estão por todos os lados gritando por socorro. As pessoas recusam-se a enfrentar tal realidade e, por conta dessa omissão – a qual pode ser chamada de cumplicidade -, permitem e até, por que não dizer, encorajam a violência. É importante ressaltar que a autoridade dos pais na família deve ser fundamentada no respeito e não nas relações de poder exercidas pelos mais fortes sobre os mais fracos. Os pais fazem uso da necessidade que os filhos têm de seus cuidados e, com esse poder, manipulam a relação. O pátrio poder em relação à criança cria uma dependência ainda mais cruel ao passo que o filho fica à espera de amor, mas os pais podem decidir por conceder ou retirar esse sentimento, ou ainda transformá-lo em algo bem perverso. Os pais são capazes de criar uma confusão imensa nos filhos quando maltratam e dizem que o fazem em nome do amor que sentem por eles. Nesse momento, as crianças chegam a relacionar a dor provocada pelos pais ao carinho que dizem sentir. A criança fica sem defesa pelo fato de tratar-se de alguém da família. Pois, se por um lado aprendeu a desconfiar de estranhos, por outro, disseram-lhe que ‘na família tudo é permitido’. O domínio sobre a criança pode ser exercido facilmente. Todos os caminhos que levam à discussão sobre como educar os filhos, num momento ou em outro, chegam à violência como ‘solução’. A punição é resultado de tolerância cultural, a sociedade já está acostumada ao castigo físico como procedimento educativo, dentro de uma estrutura de poder autoritária. Tal situação é mantida pela figura do pátrio-poder, que permanece intocável. Lamentavelmente. o que se ouve com grande freqüência é: ‘um tapinha não faz mal a ninguém ‘. Tal expressão não se justifica, já toda ação que causa dor física numa criança, varia desde um simples tapa até o espancamento fatal. Embora um tapa e um espancamento sejam diferentes, o princípio que rege os dois tipos de atitude é exatamente o mesmo: utilizar a força e o poder. Muitos pais dizem crer que uma ‘simples palmadinha’ não é violência e que pode ser um recurso eficiente. No entanto, bater não passa de uma atitude equivocada de descarregar a tensão e a raiva em alguém próximo e que não pode se defender. A mãe deixa sempre claro que o bebê que ela concebeu é ‘filho dela’ – o uso do indicativo de posse é inevitável e nem sempre traz uma conotação de orgulho e carinho. Muitas vezes, a expressão ‘o filho é meu’ carrega a intenção de mostrar a quem quer que seja que ‘faço o que quiser com ele, é meu’. Isso intimida a sociedade para que não haja interferência naquela relação de posse. A violência doméstica contra crianças assume contornos nem sempre brutais e evidentes, ou seja, nem sempre deixam marcas físicas. Muitas vezes, são constantes agressões ‘cuidadosas’ – para não marcar, atitudes que humilham, gestos de raiva, negligência e outras violências sutis que também deterioram, destroem, estraçalham, ou, no mínimo, atrapalham o desenvolvimento da criança e deixam conseqüências drásticas, não só no corpo, mas principalmente nas lembranças.
23/01/2006 17:43Cláudius (Outros)Parabéns a ilustre deputada pela Lei que se enc...
Parabéns a ilustre deputada pela Lei que se encontra prestes a ser aprovada. No entanto, conforme já foi transcrito em outros comentários, o nosso ordenamento juridico já está prevendo a proteção a criança. Melhor seria a criação de uma Lei que determine maior aplicação de recursos na educação e na saúde públicas criando instrumentos para uma fiscalização mais eficaz desta aplicação, evitando os desvios das somas astronômicas que estamos presenciando no nosso dia a dia. Como cidadão que paga os impostos de forma rigorosa e sistematica fico entristecido ao ver que os valores que desenbolso diariamente (CPMF, IVVC), mensalmente (IR, ICMS), anualmente (complementação IR, IPVA, IPTU) e ocasionalmente (IPTU, ITCD) são para custear despesas a fundo perdido dos Municipios, Estados e União. Acho que a sra. deputada está tentando "vender algum peixe" e não é para mim. Acho que a mesma deveria determinar a aplicabilidade do que já está valendo e criar Leis para que os seus colegas politicos procurem trabalhar com mais trasnparência.
23/01/2006 12:58Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)Caro Leonardo: Realmente não discordo do col...
Caro Leonardo: Realmente não discordo do colega. Penso apenas que a (dispensável) Lei não deverá punir os pais "de verdade", dirigindo-se aos calhordas que, em nome do poder de autoridade sobre os filhos, os agridem fisicamente ou permitem que outros os agridam. Lembrando que professores de escolas públicas muitas vezes sentem medo de denunciar as agressões cometidas contra os pequneos. Sou favorável, inclusive, a uma aproximação dos nossos colegas do MP com os professores, haja vista que ambos são, em síntese, autoridades quando no exercício de suas respectivas profissões, mas o professor sente-se obviamente muito mais vulnerável em situações de agressões em face das crianças.
23/01/2006 12:24Leonardo Almeida (Advogado Autônomo)O comentário do colega Marcelo é pertinente ao ...
O comentário do colega Marcelo é pertinente ao focar o que diz respeito aos abusos que são covardemente cometidos(frutos da ignorância e deseducação dos próprio pais, bem como de outros cidadãos de péssima índole que exploram a mão-de-obra infante). De fato, a legislação já pune aquelas condutas repugnantes a que o colega se referiu na segunda parte de sua mensagem, pelo que se conclui que o projeto da Deputada é dispensável, pois, realmente, para estes casos é só aplicar a lei vigente mesmo. Entretanto, talvez o colega não tenha compreendido o meu comentário abaixo, pois é no sentido de que devemos alertar para onde a legislação está tentando caminhar após o ECA, levando pais AMÁVEIS E RESPONSÁVEIS ao desespero. Baseando-se na psicologia dita "moderna" o Estado excede se equivoca ao vilipendiar e usurpar o direito de pais que amam seus filhos os corrigirem visando formar cidadãos conscientes e com limites próprios - preparando-os para conviverem na sociedade. Limites são necessários, mesmo que em última instância tenha-se que valer da "vara" corretiva - que dói mais no que corrige do que no corrigido. É muito questionável o amor daquele pai ou mãe relapso/a, que "deixa o filho fazer o que quiser", o intitulado "amor sem limites" - que é uma utopia lesiva e altamente equivocada. É uma violência ao reverso que gera resultados a longo prazo, pois permite que o filho, ao atingir a maioridade, vá pelas veredas da autodestruição. É muito melhor corrigir o cidadão no seio familiar, onde o amor é um princípio reinante, do que deixar para que a sociedade depois o faça através da LEGISLAÇÃO PENAL. Isso e uma orientação bíblica, inclusive. "A educação dos nossos filhos iniciou-se quando começamos e receber a nossa."
23/01/2006 10:05Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)Realmente, não sei se a Lei é mais assustadora ...
Realmente, não sei se a Lei é mais assustadora do que os comentários aqui escritos. A proteção à criança já existe em nosso ordenamento jurídico. É só aplicar a lei já vigente. Por outro lado, e isso não está sendo considerado pelos colegas que comentaram, é que as crianças do nosso país não são só as nossas, que temos a oportunidade de ter um computador e ler este site. São, em geral, as crianças que são obrigadas a trabalhar na produção de cana de açucar, na produção de farinha, de cacau, de côco, etc, etc. São também, as crianças submetidas a conjunção carnal pelo próprio pai ou responsável. São as crianças que chegam na escola com hematomas, causados pela louca e criminosa "punição" de certos "pais", bêbados ou drogados. Enfim, estes são os casos que a Lei deve continuar contemplando.
23/01/2006 09:37Eliane (Outros - Família)Ainda não tenho filhos. Com certeza irei amá-lo...
Ainda não tenho filhos. Com certeza irei amá-los e tentar um diálogo amplo com eles... Mas realmente as coisas não funcionam assim! Existem horas que os limites precisam ser estabelecidos, justamente porque o diálogo não surte seu efeito desejado! Daqui a pouco nossos filhos estarão batendo em nossas faces! Prezada Dep. Maria do Rosário, a senhora tem filhos? Tem ciência de que a própria palavra de Deus (bíblia-o que existe de mais perfeito e justo) comenta sobre a "correção" de nossos filhos? Seria uma utopia querer que os prezados deputados tenham mais bom senso?
23/01/2006 09:26Leonardo Almeida (Advogado Autônomo)Já diz o Livro de Provérbios, capítulo 29, vers...
Já diz o Livro de Provérbios, capítulo 29, versículo 15: "A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe." e também no versículo 17: "Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração." Nossa sociedade precisa atrelar a legislatura aos princípios da Palavra de Deus. Enquanto nossa sociedade era fundamentada e organizada sobre esses princípios, tínhamos cidadãos mais bem formados e mais realizados. A legislação fundamentada na psicologia "moderna" tem mostrado o fracasso ao impor para a sociedade (mal-educada, por sinal) a verdadeira DITADURA DA CRIANÇA, levando pais sérios e sensatos ao desespero.
22/01/2006 21:07Eugenio Palazzi Jr. (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)Muito engraçada mais essa palhaçada do PT. Real...
Muito engraçada mais essa palhaçada do PT. Realmente uma falta do que fazer sem tamanho ! Será que não existem mais agências de publicidade para investir o "nosso dinheiro"? Ou será que o patrocínio da "bandidabem" não está dando muito certo? Tenho filhos que me amam e respeitam, além de terem profunda adoração pela minha pessoa. Vivemos em um clima de amor intenso, sendo certo que jamais deixei de aplicar algumas palmadas na hora certa. Mas agora fico estarrecido ao saber que não poderei mais dar alguns "corretivos" em meus filhos, porque uma senhoura qualquer, sem critério algum, entende que a justiça no Brasil deve ser aplicada de forma fria e calculista assim como em outros países (EUA por exemplo, onde os filhos matam os país e os colegas da escola). Será que se a garota Suzane tivesse tomado algumas palmadas não teria mais respeito pelos pais que tanto a amaram? Vou ser bem sincero, se um dia meu filho merecer, vai tomar umas palmadas, e se eu não puder dar, vou aplicá-las no bumbum dessa deputada.
21/01/2006 21:38Filipe (Estudante de Direito)Certa vez, dentro de um ônubus coletivo urbano,...
Certa vez, dentro de um ônubus coletivo urbano, presenciei uma cena de total violação de direitos fundamentais. Uma criança de aproximadamente 5 anos de idade agredindo sua propria mãe desferindo-lhe tapas na cara, onfendendo-a a honra E a "vítima", indefeza por ter pena de bater na criança, chorava. Creio que para a mãe aquele foi um momento deveras constrangedor. A meu ver, caberia indenização por dano moral, devido a vergonha sentida diante de dezenas de pessoas. Uma situação cômica, se nao fosse trágica. É função de cada familia providenciar os meios para educar os filhos, sabendo-se que somente com o convivio é possivel determinar as formas eficazes. A respeitavel deputada justifica que caberá ao Estado providenciar os meios necessarios para auxiliar os pais na educação sem violencia. Será que o Estado criará um órgão para cada caso concreto? Ou será que cada caso será resolvido com a mesma morosidade da justiça devido ao grande número de "processos"? Até que se resolva o problema nao existe mais aquela criança que existia inicialmente. Sabemos que o direito consuetudinário ainda é uma fonte de direito, então como pode ser plausível que a endinheirada Camara dos Deputados aprove uma lei totalmente contraria aos costumes? Acredito que em todos estes países citados na justificativa de Maria do Rosário os pais ainda usam a violencia moderada com finalidade pedagogica. Creio que no Brasil esta será apenas mais uma "lei que nao pegou". Mas se a evolução juridica internacional desenvolvida está caminhando nesse sentido, caminhemos também, já que estamos "em desenvolvimento". Concluindo, eu vejo que essa é mais uma lei inútil. Enquanto os legisladores deveriam se preocupar com a educação infantil pública, querem interferir na maneira em que os pais usam para tentar corrigir o que o Estado nao pode fazer. Me perdoem alguns exageros ou eventuais erros, sou um estudante de direito de Curitiba, praticamente um calouro. Mas saber dessa noticia me deixou um pouco desconfortavel, nao resisti à vontade de comentar. Sem mais!
21/01/2006 21:15Mcgee (Funcionário público)A CADA PROJETO DESTE TIPO, EM CONTRAPARTIDA TEM...
A CADA PROJETO DESTE TIPO, EM CONTRAPARTIDA TEMOS QUE PENSAR COMO ORGANIZAR MAIS FEBENS. SE ISSO - QUE CHAMAM DE PROJETO - PASSAR TEREMOS FUTURAMENTE MAIS DELINQUENTES, DESOCUPADOS, BANDIDOS, VÂNDALOS, ASSASSINOS. E, NESSA HORA, VAMOS PROCURAR OS DEPUTADOS QUE VOTARAM NO PROJETO - SE É QUE ESTARÃO VIVOS PRA CONTAR A HISTÓRIA DA BURRADA QUE FIZERAM.
21/01/2006 20:39André Eiró (Advogado Autônomo)É por isso que a sociedade tá do jeito que tá, ...
É por isso que a sociedade tá do jeito que tá, é filha matando pais, consumo de drogas, etc, moleque tem que pegar umas PORRADAS, essa história de psicologia é papo furado, PORRADA é o melhor remédio. Imagina o Brasil que não cuida nem da segurança quanto mais custear a tratamento psicológico ou psiquiátrico e a cursos ou programas de orientação para o pai que repreendeu seu filho. Essa Deputada deve ter problemas desde a infância, talvés apanhou muito do pai ou mãe que eram descontrolados, ele é que tem que fazer um tratamento psicológico. Ei Deputada, na minha casa mando eu, vai fazer filho pra tu educar, que os meus eu educo.
21/01/2006 17:30joão (Outros)Uma infelicidade dessas - prá não dizer babosei...
Uma infelicidade dessas - prá não dizer baboseira, mesmo - é bem capaz de passar, porque se há um lugar onde não EXISTE NENHUMA REPRESENTAÇÃO DA SOCIEDADE, sem dúvida alguma este será o Congresso Nacional. Nunca, jamais, o Estado guloso, perdulário e negligente que é o Brasil pode se intrometer na maneira que o pai educa seu filho. E nunca que um pai zeloso e que quer ver seu filho ser homem na vida, enfrentar as dificuldades da maneira honrada, serena e responsável, permitirá que uma desfaçatez dessa lhe entre pela casa adentro. Digo mais: a molecada tá mais é precisada de uns bons puxões de orelha, sim. De umas belas palmadas, sim. Estamos vendo um monte de pais babacas com seus filhos mais babacas ainda. Se um projeto desses passa, então, que será da sociedade? Enquanto isso, o que realmente importa - por exemplo aquele salutar projeto de lei que acaba com a necessidade do Judiciário em divórcio e separação consensuais bem como em inventário e arrolamento também consensuais - isso fica no esquecimento, no olvido. Sinceramente. Não dá prá ter esperança num país deste.

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