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7 fevereiro 2006
Massacre do Carandiru
Julgamento do coronel Ubiratan Guimarães pode ser adiado
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo apreciará nesta quarta-feira (8/2) o pedido de adiamento do julgamento da apelação do coronel da reserva da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, condenado a 632 anos de prisão pela acusação de ter comandado o massacre do Carandiru.
A defesa de Guimarães entrou com uma petição para adiar o julgamento. O Ministério Público de São Paulo concordou com o adiamento por uma semana. Informalmente, desembargadores demonstraram que devem acolher o pedido.
O coronel afirma que seu julgamento foi ilegal. Sua apelação foi distribuída ao desembargador Mohamed Amaro, integrante do Órgão Especial. O Ministério Público de São Paulo será representado pelo procurador Antonio Visconti.
A intervenção policial no Carandiru resultou na morte de 111 presos. O massacre ocorreu em 2 de outubro de 1992, após a Polícia Militar invadir o Pavilhão 9 da penitenciária, na Zona Norte da capital paulista, com o objetivo de conter uma rebelião. De todos os acusados, apenas o coronel Ubiratan Guimarães, hoje deputado estadual, foi condenado.
Claudio Julio Tognolli é repórter especial da revista Consultor Jurídico
Revista Consultor Jurídico, 7 de fevereiro de 2006
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Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Lamento a sorte do CEL.; todos sabemos que ambo...
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