Polícia é polícia, jornalista é jornalista

15/01/2007 20:05Sandra Paulino (Advogado Autônomo)Pavesi, Você poderia, por favor, fazer conta...
Pavesi, Você poderia, por favor, fazer contato comigo? Sandra Paulino sandrapaulino@aasp.org.br
19/12/2006 15:32Silene Balassiano (Publicitário)Infelizmente foi preciso lembra as palavras de ...
Infelizmente foi preciso lembra as palavras de um marginal para entender o que é certo:polícia é polícia e jornalista jornalista. Pena que tal postura não seja observada. Quando do assassinato do jornalista Tim Lopes, levantei a questão, quase fui "massacrada". Companheiros de profissão, longe de entender até que ponto eram "usados" correram a criticar, o que não é para ser criticado. Há alguns anos passados, cursando os bancos universitários, jamais observara a cadeira "jornalismo investigativo". Assessorias de Imprensa, também eram ninchos desconhecidos por aquela geração de formandos da ECO-UFRJ. Hoje, é moda, talvez, ou falta de coragem da classe para lutar por seus direitos e deveres. Quando um segmento tão importante quanto a comunicação, que poderia estar levando a milhares de seres humanos, mensagens e contribuições para a melhoria de suas qualidades de vida, conseguem nada mais que destruir vidas humanas, é sinal, e sinal vermelho, que alguma coisa não anda bem. Com a palavra os profissionais da área.
18/12/2006 21:39A.G. Moreira (Consultor)Isto ocorre no Brasil porque o Judiciário conce...
Isto ocorre no Brasil porque o Judiciário concede um status de "Acima da Lei" aos jornalistas e órgãos de imprensa. Por causa disto, de vez em quando, alguém do povo, que foi, injustamente, execrado , faz a sua própria justiça .
14/12/2006 13:42olhovivo (Outros)A grande diferença entre a imprensa tupiniquim-...
A grande diferença entre a imprensa tupiniquim-terceiro-mundista e a imprensa civilizada de vários países do primeiro mundo, em casos do gênero são duas: 1. a imprensa lá pode noticiar o fato, mas sem divulgar fotos ou mesmo o nome do suposto "monstro" antes da sentença definitiva. Aqui divulga-se antes mesmo de um mero laudo que possa comprovar o elemento crucial do "furo" de reportagem. 2. Lá o jornalista raciocina um pouco mais antes de divulgar a versão grotesca: há alguma prova testemunhal, confissão ou, pelo menos, um elementar laudo pericial definitivo e conclusivo para dar amparo à matéria? Mesmo que houvesse esse laudo, há alguma (uma única) prova de que foi a mãe quem colocou a droga na mamadeira? O subdesenvolvimento que assola um país não é apenas econômico, mas cerebral de seus (de)formadores de opinião. Incluam-se aí aqueles que mais deveriam zelar pela presunção de inocência, como o juiz que decretou precipitadamente a prisão e aqueles que a pediram, para agradar a galera.
14/12/2006 12:21José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)A imprensa no Brasil é uma piada. Os jornais, a...
A imprensa no Brasil é uma piada. Os jornais, antes de serem veículos de informação, são empresas e que, portanto, precisam ganhar dinheiro. E são manchetes sensacionalistas que atraem os leitores. Claro que o papel do jornalista não é o de investigar e sim o de informar. Mas isso não lhe dá passe livre para destruir uma vida. Aqui em Curitiba temos um exemplo clássico do que se chama em Criminologia de "trial by midia". Um casal foi injustamente acusado de ter molestado e assassinado seu próprio filho recém-nascido. Antes mesmo de se concluírem as investigações, os jornais anunciavam em letras garrafais: "Monstros sodomizam o próprio filho". Não bastasse isso, os "jornalistas" fizeram uma verdadeira devassa na vida do casal: anunciaram que o marido tinha HIV e que os dois eram adeptos das práticas sadomasoquistas! Essa é a atitude de imprensa séria? Após, o casal foi declarado inocente, mas suas vidas já haviam sido destruídas por picaretas que se dizem "jornalistas". E mesmo que fossem culpados, o direito à honra, à imagem e à dignidade ainda lhes deveriam ser garantidos. Quem já viu um jornalista perguntar ao preso se ele aceita que se divulguem as fotos e as imagens de sua prisão em rede nacional? É preciso urgente que se coloquem limites à atuação de picaretas e jornalecos que sacrificam a honra e a vida de outrem em nome do dinheiro. Imprensa livre não significa imprensa descontrolada (alheia aos limites da lei).
14/12/2006 12:15Comentarista (Outros)É lamentável concluir que a imprensa tupiniquim...
É lamentável concluir que a imprensa tupiniquim pareça ter o mesmo "profissionalismo" que a nossa polícia... O que, aliás, é obvio, pois a "matéria-prima" é a mesma, ou seja, brasileiros e brasileiras!
14/12/2006 11:35Pavesi (Prestador de Serviço)Lamentável. Vejo ainda que nesta coluna, o óbvi...
Lamentável. Vejo ainda que nesta coluna, o óbvio não está sendo considerado. Em primeiro lugar, a imprensa não é culpada por divulgar. Chamaram a imprensa e deram à ela as coordenadas: "Esta mãe matou a própria filha colocando cocaína na mamadeira". Discordo que a imprensa deva investigar, pois a imprensa não tem este papel. O papel da imprensa é divulgar. Também foi assim com a escola de base. A imprensa noticiou o que foi divulgado e ponto. Me incomoda novamente e mais uma vez, que os verdadeiros culpados estão sendo protegidos. Reparem que a mãe do bebê foi ESTUPRADA por um MÉDICO. Em seguida, ao denunciar o fato e comprová-lo através de laudos, a mãe foi acusada por um MÉDICO de ter matado a própria filha. A mãe foi jogada aos leões, tendo como base de acusação bastando apenas a afirmação de um médico que garantia ser cocaína o pó branco. Depois disseram que foi devido a um laudo preliminar? Laudo preliminar? O que é um Laudo Preliminar? Um perito estudo e avalia o caso e fornece um laudo preliminar? Ora, laudo preliminar não existe. Enquanto a mãe foi jogada numa cela para ser espancada o inquérito aberto para apurar o estupro sofrido, corria sob sigilo de justiça para que o MÉDICO acusado não tivesse a identidade injustamente revelada, pois pertence a uma família tradicional e importante da região. Me admira o nível que a sociedade brasileira está chegando. É tão absurdo o que está acontecendo neste país! Quem tem poder faz o que quer, e quem não tem é jogado aos leões. Até quando? A mãe foi estuprada por um MÉDICO, depois acusada por um MÉDICO, não pode ir ao enterro da própria filha, foi espancada até perder a consciência e ainda hoje o nome do MÉDICO estuprador está sendo protegido? A justiça deste país é uma piada. Enquanto isso, as contas de Lula, cujo dinheiro (dólares) deve ter corrido por várias cuecas por ai, estão sendo aprovadas - com ressalvas, mas diversas declarações de imposto de renda, foram rejeitadas sem ressalvas, sem chances ao contribuinte que pode ser acusado de SONEGADOR por não ter declarado alguma renda. Finalizando, o Observatório da Imprensa fez o mesmo com o caso do meu filho assassinado em 2000 por médicos transplantistas para fins de tráfico de órgãos. O Observatório afirmou através de um jornalista muito amigo do assassino, que tudo foi um ledo engano. O caso acabou em CPI FEDERAL e o médico responde até hoje por homicídio doloso. Agora, a minha denúncia vai à OEA, pois no Brasil,o poder tomou conta da justiça.
14/12/2006 10:00Richard Smith (Consultor) Muito bacana o artigo! Mas será que o Ca...
Muito bacana o artigo! Mas será que o Carlos Brickman já limpou o marrom do nariz, proveniente das entranhas do paulo maluf? Acho dificil, porque já deve ter entranhado!
14/12/2006 09:44Armando do Prado (Professor)O problema é que os jornalistas não investigam,...
O problema é que os jornalistas não investigam, não checam, não gastam sola de sapato como faziam antigamente. Encostam-se em policiais, delegados e promotores e tomam como verdade as versões. Resultado: uma sucessão de crimes que liquidam reputações e vidas. É o jornalismo de gabinete.

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