Desembargador diz o que pensa de corte em seu salário

9/01/2008 19:21Anterobat (Contabilista)A sua Excia. Prosecutor - Procurador de Justiça...
A sua Excia. Prosecutor - Procurador de Justiça de 2ª Instância. Sem generalizar, esta nunca foi minha intenção, mas tão somente para esclaracer. Quando falo dos trabalhadores que heroicamente prestam seus serviços a toda população deste imenso país e de seus míseros vencimentos (sim vencimentos), pois é isso é que eles mais recebem: vencimento da conta de luz, de água de telefone de gás, do carnê do INSS, do IPTU, do IPVA (quando têm a ventura de possuir uma casa ou um carro), da conta da mercearia do bairro, da creche (pública) que cobra mensalmente uma taxa de manutenção não sabem de que, mas tem pagar a título de "colaboração" sob pena de ter seus filhs excluídos (como se já não o fossem). Sem mais delongas, faço minhas as palavras daquele delegado de polícia que se pergunta: Porque um funcionário da Justiça, que cursou, talvez a mesma escola, prestou concurso para um cargo público que têm os mesmos padrôes de exigência para exercê-lo que o de Delegado de Polícia recebe R$.21.000,00 e este último, tão somente R$.3.000,00 para início de carreira? Será a carreira profissional de Juiz, Desembargador ou Magistrado de que instência fôr, tão mais díficil, árdua ou perigosa que a do delegado de polícia? ou será tão somente porque os Magistrados (para os que se julgam "deuses" como foi o caso de uma juíza que assim se declarou, recentemente)têm o poder "sobrenatural" de fixar seus polpudos vencimentos e vantagens adicionais enquanto que os "simples mortais" delegados de polícia têm que aceitar os soldos que tão miseravelmente lhe são oferecidos tanto para o início quanto para o fim de carreira. Perdoe-me Dr. Prosecutor, vou plantar batatas.O trabalho de quem planta as batatas que o senhor tão degusta em sua mesa farta, é tão digno quanto o seu
12/12/2006 11:07Fábio (Advogado Autônomo)A ninguém interessa o AVILTAMENTO DOS VENCIMENT...
A ninguém interessa o AVILTAMENTO DOS VENCIMENTOS DOS MAGISTRADOS que, se não forem valorizados, não terão condições adequadas de trabalhar. Os vencimentos baixos, por certo, que comprometeriam a independência dos Juízes e facilitariam a corrupção. Não dá para aceitar argumentos do tipo "na iniciativa privada é diferente", já que o regime jurídico é de direito público. Os Juízes são agentes do Estado, exercendo função das mais importantes, pois lidam com toda sorte de conflitos sociais, família, de consumo, de propriedade, de liberdade. A minha crítica não é endereçada aos salários, mas às práticas, à falta de sensibilidade humana na solução de conflitos, no conservadorismo que marcam certas decisões judiciais. O Juiz deve ser humano e não uma máquina de proferir decisões judiciais, ignorando as pessoas e a realidade do país. O Juiz deve decidir com Justiça, com humanidade, serenidade e bom censo. Ser atento à realidade social e, quando decidir, não olhar para quem figure na capa do processo. Se só se decide a favor dos poderosos, o que o Juiz está fazendo para reduzir os drásticos índices de INJUSTIÇA SOCIAL que campeiam no país??? Não estará sendo um fator de aprofundamento de desigualdades? Mas, em tudo há um limite de razoabilidade e respeitar o TETO já é um bom começo.
6/12/2006 19:21Paulo (Servidor)errata: "há momentos"
errata: "há momentos"
6/12/2006 19:20Paulo (Servidor)O que os juizes e desembargadores brasileiros e...
O que os juizes e desembargadores brasileiros estão reclamando são privilégios financeiros que seguem a lógica de quanto mais se ganha mais se quer ganhar. Só que se esquecer que isso é a lógica da atividade privada. Na Administração Pública a momentos políticos em que devemos decidir o que é o limite, e mais o que é razoável. (é claro que infelizmente esta impossição de limites esta acontecendo somente no judiciário e no Executivo, não está atingindo o Legislativo será porque?
6/12/2006 19:16Paulo (Servidor)Devemos ter cuidado ao defendermos o que é ileg...
Devemos ter cuidado ao defendermos o que é ilegitimo (o que vai além do ilegal - é um sentido de imoral e ilegal). Tem pessoas no mundo que se julgam superiores, que foram por Deus mais iluminados que outras. Falácia o que é verdade é que na maioria (grande maioria)das vezes essas pessoas estavam no lugar certo, na hora certa com a amizade certa, vejamos as grandes fortunas, pensamos nisso....
6/12/2006 16:28Wilson (Funcionário público)Esse tal de Axel vive mandando os outros estuda...
Esse tal de Axel vive mandando os outros estudar ou prestar concurso. Ora, se eu quisesse ser juiz, eu faria isso. Porém, o que ele não entende é que existem outras profissões no mundo. Agora, ele deve entender muito bem que se utilizar dos cofres públicos para a concessão de privilégios, descumprindo inclusive princípios constitucionais, além de ser imoral é ilegal. Bem que dizem por aí que muitos juízes desconhecem as leis e nem sabe por que estão julgando alguém. A qualidade da nossa Justiça é péssima, como também é péssima a qualidade de nossos juízes. Quem está precisando estudar não sou eu, mas sim quem não conhece os princípios de moralidade, eficiência e legalidade pelos quais devem se basear as administrações públicas.
5/12/2006 21:58Winston (Advogado Autônomo)O artigo tratou de um tema e o debate de coment...
O artigo tratou de um tema e o debate de comentários ampliou o horizonte da questão. Um salário de 24 mil reais gera um padrão de vida mais do que confortável, além do invejável direito da vitaliciedade, de modo que o cumprimento da lei (não se trata de redução injustificada) não é insuportável e aqueles que sejam atingidos pela lei podem perfeitamente se adequar a essa realidade. Além disso, não se pode defender um direito concedido contrariamente a uma norma legal hierarquicamente superior, tal qual algumas decisões sobre o ICMS. Por outro lado, todos os que chamam esses salários de estratosféricos ou imorais ganham muito menos que isso, infinitamente menos que isso, muitas vezes sobrevivendo da caridade estatal. O problema está na renda do cidadão, na parcela dessa renda destinada direta e indiretamente à mordida do governo, e na qualidade dos serviços oferecidos à população em troca dessa dolorida mordida. O aumento da renda e da qualidade dos serviços, somada à redução do apetite da máquina estatal seria suficiente para que ninguém estranhasse o valor do teto do judiciário, pois o "degrau" não seria tão alto. Deveria haver uma movimentação para a solução do problema, e o Judiciário pode iniciar tal movimento, assim como o Ministério Público, cumprindo seus deveres de fazer cumprir a lei. Dentre inúmeras outras coisas, a redução dos desvios de dinheiro pode e deve ser feita, e existem instrumentos para isso. Qualquer lei que reduza os poderes conferidos pela constituição pode ser obstada, também existem instrumentos para isso. O efeito disso refletiria inclusive na mordida no salário dos desembargadores. Querem realmente ajudar o país e o povo? Façam uma greve branca: nos processos em que o governo é parte, julguem apenas aqueles em que ele vai perder, deixando os que os cidadãos vão perder mofando nas prateleiras. A indignação do nobre desembargador deve se voltar contra aqueles que editaram a norma ilegal que lhe proporcionou, durante sua vigência, mais do que a lei permite. Não é o caso de aumentar o teto salarial, sob o argumento de que ganha pouco, trabalha demais, gasta com estudo, etc. Salários maiores que isso só são admissíveis fora da vida pública, àqueles que não usufruem das garantias desta e estão sujeitos às agruras do mercado, pois a viúva não "está podendo". Não estou com isso dizendo que funcionários públicos extremamente competentes devam desistir de ganhar sempre mais, porém a moralidade impede que queiram isso do estado. Qualquer um que analise a questão do ponto de vista do cidadão entenderá isso facilmente. Porém, o mundo aqui fora é capitalista: o ganho é proporcional ao risco. Resumindo: é muita falta de atitude.
5/12/2006 21:57Winston (Advogado Autônomo)Por outro lado, todos os que chamam esses salár...
Por outro lado, todos os que chamam esses salários de estratosféricos ou imorais ganham muito menos que isso, infinitamente menos que isso, muitas vezes sobrevivendo da caridade estatal. O problema está na renda do cidadão, na parcela dessa renda destinada direta e indiretamente à mordida do governo, e na qualidade dos serviços oferecidos à população em troca dessa dolorida mordida. O aumento da renda e da qualidade dos serviços, somada à redução do apetite da máquina estatal seria suficiente para que ninguém estranhasse o valor do teto do judiciário, pois o "degrau" não seria tão alto. Deveria haver uma movimentação para a solução do problema, e o Judiciário pode iniciar tal movimento, assim como o Ministério Público, cumprindo seus deveres de fazer cumprir a lei. Dentre inúmeras outras coisas, a redução dos desvios de dinheiro pode e deve ser feita, e existem instrumentos para isso. Qualquer lei que reduza os poderes conferidos pela constituição pode ser obstada, também existem instrumentos para isso. O efeito disso refletiria inclusive na mordida no salário dos desembargadores. Querem realmente ajudar o país e o povo? Façam uma greve branca: nos processos em que o governo é parte, julguem apenas aqueles em que ele vai perder, deixando os que os cidadãos vão perder mofando nas prateleiras. A indignação do nobre desembargador deve se voltar contra aqueles que editaram a norma ilegal que lhe proporcionou, durante sua vigência, mais do que a lei permite. Não é o caso de aumentar o teto salarial, sob o argumento de que ganha pouco, trabalha demais, gasta com estudo, etc. Salários maiores que isso só são admissíveis fora da vida pública, àqueles que não usufruem das garantias desta e estão sujeitos às agruras do mercado, pois a viúva não "está podendo". Não estou com isso dizendo que funcionários públicos extremamente competentes devam desistir de ganhar sempre mais, porém a moralidade impede que queiram isso do estado. Qualquer um que analise a questão do ponto de vista do cidadão entenderá isso facilmente. Porém, o mundo aqui fora é capitalista: o ganho é proporcional ao risco. Resumindo: é muita falta de atitude.
5/12/2006 19:44João Bosco Ferrara (Outros)Perfilho na íntegra suas valiosas palavras do D...
Perfilho na íntegra suas valiosas palavras do Dr. José Carlos Portella Jr., para, com ele fazer coro. Ao Dr. Axel (juiz de 1ª instância) devolvo o desafio: venha Vossa Excelência para o lado de cá, tenha coragem de abdicar da toga para embrenhar-se na iniciativa privada, venha esgrimir no concorrente mercado da advocacia, e vamos ver se logrará ter sucesso. Duvido, aliás, duvido e faço pouco que consiga, em 5 anos de carreira, contar uma remuneração mensal média equivalente ao que ganha um juiz. Isso é uma façanha nos dias atuais. Só poucos conseguem e nem sempre são os mais talentosos em conhecimentos jurídicos, pois do lado de cá às vezes conta mais a simpatia do profissional do que sua erudição. E mais, só para o seu conhecimento, já fui aprovado em concurso para magistratura, mas desisti quando percebi que no Judiciário impera uma mentalidade amesquinhada entre os magistrados, há tanta politicagem no seio desse Poder quanto nos outros dois. A diferença está em que o Judiciário mantém suas mazelas fechadas a sete chaves evolvida por um manto hermético. O dia que abrirem recenderá um miasma insuportável de que todos temem. Uma das provas disso é que os juízes não deixam vir a público as práticas ilícitas corriqueiras perpetradas por seus pares. Quando a coisa é muito grave, mas ainda não vazou para a imprensa, em vez de julgarem o infrator e aplicar-lhe as penalidades legais, concedem-lhe o benefício da misericórdia, via de regra negado aos jurisdicionados sob os mais exuberantes e esdrúxulos fundamentos, permitindo-lhe optar pela aposentadoria, benefício que certamente perderia se fosse exonerado da profissão por desvio ético ou prática delitiva. Aí a imoralidade iriada. Fazem caridade com o dinheiro alheio, dinheiro do povo, concedido a quem é indigno de recebê-lo. Prefiro o lavor da advocacia do que tornar-me um neurótico cheio de poder na magistratura, essa magistratura cujas bases seculares de sua integridade há muito foram corroídas. Venha para o lado cá, venha. Aposto um mês do meu faturamento mensal que na primeira ação de vulto que sair vencedor e o juiz fixar a honorária em míseros zero vírgula alguma coisa por cento do valor da causa, Vossa Excelência desejará que ele nunca tivesse passado no concurso. É fácil transferir responsabilidade. Difícil é assumi-las. Eu assumi a minha. De cabeça erguida, lembro como se fosse hoje, disse a um desembargador que me argüiu sobre as razões da minha desistência: “não quero me transformar naquilo em que Vossa Excelência se tornou.” Ele ficou uma fera, mas não podia fazer nada, pois quem pergunta tem de estar preparado para a resposta.
5/12/2006 15:47Ivan Dario (Advogado Sócio de Escritório) Parece-me que a redução dos rendimentos dos ma...
Parece-me que a redução dos rendimentos dos magistrados é o novo ovo de Colombo. Há algumas semanas eram os Advogados os culpados pelo mal do mundo. É incrível, infelizmente, por ser estarrecedor. Qual a benesse, sim, no singular mesmo, pois duvido que haja sequer uma, que seja fruto de tantos dedos em riste frente ao salário de magistrados? Idem, aos Advogados? Pior ainda se de um em face de outro. Aqui, nesta terra tida como tão próspera ao ponto de ser proclamada como nação do futuro, antagonicamente impera o retrocesso de seus ocupantes. Qual a vantagem em reduzir os valores recibidos a mais pelos magistrados, frise-se, daqueles que realmente recebem tal excesso? Será que tais valores serão revertidos para... para o que? Nada. Ou alguém acredita que assim procedendo veremos a redução da carga tributária? Creio que será muito mais dignificante a busca pela melhora pessoal de cada ser pensante, desde que assim façam por mercer este título, passando a, em vez de sustentar a derrota alheia, espelhar-se nas conquistas do mesmo. Caso contrário, veremos prosperar a continuidade das mazelas existentes e continuaremos a dar concessão para que garantias constitucionais sejam cada vez mais desrespeitadas. Depois, quando aparece um "gênio" com uma proposta de lei objetivando a estipulação de limite máximo de consumo para cada pessoa física, confiscando o restante de seus rendimentos, todos levam as mãos à cabeça. Melhor torná-la fronte brilhante.
5/12/2006 15:12 Zack (Outro)Sr. José Carlos: Pensei em escrever algo subst...
Sr. José Carlos: Pensei em escrever algo substancioso para responder sua mensagem, mas depois de refletir e atentar para suas colocações, preferi desistir. Esse papinho de elite e "milionários da burocracia", por exemplo, somente demonstram a visão distorcida (dolosa ou culposamente)da realidade. Perda de tempo debater com quem usa tais argumentos.
5/12/2006 14:40José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)Dr. Axel, o sr. é um funcionário do Estado, e n...
Dr. Axel, o sr. é um funcionário do Estado, e não um executivo da iniciativa privada. Seu salário é pago por milhões de brasileiros, boa parte deles desprezados pela elite que o sr. representa (aliás, boa parte deles sequer sabe onde fica o Palácio da Justiça ou sequer tem auxílio de defensor público, visto que o Estado "não tem verbas" para custear tal serviço essencial). O sr. se equivoca nas suas premissas. Primeiro, ninguém está "falando mal" dos salários dos juízes. O que queremos é discutir algo que é de interesse da nação. No Brasil, preocupar-se com a coisa pública parece doença ou sandice. Nesse caso, sou chato e louco, pois estou preocupado com os rumos do país que ajudo a construir, como cidadão e contribuinte. Não aceito que, num país de miseráveis, alguns corifeus e caciques elevem seus próprios salários sem consultar os cidadãos brasileiros, que pagam a conta no final. Segundo, a ninguém interessa quanto ganham os advogados ou as atrizes da Globo, pois ganham seus salários pela iniciativa privada, onde o céu é o limite (é o capitalismo em sua forma mais bruta). Já no caso dos juízes e parlamentares, os seus salários interessam a todos nós, porque todos somos responsáveis pela gestão do bem público (isso parece bem esquecido em terra tupiniquim, não é?). Por fim, o seu recado parece ser bem claro:"Parem de reclamar! Se quiserem fazer parte desse seleto grupo de milionários da burocracia, estudem e juntem-se a nós". Isso sim é lamentável!
5/12/2006 12:11 Zack (Outro)Os comentários ao artigo são a síntese do país....
Os comentários ao artigo são a síntese do país. Enquanto alguns poucos conseguem pensar e avaliar o escrito, outros limitam-se a atacar o conteúdo, na maioria das vezes de forma rasteira e fazendo comparações descabidas. Como é perda de tempo tentar argumentar, limito-me a sugerir a todos os que consideram a magistratura uma "boiada", que prestem o concurso, público, e ingressem na carreira, mas informem-se antes quais são os "benefícios" oferecidos, pois vários dos comentários mencionam coisas que, ao menos em SP, não existem. Parem de reclamar e mexam-se. A oportunidade está aí e qualquer um que estude consegue. O problema é que muitos querem entrar sem estudar adequadamente e aí fica meio difícil. Quanto aos advogados, o que me espanta é que nenhum reclama quando seus honorários atingem a cifra dos milhares de reais. Ao contrário. Isso demonstra sucesso profissional. Mas falar mal do salário dos juízes parece ser o que "pega". Lamentável.
5/12/2006 11:32Jaime (Servidor)Na ilha chamada "Utopia", conhecida como cidade...
Na ilha chamada "Utopia", conhecida como cidade ideal, onde se prioriza o conhecimento, os valores éticos e morais, imagino eu que a remuneração dos educadores, mestres e professores se trate de prioridade pública, de acaloradas discussões à respeito de como se há de majorá-la, ao passo que a retribuição daqueles que buscam argumentos fajutos para tentarem legitimar a permanência da cidade numa situação de colônia dominada e retrógrada, nem sequer mereça consideração por parte dos cidadãos. Antes de pensarmos em reajustes dos subsidios dos poderosos, talvez nossa cidade, chamada "realidade", tivesse que não fechar os olhos para aqueles que constroem os pilares dessa nação. Proposta prática: para cada reajuste de 10% do vencimento dos pensadores, seja concedido reajuste de 25% para aqueles que se esmeraram em educá-los.
4/12/2006 22:10Tio Alci (Professor)Caro Desembargador, Não vou aqui ser muito ext...
Caro Desembargador, Não vou aqui ser muito extenso, e sim comentar alguns pontos de seu "desabafo". Primeiramente quero parabenizá-lo por ter chegado ao final de sua faculdade, onde neste pais poucas pessoas levam à sério por ter um bom padrão de vida e não se importam por acharem que um dia vão sair de qualquer maneiraou um péssimo padrão de vida, já que as perspectivas dessas pessoas são bastantes ruins, pois tem poucas ou precárias condições de terminar o curso, mesmo que esteja interessada em se formar. Concordo que a magistratura é uma profissão que exige bastante responsabilidade, não diferente de muitas outras, inclusive básicas que provavelmente uma delas leva somente o seu cafezinho de todos os dias em seu gabinete, e, assim sendo também é digna de um bom salério, o que na realidade não ocorre. Não sei quanto o sr ganha, então vou especular com alguns salários citados em seu "desabafo". Digamos que seu salário esteja em torno de R$ 25,000,00, calculando-se os 35% que o sr diz que é "comido" pelo governo teremos um resultado mais ou menos R$8.750,00 (isso só a porcentagem) valor que uma pessoa pobre que trabalha embaixo de sol, e andando distâncias imensas precisaria trabalhar por dois anos ininterruptos para atingir tal soma. Eu não sei sinceramente porque o sr. está reclamando, afinal mesmo com o corte em seu salário o sr. ainda irá ter um salário superior a estes "oito mil e lá vai poeira". Calculando o valor do salário com desconto o sr receberia a bagatela de R$16.250,00 e esse valor é mensal. Claro que isso é um exemplo como citei acima pois não sei se o sr ganha isso, porém essa classe profissional é uma das classes mais inflacionárias do pais, afinal, o "pessoal de Brasilia" em qualquer aperto, procura logo os aposentados para cobrar taxas daqui e dali enquanto o sr. vive só no filé ganhando uma quantia estúpida. Não entendo porque o governo não direciona as taxas para vocês que podem pagar, enquanto que pessoas humildes tem que serem descontadas, precisando sustentar de sustentar mulher e filhos varrendo ruas, carregando peso nas estivas, trabalhando nos esgotos etc. Sinceramente eu considero essas profissões tão importantes como a sua, a diferença é que eles pegam no pesado e o sr se senta atrás de uma escrivaninha para dizer se uma pessoa é culpada ou inocente. Em um ponto concordamos: Há uma hipocrisia politica neste pais "democrático" onde as pessoas são obrigadas a votar senão incorrerão em multa. Porque será que eu preciso adoecer ou viajar e ainda justificar?????????? ISSO É DEMOCRACIA???????????? Se o sr acha que São Paulo é um estado caro então mude de estado. Veja as situações dos jogadores de futebol que várias vezes tem que se deslocar as vezes com suas familias para outros estados. O sr diz que o pais perderá qualidade na justiça mais barata? Tudo bem, então que tal cobrar mais barato e manter a a qualidade? será que é tão difícil assim? Não me estenderei mais, apenas digo que a classe do sr não é a correta para reclamar de uma redução de salário ínfima enquanto que outras, são descontadas taxas várias vezes e quando há um aumento é mixaria. Já estou cansado de ver as pessoas defenderem os pobres e nada de realmente positivo ocorrer para mudar a situação dessas pessoas. Porque o sr só se lembrou de reclamar agora que seu salário corre um sério risco de ser diminuído. Sr. desembargador, enquanto o sr deve ter no pulso um relógio de uma boa marca, eu tenho um que custa R$10,00 e não posso nem tomar banho com ele que entra água. O Sr. deve ir a seu gabinete de carro, eu que sou um autônomo vou todo dia ao batente de ônibus. Dou aulas de informática cobrando R$ 80,00 o curso. No máximo consigo 6 alunos ao mes perfazendo a quantia de miseros R$ 480,00 ao mes isso fora o transporte e o sr ainda está reclamando porque está de barriga cheia???? Francamente Assina, um brasileiro indignado!!!!!!!!!
4/12/2006 11:34José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)Mui comovente o desabafo do Desembargador. Mas ...
Mui comovente o desabafo do Desembargador. Mas o que o subscritor da carta não disse é que os juízes brasileiros são os mais bem pagos do mundo (em poder de compra, perdem apenas para os juízes canadenses), além de possuírem alguns benefícios que nós os mortais (que também temos que arcar com o altíssimo custo de vida nas grandes cidades)não temos, como 60 dias de férias, auxílio-funeral, etc. A mesma lamúria se ouviu quando se atacou o nepotismo no Judiciário (ouçamos os ecos do passado, quando os barões choraram e espernearam porque perderam a "propriedade" sobre os escravos!). É Sr. Desembargador, no Brasil a garantia da moralidade na Administração Pública só se fará a golpes de martelo. Se dependesse dos ilustres magistrados, já saberíamos onde acabaria a tal moralidade...
4/12/2006 11:23PCSILVA (Contabilista)Exmo. Sr. Dr. Carlos Teixeira Leite Filho So p...
Exmo. Sr. Dr. Carlos Teixeira Leite Filho So para ilustrar veja frase publicada na Revista Veja dessa semana referente a um ilustre : Edição 1985 . 6 de dezembro de 2006 seção Veja essa "Volto a cuidar dos meus negócios, dos meus shoppings e empresas, que tenho em vários estados e vários países. Estou enojado da política." Ney Suassuna, senador (PMDB-PB), depois de inocentado no Conselho de Ética do Senado da acusação de pertencer à máfia dos sanguessugas Finalizo com a pergunta de vossa excelência: Quem mandou estudar?
4/12/2006 10:46Mauro Garcia (Advogado Autônomo)Gostaria de saber se ao menos um destes "injust...
Gostaria de saber se ao menos um destes "injustiçados" vai largar o osso, digo, o emprego por causa do corte dos salários (subsídios). Quem está sendo explorado, injustiçado no emprego, só tem um caminho a seguir: aceitar a proposta mais vantajosa que estão lhe oferecendo. Se não tiver proposta melhor, é porque a remuneração está de bom tanhanho e não se fala mais nisso. Como estas pessoas deturpam a verdade, a lógica e o bom-senso buscando justificar o injustificável.
4/12/2006 10:12Murassawa (Advogado Autônomo)não tenho opinião formada a respeito, porém, en...
não tenho opinião formada a respeito, porém, entendo que todo profissional deve ter boa remuneração e trabalhar naquilo que gosta e sente bem, para não se tornar um profissional rancoroso e com má vontade, pois, todo profissional que trabalha insatisfeito, só faz porcaria.
4/12/2006 08:58Valter (Advogado Autônomo)Parabéns, Desembargador. E desculpe os que, olh...
Parabéns, Desembargador. E desculpe os que, olhando apenas o próprio umbigo, não percebem que estão destruindo a ponte entre a Democracia e o Direito. E nem desconfiam que um sem o outro é nada. Enquanto os juízes estiverem mendigando, como pretende um ou outro Freud, coitado do mais fraco! Fortalecer a Magistratura é fortalecer a própria Advocacia e o Ministério Público... em síntese: fortalecer o cidadão. Destruam a Justiça; depois, não reclamem quando não a encontrarem mais! Quando ela tiver ido morar na areia e vivendo do bolsa família...

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