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Credibilidade em risco

CNJ anula concurso em que maioria de aprovados é ligada a juízes

O Conselho Nacional de Justiça anulou o VII Concurso Público para juiz substituto do Amapá. A decisão unânime foi tomada na terça-feira (29/8). Segundo o Conselho, dos 11 candidatos aprovados, nove têm ou tiveram alguma ligação com o tribunal e com os desembargadores que compõem a banca examinadora.

Entre outras irregularidades relatadas, estão a falta de divulgação do teor das provas em momento oportuno e a inviabilidade da interposição de recurso ou no prazo exíguo de 24 horas.

As provas do concurso tinham a reprodução literal de questões aplicadas em concurso para a magistratura do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (feito em 2005) e houve questões abordando assuntos locais e sem muita importância.

“A anulação do VII Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça Estadual do Amapá é medida que se impõe, a fim de se resguardar a credibilidade e seriedade de concursos dessa relevância, ao mesmo tempo em que visa dar efetividade aos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade administrativa”, disse o relator, conselheiro Eduardo Lorenzoni.

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2006, 7h00

Comentários de leitores

13 comentários

Entre haver erros na elaboração do concurso e c...

Marcus (Advogado Associado a Escritório)

Entre haver erros na elaboração do concurso e corrupção, há um longo caminho a se percorrer. No concurso do TJ do Pará os amapaenses vieram e foram aprovados em massa. Eles estudam, se preparam, e isso é inegável. Pena que os erros de um concurso sempre chamam mais atenção que o brilho dos candidatos. Fui em Macapá e não passei, mas percebi o quanto o povo de lá é bom de estudo. Além do que, qual o mistério em pessoas ligadas ao Judiciário fazerem concurso e passarem? Vamos falar sério: Quem estuda, analisa processos, redige sentenças e despachos nos gabinetes dos juízes e desembargadores? Ora... em um Estado pequeno, como é o Amapá, isso não me parece "muito" estranho, sinceramente. Ou será que daqui a pouco vão proibir os parentes de fazer concurso, também? Reflitam.

Sabia descisão CNJ. E que continue assim acaba...

Zito (Consultor)

Sabia descisão CNJ. E que continue assim acabando com o CORPORATIVISMO DO JUDICIÁRIO. O Que queremos é uma JUSTIÇA SÉRIA, DIREITA E LEAL A SEUS PRINCÍPIOS DO DIREITOS.

Ô cabeça. Coitado do Sr. José que virou João ao...

Richard Smith (Consultor)

Ô cabeça. Coitado do Sr. José que virou João ao final de poucas linhas. Desculpe-me por favor.

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