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Para ontem

Busato defende aprovação urgente de reforma política

“Não há mais como adiar a reforma política. O país paga hoje o alto preço de não tê-la feito há mais tempo”, analisa o presidente nacional da OAB, Roberto Busato. “Mensalão, sanguessugas, anões do Orçamento — que são essas anomalias senão subprodutos de um quadro político viciado e deteriorado?”, questiona Busato neste sábado (26/8), ao defender a aprovação urgente de uma reforma política que seja capaz de afastar a perplexidade e o ceticismo que permeia o processo político brasileiro.

Busato está em Uruguaiana, distante 640 quilômetros de Porto Alegre, onde participa de mesa de debates organizada pelo Conselho de Cidadania de Uruguaiana. A reunião acontece na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade. Também participam da mesa redonda o presidente da Subseção da OAB de Uruguaiana, Lauro Beheregaray Delgado, o presidente da CDL, Jorge Claudimir Lopes, além de vários advogados e integrantes de movimentos em prol da cidadania no Rio Grande do Sul.

De acordo com Busato, a OAB deu passos importantes em busca de uma reforma política ao lançar, na última sessão plenária do Conselho Federal, o Fórum da Cidadania pela Reforma Política. Este Fórum será integrado por representantes dos partidos políticos e da sociedade civil e não funcionará apenas para a discussão e elaboração de um anteprojeto de reforma a ser encaminhado ao Congresso Nacional.

“Todos os partidos e correntes ideológicas, sem exceção, proclamam a reforma política prioritária e urgente, mas ninguém até aqui movimentou-se objetivamente para que se materializasse”, afirmou Busato. “A reforma política, não obstante sua reconhecida urgência, tem sido postergada por sucessivos governos”.

O principal objetivo do Fórum da Cidadania pela Reforma Política, segundo Busato, é fazer com que os candidatos das próximas eleições se comprometam de fato com a aprovação dessa reforma. “Aos quais diremos com toda a veemência e clareza que iremos cobrar o cumprimento do compromisso assumido. Se necessário, iremos às ruas cobrá-lo", afirmou. A primeira reunião dos membros do Fórum da Cidadania pela Reforma Política será no próximo dia 12 em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2006, 14h30

Comentários de leitores

2 comentários

Ou muito me engano ou o Sr. Buzato é presidente...

sousa (Economista)

Ou muito me engano ou o Sr. Buzato é presidente de uma entidade que congrega advogados. Está a defender reforma política. Pior. Muito pior: estão a publicar seu singelo ponto de vista. Diz a constituição que o advogado é indispensável à administração da justiça... (Art.133). E daí, por conta dessa heresia jurídica, tudo a que se refere aos interesses da sociedade, seja com relação à criminalidade, tributos, reforma política, etc. publicam o ponto de vista da OAB, como se eles tivessem a solução para todos os males. Não conseguimos sair do lugar, exatamente porque a alça de mira está sempre voltada para o lado errado. O que importa o ponto de vista do Sr. Buzato, que sequer, expressa a opinião da própria categoria que ele representa? Sousa

A reforma política não é solução para a corrupç...

www.professormanuel.blogspot.com (Bacharel)

A reforma política não é solução para a corrupção. Esta falácia kelseniana é vendida pelo Presidente e agora, também pela OAB. Eu não compro. Primeiro, porque lei não confere vergonha na cara. Depois, porque a reforma proposta pelo governo (fidelidade partidária, voto em lista e financiamento público de campanha) pretende piorar o quadro atual, concentrando todos as decisões do poder legislativo nas mãos de cinco ou seis coronéis, além de ressucitar o famigerado voto indireto. A solução para a corrupção é acabar com a impunidade. De cara, eu acabaria com dois institutos facilitadores da corrupção: cargo comissionado ou por indicação política (para conselheiro do tribunal de contas, chefe do MP, desembargador, etc) e foro privilegiado. Dificultaria o fisiologismo por um lado e, por outro, o jogo sem bola do STF, que NUNCA puniu criminalmente NENHUM deputado ou senador.

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