Acordo permite venda de contraceptivo sem receita

30/08/2006 11:02Richard Smith (Consultor)Meu caro Felipe: Ressalto, novamente, o se...
Meu caro Felipe: Ressalto, novamente, o seu equilíbrio e a sua capacidade de observação dos fatos. Mais ainda, o seu rigor na análise dos mesmos. Creio mesmo que todas essas qualidades ser-lhe-ão imensamente úteis no futuro. A busca honesta e apaixonada da verdade certamente conduz o homem a ela. Tanto porisso eu posso afirmar, com absoluta certeza, que os avanços na microscopia, na biologia celular, nos estudos genéticos ainda no início da segunda metade do século passado já colocaram fim àquelas dúvidas, quanto ao início da vida humana INDIVIDUAL (um novo ser diferente daquele que o gestaciona). Por isso também eu recomendei os estudos fotográficos intra-uterinos de Lennart Nielsen. No mais, falsa controvérsia. A) Se de fato o feto é uma pessoa individual, ou seja, um ser humano real, pessoal, ainda que em formação, a mãe não tem direitos sobre ele que contrariem os seus próprios (à vida, à alimentação, à não-exposição, etc.). Não se trata assim, de um amontoado de células, como uma verruga. b) Se a mãe toma uma droga com fins de alteração quimico-hormonal da camada interna do útero é claro que está assumindo a possibilidade da expulsão de um feto já concebido. Isto é um fato insofismável e, objeto primeiro da ação da chamada "pílula do dia seguinte". Creio que não se poderá assim alegar involuntariedade e nem conseqüencias diferentes do fim que seria esperado. No mais, caro Felipe, não creio que haja desvio desnecessário da discussão, senão vejamos: Pregam os "livre pensadores" que a religião é uma coisa de exclusivo fôro íntimo, devendo ser relegada ao culto pessoal, no lar ou num templo, sem qualquer influência na vida social. Pregam, mais ainda, uma visão de religião voltada para a ética e para filantropia, pura e simplesmente. Em termos gerias de sociedade, uma religião anódina, baseada na crença (sem culto porém) em um "ser superior". Uma "religião" universalista e capaz de reunir, sem contradições, todas as crenças (?!). Uma religião humanista enfim. Um "frankenstein", enfim. A influência maçonico-positivista de nossa república, ao lado da extinção necessária do indesejável "padroado", desde cedo procurou favorecer esta tese, inclusive com a inserção da famosa visão "laica" do Estado. Ora, este "laicicismo", como já mencionei, implica em necessária "anti-religiosidade" pois rejeita, na prática, qualquer influência da religião nos destinos do povo que a professa! Temos aí então que a religião é "reconhecida" com componente da formação cultural de um povo, mas tornada neutra e emasculada! A necessária liberdade religiosa significa tolerar e respeitar todas as manifestações de crença, porém sem esquecer aquelas que se fundamentam na prática imemorial do povo. E nisso não há nenhuma pretensão ou descabimento. Insisto, o afastamento gradativo das pessoas, dos valores e da necessária prática religiosa vem tornando-as cada dia mais relativistas e mais néscias. O mesmo Chesterton, autor do livreto que lhe recomendei disse: "O risco das pessoas que deixar de crer em Deus não é o de não crerem em mais nada, mas sim o de crerem em qualquer coisa". E o que temos visto por aí? Afora os duendes e gnomos, a postura totalmente suícida e relativista ante a coisa e fatos da maior importância, como pudemos observar neste espaço mesmo. Não se trata pois, de IMPOR crença a ninguém. Mas sim de se EXIGIR RESPEITO pelos valores defendidos por esta crença e acolhidos pela grande maioria do povo brasileiro. Afinal, estamos ou não numa democracia? A chamada "ditadura da maioria"? Contra a voz desta maioria, estão sub-repticiamente querendo "forçar a barra" e isto é indmissível. Esta é a questão fulcral e que se liga diretamente à questão religiosa, não se tratando assim de discussão etérea, de forma alguma. Um abraço muito grande Richard Smith richardsmith@ig.com.br
30/08/2006 11:02Richard Smith (Consultor)Meu caro Felipe: Ressalto, novamente, o se...
Meu caro Felipe: Ressalto, novamente, o seu equilíbrio e a sua capacidade de observação dos fatos. Mais ainda, o seu rigor na análise dos mesmos. Creio mesmo que todas essas qualidades ser-lhe-ão imensamente úteis no futuro. A busca honesta e apaixonada da verdade certamente conduz o homem a ela. Tanto porisso eu posso afirmar, com absoluta certeza, que os avanços na microscopia, na biologia celular, nos estudos genéticos ainda no início da segunda metade do século passado já colocaram fim àquelas dúvidas, quanto ao início da vida humana INDIVIDUAL (um novo ser diferente daquele que o gestaciona). Por isso também eu recomendei os estudos fotográficos intra-uterinos de Lennart Nielsen. No mais, falsa controvérsia. A) Se de fato o feto é uma pessoa individual, ou seja, um ser humano real, pessoal, ainda que em formação, a mãe não tem direitos sobre ele que contrariem os seus próprios (à vida, à alimentação, à não-exposição, etc.). Não se trata assim, de um amontoado de células, como uma verruga. b) Se a mãe toma uma droga com fins de alteração quimico-hormonal da camada interna do útero é claro que está assumindo a possibilidade da expulsão de um feto já concebido. Isto é um fato insofismável e, objeto primeiro da ação da chamada "pílula do dia seguinte". Creio que não se poderá assim alegar involuntariedade e nem conseqüencias diferentes do fim que seria esperado. No mais, caro Felipe, não creio que haja desvio desnecessário da discussão, senão vejamos: Pregam os "livre pensadores" que a religião é uma coisa de exclusivo fôro íntimo, devendo ser relegada ao culto pessoal, no lar ou num templo, sem qualquer influência na vida social. Pregam, mais ainda, uma visão de religião voltada para a ética e para filantropia, pura e simplesmente. Em termos gerias de sociedade, uma religião anódina, baseada na crença (sem culto porém) em um "ser superior". Uma "religião" universalista e capaz de reunir, sem contradições, todas as crenças (?!). Uma religião humanista enfim. Um "frankenstein", enfim. A influência maçonico-positivista de nossa república, ao lado da extinção necessária do indesejável "padroado", desde cedo procurou favorecer esta tese, inclusive com a inserção da famosa visão "laica" do Estado. Ora, este "laicicismo", como já mencionei, implica em necessária "anti-religiosidade" pois rejeita, na prática, qualquer influência da religião nos destinos do povo que a professa! Temos aí então que a religião é "reconhecida" com componente da formação cultural de um povo, mas tornada neutra e emasculada! A necessária liberdade religiosa significa tolerar e respeitar todas as manifestações de crença, porém sem esquecer aquelas que se fundamentam na prática imemorial do povo. E nisso não há nenhuma pretensão ou descabimento. Insisto, o afastamento gradativo das pessoas, dos valores e da necessária prática religiosa vem tornando-as cada dia mais relativistas e mais néscias. O mesmo Chesterton, autor do livreto que lhe recomendei disse: "O risco das pessoas que deixar de crer em Deus não é o de não crerem em mais nada, mas sim o de crerem em qualquer coisa". E o que temos visto por aí? Afora os duendes e gnomos, a postura totalmente suícida e relativista ante a coisa e fatos da maior importância, como pudemos observar neste espaço mesmo. Não se trata pois, de IMPOR crença a ninguém. Mas sim de se EXIGIR RESPEITO pelos valores defendidos por esta crença e acolhidos pela grande maioria do povo brasileiro. Afinal, estamos ou não numa democracia? A chamada "ditadura da maioria"? Contra a voz desta maioria, estão sub-repticiamente querendo "forçar a barra" e isto é indmissível. Esta é a questão fulcral e que se liga diretamente à questão religiosa, não se tratando assim de discussão etérea, de forma alguma. Um abraço muito grande Richard Smith richardsmith@ig.com.br
30/08/2006 00:43Felipe Boaventura (Estagiário)Prezado Dr. Alexandre Cavalcanti, Primeirame...
Prezado Dr. Alexandre Cavalcanti, Primeiramente gostaria de agradecer pela paciência de acompanhar o debate, como já pontuei, acredito que este é melhor caminho para que possamos construir melhor nossa argumentação e nosso posicionamento acerca do assunto. Sinto necessidade de manifestar minha reserva à sua posição, não comungo de nenhum argumento a favor de aborto, senão àqueles legais. Descriminalizar o aborto seria inconstitucionalidade flagrante, o bem maior que enseja a tutela, senão a existência de nosso Estado do modo como ele é, incontestavelmente é a VIDA. Nosso Estado não seria de Direito Democrático senão para reservar do poder aqueles que outrora usurparam da sociedade sua vida e sua dignidade, não seria de Direito Democrático senão para assegurar a todos esse sagrado e natural direito à VIDA. A subjugação deste indisponível direito aos direitos que o senhor insiste suscitar, os enfileirarão às colunas de insolentes defensores de políticas higienistas e raciais, sinceramente, tenho plena convicção que descriminalizar o aborto é reverter toda a lógica legal que nossa sociedade insiste em consagrar, direta ou indiretamente. Um fraterno abraço! Felipe Boaventura (f_boaventura@yahoo.com.br)
30/08/2006 00:21Felipe Boaventura (Estagiário)Prezados Sr. Ricardo Smith, Acredito que a e...
Prezados Sr. Ricardo Smith, Acredito que a estamos perdendo o objeto de nosso debate com desnecessárias controvérsias. Concordo plenamente quando afirma que as origens da ética de nosso Estado cingem-se sobre os preceitos fundamentais da moral cristã. Realmente isso é fato inegável, nem o mais cético positivista poderia apontar origem diversa, contudo, acredito que afirmar que todo o ordenamento deve orientar-se aos paradigmas, ou senão, aos dogmas desta única fé, parece-me pretensioso e descabido. Nosso próprio ordenamento proíbe essa espécie de orientação, a vermos em primeiro plano os direitos fundamentais preconizados em nossa carta maior. Esclarecido o assunto, voltemos à discussão original. Ainda hoje estava discutindo a liberação da pílula com diversas pessoas, de colegas estudantes, a experientes criminalistas; pude observar que mais marcante que a falta de consenso jurídico na questão, é a falta de um consenso científico que possa delinear ou ao menos explicitar menos nebulosamente os limites que a norma jurídica deve tutelar. Nenhuma das partes, nem mesmos experientes juristas que defendiam com veemência a essência abortiva da pílula conheciam verdadeiramente subsídios BIOLÓGICOS capazes de ao menos os auxiliar na obtenção de um posicionamento melhor fundamentado. O que se prega sempre é que: 1) A mulher tem a prerrogativa de tutelar seus próprios interesses, e, portanto, tem o direito de abortar; 2) Não há aborto uma vez que sequer houve a gravidez, ou ainda; 3) O método interrompe involuntariamente a gravidez, como bem assim tipifica a norma. Ou seja, salvas raras exceções, diga-se de passagem, um específico professor que nas primeiras lições de direito civil muito bem já nos posicionou acerca da questão, ninguém se mostra verdadeiramente preocupado com a verdadeira materialidade da questão. A meu ver todos estão se antecipando em ilações abstratas acerca da espiritualidade, economicidade e liberdade da questão, e deixando para traz o que em primeiro plano deveriam pesquisar. O que nos vale neste momento é descobrir com precisão qual é o ponto sem volta do processo de reprodução humana, qual é o ponto onde a célula humana fecundada se transforma em um sujeito capaz de titularizar direitos. Um grande abraço! Felipe Boaventura (f_boaventura@yahoo.com.br)
29/08/2006 12:39Richard Smith (Consultor)Meu caro Dr. Alexandre Cavalcanti: A mim, co...
Meu caro Dr. Alexandre Cavalcanti: A mim, como cristão, interessa o respeito à Lei de Deus, à Lei Natural e à lei dos homens, quando estas, elaboradas por pessoas falíveis, não contrariarem aquelas. No caso presente, eu pergunto: quem defende o feto não-nascido, inteiramente indefeso e inocente? O senhor chega a culpar a Igreja por "proibir" o aborto e anti-concepcionalismo artificial, mas pergunto também: quem respeita estas proibições? Quem obriga alguém a ser católico? No mais, o que o senhor e outras pessoas da sua comunidade fazem por estas crianças, "abandonadas à própria sorte" pela Igreja (?!!!). A luta de certas pessoas, por imenso rancor e despeito, é contra a Igreja em sí, simplesmente por não suportar a sua sã doutrina. Doutrina esta que visa levar o Homem à felicidade nesta Terra e, futuramente, com Deus, na Eternidade. Lastimo. P.S. É inegável o progressivo (e acelerado, nos últimos tempos) afastamento das pessoas da religião e de Deus, ainda que na forma de um abstrato "ser superior". O senhor acha realmente que o mundo vem caminhando para "dias melhores". O senhor olharia nos olhos dos seus filhos e teria a coragem de dizer isto a eles? De coração? Passe bem.
29/08/2006 09:50araujocavalcanti (Advogado Autônomo - Civil)Richard Smith alguém em um passado que se perde...
Richard Smith alguém em um passado que se perdeu nas noites dos tempos afirmou: que a verdade nos tribunais se encontrava nos corredores e não nas salas de audiência. A justiça, também! Durante décadas algumas clínicas especializadas em "aborto", uma por sinal muito famosa em Bonsucesso, funcionou a todo vapor. NINGUÉM conseguiu fechar tal comércio, que manipulava uma cifra assustadora. As razões são óbvias. Conivências, interesses excusos, dinheiro. Inúmeros consultórios especializados, no Centro da Cidado de São Sebatião do Rio de Janeiro, por certo, existem como verdadeiramente incontáveis. Tentam misturar duas situações: religiosa de um lado e prática de outro. Não deu certo, nem nunca dará. Quem deveria optar por abortar ou não seria as MULHER. EXATAMENTE quem carrega em seu ventre o filho durante aproximadamente nove meses. A ela deveria corresponder o exato direito de saber de sua conveniência, necessidade, capacidade, amadurecimento, e demais afins de gerar ou não mais um ser humano. A Igreja como um todo é plenamente irresponsável, pois quando estimula o nascimento desordenado de crianças, quando inibe o aborto em todos os casos, o faz apenas DA BOCA PARA FORA, pois esta não ASSUME FINANCEIRAMENTE COM OS ÔNUS DE TAIS NASCIMENTOS. Razão pela qual podemos vislumbrar um contingente incontável de crianças carentes e necessitadas, abandonadas à própria sorte, que serve como propaganda para fins de arrecadação. Eis a realidade! AS ONGS que avocam para si o mesmo problema, são irresponsáveis, seguem a mesma linha, e ganham fortunas às custas da miséria de milhões de crianças... O Estado é irresponsável, pois vive a deriva, às custas do contribuinte, não gera senão despesas, e ao não permitir o refreamento de concepões, seja por meio do próprio aborto ou outros, aumenta o contigente de miseráveis. O que deveria ser opção feminina, até porque, reavivando, quem vai sofrer as conseqüências é ela própria, a MULHER, e infelizmente, por via reflexa a SOCIEDADE, exatamente quem paga a conta! Quando é que vamos deixar de prestigiar tanta demagogia? Quando? Os abortos deveriam ser legalizados em toda sua extensão e realizados em lugares tecnicamente apropriados, para que tantas vidas não viessem a correr riscos, sem nenhum tipo de preconceito. Remédios para um dia depois ou para um mês depois sempre vão existir, e farão parte daquele contingente de produtos "tidos comom proibidos" e vendidos no paralelo, por preços astronômicos. Milhares de mulheres se submetem a diversos meios tido como antiaceptivos, e vão continuar a fazê-lo independentemente de proibição religiosa ou normática. Pois a conveniência da sobrevivência nesta selva que se tornou a sociedade, é muito mais forte. Vemos o Estado como um dos maiores estelionatários, enquanto proíbe ao particular o mesmo direito. Vemos no dia a dia a Justiça plenamente perdida com dois pesos e uma medida. Qualquer coisa que vem do Tio San, tenho que ler diversas vezes, por não poder dar crédito a um povo que tem um histórico negro de conquistas e conquistas em detrimento de um morticínio desmesurado. Os fins justificam os meios, que fomenta a miséria, a guerra, a destruição para aparecer posteriormente como salvador. Não serve como parâmetro de seriedade para qualquer discussão. Conceitos religiosos são conceitos impalpávaeis. Conceitos sociais são aqueles nos quais se pode ver o povo no mais completo abandono, perdendo a cada dia o direito de ir e vir, de sobreviver,num emaranhado confuso de elocubrações filosóficas, plenamente inócuas para esta maioria popular. Enfim, eis uma oportunidade ...
29/08/2006 09:13araujocavalcanti (Advogado Autônomo - Civil)Felipe Boaventura, parabéns! Estado, leis, re...
Felipe Boaventura, parabéns! Estado, leis, regras, conceitos políticos, convivência social,dinheiro, respeito... pertencem um um certo universo: aquele do homem no dia a dia. É justo, por via do óbvio, a separação de religião, orações, deuses, espíritos, almas ... que pertence ao mundo do impalpável, de abstrações ... Realmente, historicamente, a tentiva da mistura de ambos, sempre redundou em algo anômalo. Muito boa a sua posição, pela lucidez e o emprego de cautela. Cada um pode expor na realização da primeira parte o aprendizado da segunda, o que seria, suponho o ideal. Fraternalmente!
28/08/2006 17:07Richard Smith (Consultor)Tenha paciência, por favor, e desculpe-me uma v...
Tenha paciência, por favor, e desculpe-me uma vez mais a troca do seu nome, caro Felipe.
28/08/2006 17:05Richard Smith (Consultor)Caro Flávio: Novamente ressalto a sua boa ca...
Caro Flávio: Novamente ressalto a sua boa capacidade de argumentação e o firme defender dos seus pontos de vista. Realmente admirável. No entanto, permita-me discordar ainda uma vez mais. Como mencionei anteriormente, não existe contradição entre a palavra revelada por Deus (Sagrada Escritura) e a ordem natural(Ciência). Ambas, tem um só Criador. Quanto ao ponto inicial da existência do ser humano, a experimentação cientifica já pode definir quanto à absoluta difernciação do blastomero do corpo da mãe. Isto é um fato. Lennart Nielsen o grande fotógrafo, que revolucionou a fotografia intrauterina, confessou-se, após a série de experimentações que teve a oportunidade de desenvolver, como crente e anti-aborto. Eu bato sempre numa certa tecla: Estado Laico é igual a Estado Anti-religioso. Nós, brasileiros, de curioso amálgama luso-indigena-africano, mas de extração nítidamente cristã, não podemos deixar de lado justamente este diferencial social-cultural. Somos todos, queiramos ou não, produto de uma mentalidade judaico-cristã. Olvidar isso seria como pretender reinventar a roda. Quando ela já está aí, ao alcançe de todos. Mais ainda, não creio, absolutamente, numa moral e numa ética, desligados da religião. O homem ao sabor de sí mesmo tende à desordem e ao pecado. Toda uma história humana nos prova isto com esmagadora facilidade. No mais, caro Flávio, aceite a palavra deste seu amigo aqui. Tenho 46 anos. Já bati muita cabeça por aí. Já propugnei muitas bobagens, por não ter tido, na época adequada, quem tivesse tido a caridade e a paciência de ter explicado para mim, de ter me emprestado ferramentas que são essenciais ao adequado entendimento das coisas como elas são DE FATO. Se então eu posso lhe fazer uma sugestação, é esta: procure nas livrarias católicas (Loyola principalmente) um pequeno e fininho (50 páginas aprox.) opúsculo das Edições Quadrante, denominado "Os Paradoxos do Cristianismo" do escritor Gilbert K. Chesterton. Um abraço grande.
28/08/2006 16:27Felipe Boaventura (Estagiário)Prezado Sr. Richard, desculpe-me também por tro...
Prezado Sr. Richard, desculpe-me também por trocar Richard por Ricardo. Realmente ainda sou jovem, preciso me policiar constantemente para que o entusiasmo não ofusque minhas opiniões, todavia, preciso também que meu entusiasmo garanta a defesa e fundamentação de meus posicionamentos. Estou muito grato pela atenção dispensada, debater minhas opiniões com V.Sa., só engrandece meu conhecimento, suas assertivas são mais que simples comentários são verdadeiras lições. Todavia, Sr. Richard, me amedronta resolver questões legais com o uso da fé cristã; certamente a espiritualidade é um bem de inestimável valor tanto à própria sociedade e sua história, quanto aos próprios seres humanos. Contudo, os princípios religiosos se valeriam mais para orientação dos crentes, do que para a definição de critérios legais positivamente legitimados em um sistema de direito democrático, estou certo que não preciso dissertar sobre nosso sistema constitucional para provar isso. A história já nos demonstrou com trágicos exemplos que aqueles que se legitimam à prerrogativa de interpretar as vontades emanadas pelas forças divinas, não logram êxito em disseminar aos jurisdicionados a mais razoável e aceitável justiça. E isso é fato incontestável, pois por mais que se tente subterfugir, o ser humano é imerso em seus próprios vícios, e infelizmente jamais seria capaz de positivar uma lei de que não é o autor, no atual estado moral em que se encontra. Nem a própria filosofia escolástica se prestaria a as legitimar. Os pilares do Estado devem se postar em oriente distinto dos pilares das Igrejas e da Fé. Outrossim, volvendo-me à discussão original, tenho que agora, mais ainda do que no começo da discussão, precisamos de um embasamento da ciência secular para definir qual é o ponto sem volta do processo de reprodução humana. Infelizmente Sr. Richard, não posso concordar com uma simples fundamentação religiosa para definir meu posicionamento acerca da questão, seria temerário, seria ousar experimentar o que nossos antepassados já malograram, seria autorizar o princípio fundamental que leva tantas civilizações a amargar sanguinárias e inconseqüentes lutas religiosas que em contra posto ao objetivo maior das religiões, só se prestaram até hoje a desligar a humanidade de sua natureza espiritual. Fraternalmente, Um abraço! Felipe Boaventura” (f_boaventura@yahoo.com.br)
28/08/2006 15:19Richard Smith (Consultor)p.s. Desculpe-me trocar Felipe por Fernando.
p.s. Desculpe-me trocar Felipe por Fernando.
28/08/2006 15:16Richard Smith (Consultor)Meu caro amigo Felipe: Você mesmo declara a ...
Meu caro amigo Felipe: Você mesmo declara a sua condição de estagiário, pelo que imagino que você seja jovem. Em assim sendo, a sua educação e a defesa dos seus pontos de vista são virtudes bastante enobrecedoras que podem permitir ver um bom e venturoso futuro para você. Mas também nunca se esqueça "a Verdade vos libertará". Eu poderia citar para você inúmeras outras situações concretas aonde, raciocínios sofistas e meias-verdades (= a inteiras mentiras), encobrem grandes mistificações. Eu sou contra "rótulos" (esquerda x direita, progressistas x conservadores, etc.) porque eu creio que eles pré-qualificam, geralmente de forma arbitrária e até mesmo maliciosa, impedindo uma visaõ abrangente de todos os lados da controvérsia ou da questão. Dito isto, ressalto que eu não me importo em absoluto de ser tachado de "conservador" em certas questões. No caso presente, como católico, acredito na inteireza do "Depósito da Fé" confiado por Cristo à Sua Igreja. Em assim sendo, entendo que a concepção se dá no encontro do espermatozóide e do óvulo, quando há a formação de um nôvo ser, único e inigualável e, portanto, dotado de alma imortal, de identidade e de direitos pessoais. EM que pese a sua total dependencia do útero materno é uma pessoa titular de direitos, o principal dos quais, da VIDA. Considere mais ainda que o principal instinto do ser humano (e de todos os seres vivos) é o da SOBREVIVÊNCIA. Isso faz com que tentemos nos proteger e fujamos das situações de perigo. Isso individualmente. No âmbito coletivo, tentamos nos organizar para cuidarmos uns dos outros e procedemos à REPRODUÇÃO para assegurarmos a continuidade da espécie. Ora, visto assim, é que ressalta, sem sofismas, o absurdo do aborto. Uma mãe, que teria de colocar em risco a própria vida (como tantas e tantas fazem, diga-se de passagem) para a defesa do seu filho, arranca, ou deixa arrancar este filho do seu ventre. Uma PESSOA absolutamente inocente e INDEFESA. Com isso mostra-se que o aborto é um absurdo ontológico, porque viola o instinto de sobrevivência, a necessária caridade para com os mais fracos e indefesos e a própria Lei natural, posto que o pratica é justamente quem deveria estar defendendo o filho! Quanto à contracepção artificial, a Igreja, como "Mater e Magistra" (mãe e mestra) a considera pecado grave, justamente porque evita a provável e necessária fecundação. É, neste sentido, QUASE como um aborto. Mas não o É, verdadeiramente falando, razãopela qual não devemos sofismar, aind mais em matéria tão séria. Por derradeiro, gostaria de apresentar ao amigo a seguinte meditação: A grande maioria dos abortistas são viscerais inimigos da pena de morte. Já reparou? Menos para o feto, inocente e indefeso! Não é uma contradição? Eu por minha vez, sou absolutamente a favor da pena de morte para algumas classes de crimes, hediondos e contra a vida e radicalmente contra o aborto, em NENHUMA circunstância! Aliás a respeito, uma outra consideração: se uma vítima de estupro se dirigisse à casa do estuprador e esfaqueasse até a morte a sua (dele)linda filhinha que estivesse brincando no portão, o que aconteceria? Como seria tratada esta "louca" pela Sociedade, ainda mais em se considerando que, pelo noso ordenamento jurídico, a pena não pode ultrapassar a pessoa do agente? Mas, a nossa Sociedade, tolera, quando não incentiva, que a estuprada faça o chamado aborto "legal" (?!!!) contra o filho havido do estupro. Filho este que possui 23 cromossomos seus, além dos 23 do monstro. Que culpa tem esta criança? Como reparar o mal feito, aplacar o desejo de vingança ou simplemente pretender poupar 9 meses de "sofrimento" (será?) MATANDO um outro ser humano? Meu querido amigo. Para Deus, que nos criou a todos não existem "Relativismos". Não existe uma menina "quase-virgem"; não existe um defunto "quase-vivo" (por mais rosadinho que esteja) nem ninguém "quase-honesto", porque é honesto e trabalhador 364 dias por ano, mas na terça-feira de carnaval, põe uma meia na cabeça e sai por aí assaltando! É por isso que entre tantas e tantas modas e "politicamente corretos" que andam por aí, eu ainda prefiro ficar com o Cristo que disse: "Seja o seu sim, sim. O seu não, não. Tudo o mais provém do maligno". É o que eu gostaria de colocar, para a sua consideração. Retribuo sinceramente o seu fraterno abraço.
28/08/2006 14:21Felipe Boaventura (Estagiário)Prezado Sr. Ricardo Smith, Também gostaria d...
Prezado Sr. Ricardo Smith, Também gostaria de agradecer sua atenção em considerar minhas singelas opiniões e ainda em tecer tão argumentado comentário, cuja riqueza e claridade certamente embaraçarão qualquer pretenso dissenso de minha parte. Contudo, se faz certo e necessário aduzir algumas singelas ressalvas, não para desconstruir a autoridade com a qual o sr. preconiza seus argumentos, mas sim para melhorar a análise da legalidade da questão tema da discussão. Toda a construção lógica de sua argumentação cinge-se sobre a hipótese de que a concepção se dá no momento da singamia celular, da fecundação do ovo (gameta feminino) pelo espermatozóide (gameta masculino). Ora, não tenho autoridade para postular nas ciências biológicas, mas será que a singamia seria o ponto irreversível do processo de reprodução humana? Afirmar que sim ou que não, sem que o consenso da ciência assim se acerte, Sr. Ricardo, seria desenfreada pretensão nossa. Temos de ser cautelosos, vale lembrar que o organismo feminino, só identifica a gravidez após a nidação do ovo na cavidade intra-uterina. Se considerarmos a singamia como o momento exato da concepção, sem que a doutrina científica nos “avalize”, estaríamos a um passo de considerar todas os demais métodos anti conceptivos como impeditivos ou até mesmo abortivos, uma vez que os mesmo estariam a frustrar um incipiente direito à vida. No mais, realmente me surpreendi com a verdade sobre a morte do astrônomo Galileu, desconhecia essa versão dos fatos. Por fim, gostaria de atentar que não sou defensor de nenhuma espécie de política higienista, tampouco de qualquer controle estatal da natalidade, só questiono os posicionamentos acerca da legalidade da pílula do dia seguinte, por acreditar que o conservadorismo desavisado pode atrasar muito o nosso desenvolvimento, não temos que aceitar todas as modernidades que a vida nos apresenta, mas temos o dever de analisá-las minuciosamente antes de refutá-las ou festejá-las. Fraterno abraço! Felipe Boaventura
28/08/2006 11:25Richard Smith (Consultor)Meu caro amigo "semente": É muit triste a su...
Meu caro amigo "semente": É muit triste a sua comparação entre um ser humano criado "á imagem de semelhança de Deus e uma semente de laranja. Quem não defende a vida de um não- nascido ainda, acabará por também não defender a de um deficiente físico (indivíduo bem pior do que o não-nascido que poderá ser inteiramente saudável, não?) ou de um idoso (que nada mais rpoduz, causando "prejuízo social") ou de um doente terminal ("vamos abreviar a sua dor e incomodo") ou até mesmo de um doente "chato" que está dando muito trabalho e despesa. Até chegar o seu próprio dia. Ou não são os morenos inferiores aos loiros? Ou os baixinhos ao altos? Ou os feios aos bonitos? Você não vê, meu caro semente, a interligação de tudo isto? E se o seu papai e a sua mamãe resolvessem ter cuspido fora a "semente"?
28/08/2006 11:15Richard Smith (Consultor)Caro Fernando: Agradeço a sua atenção ao ler...
Caro Fernando: Agradeço a sua atenção ao ler o meu humilde comentário e a bondade de comentá-lo por sua vez, ainda mais com muita educação. Todavia, o amor à verdade me leva a fazer alguns reparos aos seus comentários. Primeiramente, amigo Felipe, você diz que a questão é nebulosa para o mundo jurídico. Diz ainda, adiante, que opiniões deverão ser respaldadas por argumentos científicos. De preferência com o auxíliode um "consenso cientifico" e eu considero essas afirmações como um engano de sua parte, senão vejamos a) A pílula do dia seguinte é um preparado a base de hormônios (estrogênio, estrogênio/progestogênio ou apenas progestogênio) que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente "anti-implantação", isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio de blástula ou blastocito seja implantado na parede uterina (endométrio) por um processo de alteração química dessa própria parede. O resultado final será assim a expulsão e a perda desse embrião. b - Se considerarmos que a vida começa na CONCEPÇÃO, houve a expulsão, por ato VOLUNTÁRIO, de um ser humano concepto. E isso é um ABORTO, o que contraria, como dito, a lei ordinária, a Constituição e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário - e que ganharam nova relevância com o Advento da Emenda Constitucional nº. 45. Tudo o mais, meu caro Felipe, são tergiversações. Chamo a sua atenção para o fato de que os abortistas (militantes a favor do aborto) emprgarem, desonestamente, vários eufemismos para designarem fatos, situações e pessoas (o feto, no caso), simplesmente porquê não querem chamar a atenção (e a desaprovação) da maioria da população. A isso se denomina engôdo e má-fé. Além do seu clamor por um "consenso científico" duas outras coisas chamaram-me a atenção no seu comentário. O primeiro, uma defesa explícita do chamado "controle da natalidade", moda nos anos 70 do século passado, em função de leituras malthusianas do futuro da humanidade. Ora meu amigo, o Brasil, país-continente, precisaria de O DOBRO da atual população. Não acredita? É só raciocinarmos: Os Estados Unidos tem uma área menor do que a do Brasil, se excluirmos o Alasca e tem 290 milhões de habitantes, contra 190 milhões nossos. O problema está na concentração dessa população em condições sub-humanas nos grandes centros e na iníqua (a palavra é bem essa) distribuição de renda. Então, a solução para o nosos país não é limitar nascimento de pobres, mas sim dar adequadas condições e chances a todos nascidos, o que não é tão absurdamente dificil assim. A segunda coisa foi a sua obscura menção a uma certa "obscuridade do direito teocrático". O que será isso? Por quê é que quando se menciona a Igreja, ainda mais no contexto de ciências ou de "liberdade humana" sempre se fala em obscuridade daquela? Isso não será mais um destes desgastados chavões? Dou-lhe um exemplo: Ainda no dia de ontem, o "Fantástico" apresentou mais um capitulo de uma série "cientifica" denominada "Poeira das Estrelas". Nele foi dito que Galileu Galilei foiocndenado pela Igreja ("obscurantista") porque defendia o sistema Heliocentrico de Copérnico (que era um religioso, um cônego). Mais ainda, disse que Galileu havia sido condenado pela Inquisição a "prisão domiciliar" aonde teria morrido. Ó cruel Igreja, não? Só que a verdade dos fatos é bem outra: a) A Igreja aceitava o sistema geocentrico definido pelo filósofo Aristóteles, antes de Cristo; b) O sistema heliocentrico, havia sido definido por Nicolau Copérnico (que era um religioso, um cônego) quase 100 anos antes e era aceito pela Igreja como HIPÓTESE até que fosse cintificamente comprovado; c) Galileu Galilei que por soberba havia se indisposto com um grupo de aristotélicos, tentou comprovar o helicentrismo atrave´s de um método errado "método das marés"; d) para tanto escreveu um livro, na forma de um diálogo entre três pessoas, uma delas, o aristotélico Simplício é retratado como pessoa limitada e arcaica; e) Galileu era amigo pessoal do Cardeal Maffeu Barberini que se tornou Papa com o nome de Urbano VIII f) além do argumento errado, que não comprovava definitivamente o heliocentrismo e além de uma "armação" para obter a liberação do livro, ainda convenceram o Papa Urbano VIII, os inimigos de Galileu, que o personagem Simplício do livro tinha sido feito com base no próprio Papa, que se enfureceu. Pura intriga. g) Encaminhou o Papa o caso ao Santo Ofício por suspeita de heresia e, pior, por desobediência (pela fraude na publicação do livro) que chamou Galileu para se explicar. Em quatro sessões, em 1533, Galileu foi explicando-se, sendo que na última, em 21 de julho abjurou, sem contudo jamais pronunciar aquela frase íntima "eppur si muove"; h) foi condenado a 3 anos de prisão, pena esta que o amigo e Papa Urbano VII comutou no mesmo dia. Cumpriu 5 meses e oito dias de "prisão" na casa do embaixador de Florença e na casa do Arcebispo Piccolomini. Em 10 de dezembro foi autorizado a retornar a Florença, aonde viveu livremente até a sua morte, em 1642, asssitido por sacerdotes envados pelo próprio São José de Calasans. Daí que: a) Os fatos apresentados no Fantástico, numa série pretensamente cientifica, são ERRADOS ou simplesmente FALSOS; b) Galileu não "foi morto pela Inquisição" como já houvi de um professor de História da USP (!!!); c) Que a Igreja não foi obscurantista, mas apenas procurou refrear uma onda de "revisionismo" da Sagrada Escritura, naqueles tempos da Reforma Protestante. (em outros tempos, o caso Galileu jamais teria ocorrido, sendo que jamais ocorreu novamente); d) Não existe, como NUNCA existiu qualquer dicotomia entre a Sagrada Escritura (Fé) natureza (ciência) e) existem pessoas que com extrema má-fé procuram criar essa dicotomia, em proveito próprio, sempre com o uso da desinformação e da mentira. Um abraço.
28/08/2006 10:30João Bosco Ferrara (Outros)Decisão sábia essa dos EUA. Enganam-se, redonda...
Decisão sábia essa dos EUA. Enganam-se, redondamente, os que vêem na pílula do dia seguinte, assim como no aborto, um crime. É crime aqui, entre nós (e em alguns outros países), onde se nutre uma visão distorcida da realidade e da natureza. Se o aborto é crime, chupar laranja e cuspir o caroço também deveria ser (crime ambiental, equivalente a cortar uma árvore, não deixá-la florescer). Essa hipocrisia humana será a grande responsável pelo holocausto da humanidade. O Planeta não comporta tanta gente, e um controle da natalidade se necessário e urgente. Não fosse por isso, ainda há que se considerar o fato de sermos racionais e, exatamente em razão disso, impomos, por meio de normas jurídicas, o autocontrole da manifestação pura de nossos instintos. Daí não ser possível deixar de reconhecer que fazemos sexo só pelo prazer que ele nos proporciona, sem a menor pretensão de procriar. Por que, então, ocorrendo a fecundação da mulher, não se pode evitar o desenvolvimento e nascimento de um ser que não era desejado e nem constituiu o motivo da relação sexual? Nada justifica a imposição a não ser o mandamento legal enquanto opção política, sem nenhum fundamento material ou racional. Um filho deve ser algo planejado, querido, máxime nos dias de hoje. E vou além, essa vontade deve ser concorrente, do homem e da mulher. Basta que um deles não queira para que o outro se lhe sujeite. Por isso, enquanto o aborto for considerado crime, quem o praticar receberá as penas cominadas na lei, mas defendo a descriminalização dessa prática.
28/08/2006 09:11Felipe Boaventura (Estagiário)Prezado Sr. Richard, Acredito que a seara ai...
Prezado Sr. Richard, Acredito que a seara ainda é muito nebulosa para o mundo jurídico, infelizmente nossas opiniões não passarão de meras opiniões sem uma razoável ratificação científica. É muita presunção afirmar que a pílula do dia seguinte é criminosa, sem antes se embasar em um razoável consenso científico. De qualquer maneira, só discutindo mesmo é que nós podemos chegar a algum ponto de equilíbrio entre a proteção ao objeto do tipo e a prerrogativa ao controle da natalidade. Olvidar-nos do respaldo da ciência para resolvermos essa questão é o mesmo que retroceder à obscuridade do direito teocrático. Felipe Boaventura”
27/08/2006 12:05Richard Smith (Consultor)Lendo as notícias anteriores anexas a esse tópi...
Lendo as notícias anteriores anexas a esse tópico, podemos constatar duas coisas: Nos Estados Unidos, aonde o aborto foi sendo sub-reptíciamente instalado (quem pode acompanhar a evolução do caso Roe x Wade, percebeu com facilidade a introdução do Cavalo de Tróia), a decisão acima noticiada, apesar de terrível, é coerente. No caso do Brasil, porém, pode-se perceber, também com facilidade que as coisa caminham na mesma direção. Com efeito, à despeito do preceituado no Código Penal, à despeito das garantias inseridas na Constituição Federal à pessoa humana, DESDE A SUA CONCEPÇÃO e à despeito da oposição da M A I O R I A (78%)da população brasileira (ao contrário da americana)ao aborto, vem, este aborto de governo, vem adotando medidas, sub-reptícias, de instalação do aborto, de fato, neste País. Eufemismos como o da notícia acima: "brecar os 3 milhões de casos de gravidez não-planejada" (= a 3 milhões de ASSASSINATOS, número igual ao de vítimas do genocídio perpetrado pelo demente Pol Pot no Camboja! Só que pelas mãos de suas próprias mães!) ou "não é abortivo, simplesmente impede a evolução da gravidez" (?!!!) tentam mascarar o óbvio. A pílula do dia seguinte impede a nidação do ôvo (óvulo JÁ FERTILIZADO) no útero, ou mesmo promove a sua expulsão, pela descamação do endométrio. Trata-se sim de aborto de feto já concebido e, portanto, de CRIME que viola a lei ordinária, a Constituição Federal e o Tratado da COsta Rica, da qual ´Brasil é signatário. Precisa mais?! É nosso dever, como cidadãos e como homens de bem, exercer a maior e mais eficaz oposição a esta verdadeira traição perpetrada pela "zelites" que estão a testa desta flagelada Nação! Abaixo este governo herodiano, de assassinos de inocentes. Intervenção no Judiciário JÁ!

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