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Sem liberdade

Líder dos sem-terra tem pedido de liberdade negado

O coordenador regional do MST, Jaime Amorim, deve continuar preso. A decisão é do desembargador Gustavo Augusto Lima, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que rejeitou pedido de relaxamento de prisão do líder dos sem-terra. Amorim foi preso na tarde de segunda-feira (21/8) quando saía do velório de Josias Barros, outro coordenador do MST, morto no domingo. As informações são da Agência Globo.

Jaime responde a processo por atos de vandalismo que, segundo a ação, ocorreram no ano passado em frente ao Consulado dos Estados Unidos durante um protesto contra a visita do presidente George W. Bush ao Brasil. O MST informou que começa a discutir a melhor forma de mobilizar sua militância para protestar contra a prisão do coordenador.

Na segunda-feira, foram identificados três acusados de participar do assassinato dos líderes dos sem-terra. São eles: Cícero Soares de Melo Conceição, de 42 anos, o filho dele, de 16 anos, e um terceiro homem conhecido como Luiz Nanai. Eles fazem parte do MST e estão foragidos.

Em nota divulgada nesta terça, o MST repudiou a prisão de Amorim, que considerou “arbitrária” e uma “intensificação do processo de criminalização” dos sem-terra. Segundo o MST, o objetivo da prisão é “confundir a opinião pública e tirar o foco do motivo dos assassinatos”.

Leia íntegra da nota

A Direção Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco vem a público repudiar a intensificação do processo de criminalização do MST. A ação do governo do Estado, com a prisão e perseguição dos militantes do Movimento, é claramente realizada através do aparato policial e judiciário.

Em um momento de dor e tristeza, em que enterramos dois de nossos dirigentes estaduais, assassinados no domingo (20/08), a Polícia Militar de Pernambuco prendeu arbitrariamente o integrante da coordenação nacional do MST, Jaime Amorim. Enquanto a PM usou todo o seu aparato para deter o Sem Terra, nenhum esforço foi feito para prender os assassinos dos companheiros Josias Barros e Samuel Matias Barbosa.

Ao contrário do que a polícia e parte da imprensa local querem fazer crer, os dois dirigentes estaduais não foram assassinados por outros companheiros do MST, mas sim por pessoas infiltradas no acampamento, que tinham como intuito desmobilizar os agricultores Sem Terra e desmoralizar o Movimento. Eles foram mortos defendendo a bandeira da Reforma Agrária contra a manipulação política e os interesses do capital.

A prisão de Jaime Amorim nesse momento tem o objetivo de confundir a opinião pública e tirar o foco do motivo dos assassinatos. Diante disso, a posição da Direção Estadual do MST em Pernambuco é de exigir a libertação imediata de Jaime Amorim e a prisão dos assassinos de Josias e Samuel.

Ontem (21/08) foi encaminhado pedido de hábeas corpus ao Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Dr. Fausto Freitas, para a libertação imediata de Jaime Amorim. Também já foi dado início ao processo de pressão política junto ao Ministério Público de Pernambuco para exigir a prisão dos culpados pelas mortes de Josias e Samuel.

DIREÇAO ESTADUAL DO MST - PE

Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2006, 20h19

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