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Revolução pelo voto

Ministro Marco Aurélio pede que eleitor seja responsável ao votar

“Quem não obedece à lei não merece respeito e muito menos o seu voto.” A observação é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio, em pronunciamento feito em cadeia nacional de rádio e televisão, nesta segunda-feira (14/8).

A partir de terça-feira (15/8) até o dia 28 de setembro, a propaganda eleitoral gratuita, na televisão e no rádio, está liberada. Por isso, o ministro pede que, antes de decidir o seu voto, o eleitor conheça os seus candidatos e preste atenção “no que dizem e como se comportam, no que fizeram no passado e, principalmente, saber se essas pessoas são de fato pessoas corretas e cumpridoras dos deveres”.

O presidente do TSE ressalta que é preciso responsabilidade para votar, já que a escolha dos representantes vai refletir no cotidiano de cada eleitor: “no preço dos alimentos, na qualidade do ensino, nos investimentos na área da saúde, da habitação, dos transportes, da segurança, na taxa de juros, no valor dos impostos, em tudo!”.

No dia 1º de outubro, o brasileiro vai escolher o presidente da República, o seu governador, senador, deputado estadual e federal. Para ajudar o eleitor, alguns sites disponibilizam informações sobre os candidatos: TSE, Transparência Brasil, Voto Consciente e Voto Aberto.

Leia a íntegra do pronunciamento

Cidadão brasileiro,

Amanhã começará a propaganda eleitoral no rádio e televisão. Mas a campanha já está nas ruas, com os candidatos procurando apresentar e convencer sobre propostas e projetos próprios. É hora de prestar atenção no que dizem e como se comportam, no que fizeram no passado e, principalmente, de saber se essas pessoas são de fato pessoas corretas e cumpridoras dos deveres. Quem não obedece à lei não merece respeito e muito menos o seu voto.

Esta eleição, como as outras, é muito importante. Você escolherá o Presidente da República, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais, que decidirão o que é melhor para o Brasil. E isso refletirá diretamente no nosso dia-a-dia: no preço dos alimentos, na qualidade do ensino, nos investimentos na área da saúde, da habitação, dos transportes, da segurança, na taxa de juros, no valor dos impostos, em tudo!

Eles decidirão sobre quase todas as coisas que afetam a nossa vida, mas, no dia 1° de outubro, você será o patrão, o chefe. Você selecionará, entre tantos candidatos, aqueles que considerar os mais dignos, os mais bem preparados para conduzir a Nação nos próximos anos. O voto, embora individualizado, a tantos outros se somará, formando a maioria necessária para consagrar os vencedores, que terão como tarefa representar os cidadãos brasileiros. Lembre-se, caro eleitor: nenhum deles será nomeado e sim eleito, escolhido diretamente pelo voto de cada um dos quase 126 milhões de eleitores do País.

O momento requer a maior atenção. Observe a situação de hoje a exigir de todos nós muita responsabilidade. Sim, devemos exercer a cidadania com os olhos voltados à preocupação com o bem-estar geral, com o patrimônio público. O poder é do povo, que o transfere a homens cujo único interesse, nessa caminhada, deve ser o de bem servir. Daí a necessidade de estarmos atentos, fazendo, nesses dias de campanha eleitoral, o exame criterioso dos candidatos e de suas propostas, desprezando aqueles que prometem coisas absurdas, deixando de levar em conta somente a simples fachada. Olhemos a vida profissional dos candidatos, analisando tudo com muito cuidado, não nos deixando enganar.

É preciso não esquecer que as conseqüências das eleições são duradouras, repercutindo no desempenho de instituições, nos lares, na existência de direitos a serem exercidos. Os problemas nacionais — da atualidade e do futuro — prejudicam a todos. A cobrança e a vinda de resultados, de dias tranqüilos, pressupõem a escolha consciente, a escolha dos melhores.

A fase que antecede o dia das eleições — a propaganda eleitoral — tem objetivo único: possibilitar que os eleitores saibam quem são as pessoas que dirigirão, nos mais diversos postos, os nossos destinos. É hora de nos prepararmos para a verdadeira revolução, que é a revolução pelo voto. Aproveite, eleitor, o conhecimento adquirido com a propaganda eleitoral e não se omita quanto ao que pode e deve fazer em benefício da Nação, do crescimento geral.

Lembre-se de que, ao depositar o voto na urna, você estará demonstrando confiança em um futuro melhor. Por isso, o seu voto é muito, muito importante. Não se omita, nem desanime. Participe e mostre todo o seu empenho e poder.

Pense e vote. O Brasil será o resultado do seu voto. O Brasil está em suas mãos!

Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2006, 20h06

Comentários de leitores

9 comentários

Prezado Sr. Ministro Marco Aurélio me perdoe, m...

Duda (Bacharel - Consumidor)

Prezado Sr. Ministro Marco Aurélio me perdoe, mas os seus comentários não faz qualquer sentido e o discurso é sempre o mesmo. Não é possível, devemos usar nariz de palhaço... Povo brasileiro vamos ficar atentos aos escândalos ocorridos nos últimos anos, pelo amor de DEUS não vote nos pilantras e nem naqueles que formam absolvidos pelos próprios deputados e também aqueles que renunciaram. Acompanhe no site dos deputados federais e estaduas os gastos mensais, um absurdo gera em torno para cada um R$ 15.000,00.

Diante das falcatruas e procedimentos de corrup...

gilberto prado (Consultor)

Diante das falcatruas e procedimentos de corrupção, com partidos fazendo as manobras de seus interesses, ignorando o eleitorado, so resta a opção do voto nulo, manifestação legitima e democratica contra o estado de coisa que ai está.

Toda vez que vejo exortações desse tipo, para `...

Ana Só (Outros)

Toda vez que vejo exortações desse tipo, para `votar consciente´sinto um mal-estar como eleitora (forçada, diga-se de passagem). Pois para mim, isso é muito kafkiano, surrealista demais. O horário político que sirva de ilustração. Não é possível conhecer nenhum candidato. Todos são produtos de marketing, nenhum deles vem a público dizer a verdade. Entendo apenas que estou num país onde há milhares de desempregados que, inocentemente, são obrigados a dar emprego a alguns mais espertos, pelo voto, e que esse emprego será logo abandonado para o candidato eleito participe da próxima campanha eleitoral, isto é, consiga sua imerecida `promoção´. Damos emprego a homens que estão na mídia dizendo sempre as mesmas coisas e as mesmas mentiras, e... e basta. É preciso reinventar o sistema de recrutamento e seleção desse pessoal. Não dá pra jogar nas costas do eleitor a responsabilidade de `escolher certo´, enquanto a HONESTIDADE não for levada a sério.

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