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Violência organizada

Criminosos atacam Ministério Público em nova onda de violência

O crime organizado promoveu pelo menos 50 ataques na madrugada desta segunda-feira (7/7), em São Paulo. Eles começaram por volta das 4h da madrugada. Um dos mais violentos foi contra a sede do Ministério Público estadual, na região central da capital paulista, onde uma bomba explodiu. A entrada do prédio foi danificada e as vidraças no terceiro andar ficaram estilhaçadas.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, afirmou que o MP fará um balanço dos prejuízos materiais. Uma equipe de perícia da Polícia Civil e um pessoal de engenharia do próprio MP estiveram no local para calcular os prejuízos.

Em entrevista coletiva, Pinho disse que os promotores “não vão se intimidar, continuarão reprimindo as organizações criminosas e investigando os advogados que fazem o papel de pombos-correio”. O procurador-geral de Justiça afirmou também que os ataques desta madrugada mostram ao Congresso Nacional que é urgente a aprovação das medidas legislativas encaminhadas pelo MP paulista a Brasília. O Ministério Público pede a revisão de diversos pontos da legislação penal.

Entre as mudanças, o MP defende que os líderes de organizações criminosas como o PCC possam ficar isolados por um prazo maior do que o de dois anos permitido pela lei. Para Pinho, “o período de dois anos de permanência no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) não é suficiente para quebrar o contato com a base da organização nem para impedir novas ações criminosas”.

Outros alvos

O Fórum de Santo André também foi alvo de ataques à bomba. Houve apenas danos materiais. Um balanço parcial dos ataques indica que 23 ônibus foram incendiados, a maioria nas cidades de Mauá e Santo André, no ABC paulista. A capital paulista e a cidade de Jundiaí também tiveram ônibus incendiados.

Quatorze agências bancárias, caixas eletrônicos e pelo menos cinco postos de gasolina foram atacados. Num deles, na Marginal Tietê, os marginais colocaram fogo num caminhão que estava estacionado no local.

Três bases da Guarda Civil foram alvo dos bandidos, uma delas no Capão Redondo, na zona sul. A Secretaria da Fazenda foi danificada por granadas. Um funcionário da Secretaria da Fazenda, que trabalhava no local, disse que três explosões fizeram tremer todo o prédio. Ele chegou a ver os três homens que arremessaram as bombas.

O prédio da Secretaria da Fazenda, na região central, próximo ao PoupaTempo, também foi alvo de incendiários. Duas viaturas da Polícia Civil foram incendiadas no estacionamento em frente ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, o Deic, na zona norte da capital.

*Com informações da Agência Globo e da Agência Estado. Texto atualizado às 13h.

Revista Consultor Jurídico, 7 de agosto de 2006, 10h32

Comentários de leitores

23 comentários

Meu caro amigo Comentarista: Agradeço a sua ...

Richard Smith (Consultor)

Meu caro amigo Comentarista: Agradeço a sua consideração. Eu geralmente não gosto de rótulos, porque quem rotula, "massifica" a sua opinião, correndo com isto o risco de cair na pasteurização das idéias e de perder a minúcia da coisa. Infelizmente o que temos visto hoje em dia é, realmente, a "massificação" da opinião. Despejam-se chavões aqui e acolá e...bingo! Respostas prontas para quaisquer ocasiões. Creio que o famoso episódio do plebiscito do desarmamento é bastante ilustrador do que eu estou dizendo. No caso da Pena de Morte, a desinformação e o "acho que..." é que predomina. A pena de morte é admitida até pelo "novo" Catecismo da Igreja Católica, respeitando bi-milenar orientação. E por quê? Porque existe e sempre existiu, efetivamente, uma classe de crimes que, pelo seu potencial ofensivo, a Deus e à Sociedade (organização de pessoas, desejada por Deus, para o mútuo suporte e engrandecimento) exige também punição exemplar e diferenciada. E ao contrário do que muitos pregam, sem raciocinar adequadamente, esta pena além de servir à Justiça, também serve à Misericórdia. A uma porque dá ao condenado a chance de se arrepender e se colocar em paza com Deus e com a Sociedade; A duas, porque também evita o agravamento da sua condição com a perpetração de novos crimes, da mesma ou de assemelhada natureza. Essa é parte da visão teológica da Igreja acerca da pena de morte. Agora muitos dizem: "Não Matarás! É o mandamento." Esqueçendo-se apenas de que o indicativo do verbo é "TÚ". "[Tú] não matarás". Ou seja, a pessoa privada. Não se pode esquecer que os dez Mandamentos foram dados pela Misericórdia de Deus, para o nosso proveito e bem. Os primeiros para normatizar o culto e o respeito devido a Deus e os últimos, para regulamentar a nossa vida em comum. Dai a sua razão, porque se fosse dado mentir, roubar, cobiçar as coisas e, principalmente, a mulher do próximo, abandonar os país e, MATAR livremente, simplesmente seria impossível a cosntituição de uma Sociedade viável, pois o convívio seria impossível. Agora, o governante e as autoridades a ele subordinadas, TEM SIM, o poder de matar, na defesa desta sociedade. O próprio Cristo reconhece isto. Quando Pilatos lhe diz: "Não sabeis que tenho o poder de condená-lo à morte?" Cristo não o contesta, mas sim afirma "Não terieis este poder, SE NÃO LHE FOSSEIS DADO DO ALTO.". Adiante, na cruz, não desmente o "bom ladrão", São Dimas, quando este censura a Gestas dizendo; "Merecemos esta condenação". E no Apocalipse (13:5)lemos: "Importa que quem mate pela espada, seja morto pela espada." Como se pode ver, a pena de morte não tem nada de absurda ou imoral ou irreligiosa, tratando-se de JUSTO CASTIGO para quem incidiu nos crimes por ela puníveis. Simples assim. Agora, consideremos que ela não existe no nosso atual ordenamento jurídico. O que fazer ante a situação presente? Pergunto uma vez mais. Quando o Sr. Marcola tem a ousadia inominável de dizer ao diretor do DEIC: "Eu POSSO entrar em uma delegacia e matar quem eu quiser e vocês não podem entrar na minha cela e me matar." o que fazer? Qual deve ser a resposta a esse celerado que escolhe e manda qualquer zé-mané a seu soldo emboscar pais-de-família na frente dos seus filhos, na porta de casa? Se os senhores comentaristas todos puderem me dar uma solução viável (não- utópica) e condizente com o grau de desgoverno e "bunda-molice" que estamos vivendo, estou disposto a escutar e considerar. Na ausência... Aproveito para contar uma outra historinha: Nos idos do fim da década de 50, quando Janio Quadros era governador, um estelionatário foi preso pelo DI(Departamento de Investigações, atual DEIC). Quando observou que todos os presos, para investigação ou averiguação, eram interrogados "à cabocla", simulou excruciantes dores e foi levado ao PS do Hospital das Clínicas. Lá, aproveitando-se do sensacionalismo de um repórter setorista policial, de apelido "Reche-Reche", "denunciou" que estava todo quebrado por dentro, quase para morrer, vítima de um novo tipo de tortura inventado no DEIC, "que não deixava marcas". Houve uma grande repercussão. Jânio Quadros, que se preparava para disputar as próximas eleições presidenciais, correu até o leito do "171" e solidarizando-se em lágrimas com a pobre "vítima", exigiu, pelos jornais, que o Delegado-Geral removesse o diretor do D.I. Imediatamente, e por um sentimento de "união de classe", a Polícia CIvil PAROU na Capital. Em função desta parada, houve um verdadeiro loteamento ("A natureza odeia o vácuo") dos bairros da cidade entre as quadrilhas de bandidos ("Praga-de-Mãe", "Bidula Branco", "Bidula Prêto", "Sete Dedos", etc.) com um aumento vertiginoso dos casos mais escabrosos da paróquia. E assim foi, por quase dois meses. A situação somente se regularizou quando o Sr. Governador detrminou a recondução do afastado ao cargo. Imediatamente foi formado o "setor de assaltos" no D.I. Com poucos homens - mas trabalhando em média 18 horas por dia - em um mês houve uma "limpa" na cidade. Quem não fugiu, "deitou". E o porque desta história? Primeiro: solução existe, basta culhão; Segundo: a Polícia é a "grade do bueiro" da Sociedade, todo o lixo pára alí. Ninguém gosta da Polícia, mas é para lá que correm quando coisas ruins(crimes)acontecem, razão pela qual ela deve ser altamente profissionalizada, equipada, remunerada e, principalmente, apoiada, coisa a qual não vem acontecendo faz muito tempo; terceiro: Os próprios policiais devem ter dignidade e "espírito de corpo" (o bom, não o ruim), ou seja, jamais a Polícia devia ter permitido ser afrontada por um governador, no mínimo, equivocado. Os governos passam, mas a Polícia, como intituição permanente, fica; Volto então a perguntar: o que fazer no momento presente quando se sabe que o Emmo. e MM. Superior Tribunal de Justiça julga que o porte de celular nos presídios não é falta grave, por exemplo. LEGITIMA DEFESA SOCIAL? Sim, absolutamente. E atenção, não sou nenhum brucutu troglodita, mas simplesmente não suporto "abraços" em Lagoa e nem no Ibirapuera. Quanto ao Sr. "Picolé de Chuchu", tenha-se sempre em mente que ele foi o candidato escolhido "para perder". Ninguém acreditava na sua candidatura. Acredito que, por este motivo e por outros mais, ele possa surpreender num eventual governo. As opções diretas são: O Nefasto - que deverá ser exorcizado do Palácio do Planalto no dia 15 de novembro próximo, se Deus quiser - e a D. Lula Antiga - com a mesma cara de quem usa cueca apertada, que o Nefasto tinha na eleição de 1990 antes da fase "paz e amor". De D. Helena somente podemos esperar o mesmo tipo de medida que o PT propugnava então. Para quem gosta... Sinceros abraços.

Criminosos? Alguem viu algum carro com a inscri...

Bira (Industrial)

Criminosos? Alguem viu algum carro com a inscrição PCC ou recebeu alguma comunicação do lider via pombo correio?. Ah não., então foram atos de simples vandalismo oportunista e com certeza eleitoral. Porque vans não são incendiadas? Porque Brasilia não é atacada? Muito estranho.

Caro Professor Armando do Prado, Parabéns pe...

Comentarista (Outros)

Caro Professor Armando do Prado, Parabéns pelo seu comentário, que, como de praxe, foi excelente, pontual e irretocável. Creio que seus alunos e ex-alunos devem se sentir orgulhosos de terem sido ensinados por alguém o senhor, uma pessoa sensata, humanista e politicamente correta. Enfim, tudo o que um professor que se preze deveria ser! Um grande e sincero abraço.

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