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OAB na ditadura

Advogado Cid Vieira lança livro sobre ação da OAB na ditadura

O advogado criminalista Cid Vieira de Souza Filho lança o livro OAB X Ditadura Militar, na próxima segunda-feira (3/4), às 18h30, na Sociedade Harmonia de Tênis, em São Paulo.

A obra apresenta documentos e depoimentos inéditos e retrata o papel da OAB-SP durante a ditadura. A maior parte do OAB X Ditadura Militar é composta por reportagens de veículos da imprensa nacional.

O autor também apresenta importantes relatos sobre o papel da OAB-SP no episódio da morte do jornalista Wladimir Herzog, com o depoimento do coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança na época.

Toda a renda obtida com os direitos autorais do livro será doada para a Casa Hope — Apoio à Criança com Câncer. Mais informações através do site oabxditaduramilitar.com.br


Revista Consultor Jurídico, 1 de abril de 2006, 7h00

Comentários de leitores

3 comentários

Parabéns ao Cidinho e a todos os familiares que...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Parabéns ao Cidinho e a todos os familiares que cooperaram com seus emocionantes depoimentos no livro( tia Ilka, primo Tavinho e primo Luiz Felipe). É um orgulho que trago na alma e coração ter conhecido tão perto o Tio Cid, pessoa que me indicou meu primeiro emprego, na verdadeira atividade jurídica, nos idos 86. A homenagem é justa. Sucesso, paz e amor a toda família Vieira. Otavio Augusto Rossi Vieira,39 advogado criminal em São Paulo

Guardo com muito carinho minha Carteira da OABS...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Guardo com muito carinho minha Carteira da OABSP que traz a assinatura do saudoso Dr. Cid Vieira de Souza, que presidiu nossa Seccional em várias gestões consecutivas. Isso demonstra que reeleição não é, necessariamente, um mal, nem representa apenas "continuísmo". Não fosse a coragem, o destemor, mas sobretudo a serenidade, o bom senso, a generosidade e o equilíbro emocional de Presidentes como o Dr. Cid, a OAB-SP não teria conquistado a credibilidade e o respeito que ostenta hoje, como legítima defensora não só dos Advogados paulistas, mas de toda a sociedade! Parabens ao dr. Cid Vieira de Souza Filho, pela feliz iniciativa de lançar tal obra, que vem no momento certo!

A OAB tem muito do que se orgulhar com relação ...

Comentarista (Outros)

A OAB tem muito do que se orgulhar com relação à sua atuação durante o período da ditadura militar. Já quanto ao judiciário tupiniquim, infelizmente, não se pode dizer o mesmo... Somente a título de exemplo, um caso emblemático merece ser lembrado, o qual demonstra a "preocupação" que o TJ/SP, à época, teve com os seus magistrados e - consequentemente - com as instituições democráticas brasileiras. É que no último dia 31 de março - além do "aniversário" do enojante golpe militar que sufocou o país por 20 longos anos e o deixou de "joelhos" perante o resto do mundo civilizado e democrático - se completaram também 42 anos da ocorrência de um fato histórico nos quadros do judiciário paulista... No dia 31 de março de 1964, na pacata cidade de Pacaembu (localizada no oeste paulista), o juiz titular da comarca, Dr. José Francisco Ferreira, num ato de extrema bravura e verdadeiro patriotismo, mandou baixar a bandeira do Fórum a meio pau em sinal de luto e protesto pelo golpe militar instaurado no Brasil. Por este simples gesto do então tão destemido juiz, o TJ/SP agiu de imediato, colocando-o em disponibilidade (isso mesmo!). Esse tenha sido, talvez, o primeiro ato judicial que veio - ao menos moralmente - "legalizar" o golpe militar de 64, haja vista ter partido de um TJ. Quanto ao bravo juiz colocado em disponibilidade pelo tão "afrontoso" ato de colocar a bandeira a meio pau, é bom lembrar que - após alguns anos - o mesmo foi indenizado pelo Estado pelo tempo em que foi proibido de judicar, recusando-se, porém, a voltar à toga e preferindo continuar atuando como advogado. Este fato (hastear a bandeira a meio pau) talvez tenha sido o único - durante os 20 longos anos da ditadura militar - que representou uma desaprovação oficial do judiciário tupiniquim com relação ao golpe militar. E foi, de pronto, rechaçado pelo TJ/SP... Por essas e outras razões, o TJ/SP bem que poderia "revisitar" sua tão recente história, deixando de perder seu precioso tempo em "insurgências" como a que atualmente trava contra o que denominam "poder normativo" do CNJ. Finalmente, é bom lembrar que se o judiciário tupiniquim dormiu em "berço esplêndido" durante o triste período da ditadura militar (sem, obviamente, ouvir os gritos desesperados dos "insurgentes" que eram torturados e mortos nos porões sujos da ditadura), o mesmo não ocorreu com a OAB, pois os advogados - embora ameaçados e perseguidos pelos covardes golpistas - continuaram a exercer suas profissões com bravura e sem o temor de que a sua Ordem fosse censurá-los, haja vista que que, ao contrário, a OAB sempre manteve levantada a bandeira de repúdio e desaprovação contra o golpe militar instaurado no país. Por essas e outras razões, o livro vem em boa hora e merece ser comprado e lido por todos, pois resgata a "boa" parte de um período tão asqueroso da nossa recente história. Parabéns ao autor. Essa é, data vênia, a minha opinião.

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