Juiz é processado por contratar a mulher do colega

10/03/2006 18:52LUCIANA PRADO (Serventuário)Cargos e funções comissionadas - tanto para con...
Cargos e funções comissionadas - tanto para concursados como para não concursados -, têm servido para privilegiar funcionários de desempenho medíocre, que, além de não trabalhar (e ficar o tempo todo fofocando para conseguir verbas ou cargos/funções melhores), perseguem outros servidores (os que tem desempenho melhor), nivelando sempre por baixo o serviço público. São uma mão invisível que impede a melhora da qualidade desses serviços. Mesmo sem ter contato direto com os bastidores das repartições, é possível perceber a magnitude dos problemas que o pagamento de tais verbas causa. O nepotismo sob a forma de gratificações, seja lá a que título for, é nojento e tem que acabar. Algumas engordam o salário em bem mais de 12 mil reais mensais (fora o salário normal). Em nenhuma empresa do mundo se paga gratificações a título de absolutamente nada. O PCS III do Judiciário Federal, por exemplo, se aprovado, vai aumentar em 154% as já absurdas funções comissionadas. Funcionários públicos estão sendo pagos duplamente (salário + gratificações) com o NOSSO dinheiro. Tais gratificações são pagas mesmo quando o servidor falta (por meio das substituições) e não devem existir nem para os concursados - pode ter certeza de que vão dar um jeitinho de recontratar os comissionados dispensados (que provavelmente vão prestar concurso, passar na mão grande e ganhar função comissionada). Assim como os cargos em comissão, as funções comissionadas também ocorrem por apadrinhamento e indicação e, na prática, são conseguidos por métodos inescrupulosos e pouco transparentes, servindo, somente, para criar um clima de guerra entre os servidores. Como são de livre provimento e exoneração, ao invés de trabalhar e "servir ao público" como deveriam, os servidores ficam fazendo política e tentando puxar o tapete alheio. Quem trabalha não tem valor, apenas quem puxa o saco melhor. Pessoas incompetentes e incapazes são premiadas apenas por serem amigos do rei. Um cargo, por insignificante que seja, é capaz de triplicar o salário e tem gente que mata a mãe para conseguir uma função. Além disso, muita coisa errada é encoberta e relevada a troco de função comissionada. Verdadeiros crimes acontecem sem que o público se dê conta - o que a OPERAÇÃO ANACONDA demorou anos para descobrir já era de pleno conhecimento de servidores (devidamente "engraxados"). Bons funcionários públicos, que trabalham bastante, acabam perseguidos em razão do medo que seus chefes têm de perderem as funções. É o ASSÉDIO MORAL, conduta tida como normal no Judiciário Federal e que tem deixado doentes centenas de servidores públicos perseguidos por seus chefes. O Judiciário Federal, que costuma julgar duramente processos de assédio moral interpostos por pessoas comuns, ainda não se deu conta dos problemas dessa prática junto aos próprios funcionários. Como resultado, há servidores doentes, aposentados por invalidez e até que se suicidaram em razão do assédio sofrido. A conseqüência do assédio moral é mais desperdício de dinheiro público pois exige tratamento médico, licenças, pagamento de aposentadorias, etc. Exemplos dessa situação podem ser lidos nos desabafos abaixo, em: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=326904&tid=19795506 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=4689749&tid=2439844758353586430&start=1 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=425344&tid=8940566&na=2&nst=5 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=4428525&tid=2447408674652731417&start=1 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1072868&tid=19880175&start=1 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=326904&tid=19795506&start=1 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=979620&tid=17869278 Verbas de gabinete, funções comissionadas, cargos comissionados e privilégios relacionados TÊM que acabar, não importando qual a desculpa que se dê para sua continuidade. É dinheiro público que está escoando direto para o ralo, dinheiro que deve ser gasto para melhorar as condições da população e não para pagar poucos privilegiados.
29/09/2005 13:29Vivaldo Araújo da Costa (Cartorário)Com que autoridade "as autoridades" têm para co...
Com que autoridade "as autoridades" têm para corrigir improbidades administrativas em outras esferas se, em seus gabinetes, estão os mais próximos, até demais? É preciso que haja uma consciência antes de tudo individual sobre a ética e a moral para que, somente assim, possa ser estendida ao coletivo.
15/09/2005 16:23Nivaldo (Outros)É realmente uma vergonha que alguém que tenha c...
É realmente uma vergonha que alguém que tenha cometido "imoralidade", conforme decidido pelo E. Tribunal de Contas da União, possa estar exercendo um cargo tão importante quanto o de Corregedor do E. TRT da 15ª Região. É esse o exemplo a ser dado para os demais Juizes daquele Tribunal? Será que um Juiz precisa que o TCU lhe ensine que é "moral e eticamente reprovável a prática de ato de nepotismo", como constou no acórdão? Só falta agora reconduzirem ao cargo o tal do Lalau, pra acabar de vez com a imagem do Judiciário. Essa é a lamentável situação do nosso Poder Judiciário, onde até mesmo no STF há, aparentemente, prevalência de interesses políticos e pessoais sobre as normas jurídicas vigentes. Se não se respeitam as leis e a ética nem mais no Poder Judiciário, o que dizer do Executivo e Legislativo então? Acho que sei agora porque o Brasil está afundado na corrupção...
15/09/2005 15:48mauricio32 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)Importante informar, ainda, que a União Federal...
Importante informar, ainda, que a União Federal foi incluída também no pólo passivo da ação.

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