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14 setembro 2005

Pedidos de liberdade

Juiz intima Maluf sobre pedidos de Habeas Corpus de terceiros

O juiz convocado do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Luciano Godoy — que está com os três pedidos de Habeas Corpus já impetrados em favor de Paulo Maluf e seu filho Flávio — informou nesta quarta-feira (14/9) que mandou intimar os dois para que se manifestem se têm interesse no processamento dos pedidos de liberdade que não fazem parte do processo. Ou seja, não foram ajuizados por seus advogados constituídos.

O juiz tomou a decisão ao constatar que não há nenhuma relação entre os advogados e os presos e levou em consideração a notoriedade do caso e a publicidade da prisão dos Maluf. O prazo legal para a resposta à intimação do juiz é de até cinco dias corridos. Para os defensores do ex-prefeito, os pedidos feitos por outros advogados podem prejudicá-lo mais do que ajudar.

O juiz Luciano Godoy ainda deve analisar o mérito do primeiro pedido de Habeas Corpus do caso, impetrado no domingo (11/9) e que teve o pedido de liminar negado pelo desembargador federal de plantão Márcio Moraes.

Advogados constituídos

O terceiro pedido de Habeas Corpus foi impetrado em favor de Flávio Maluf pelos advogados José Roberto Batochio e Guilherme Octávio Batochio. O juiz Luciano Godoy decretou a prevenção e os advogados ajuizaram petição de impugnação pedindo sua reconsideração no caso, pois querem que o pedido seja distribuído por sorteio. O juiz irá analisar o pedido.

O encaminhamento dos pedidos de Habeas Corpus ao gabinete de Luciano Godoy se deve ao fato de ele substituir a desembargadora federal Vesna Kolmar, que está de férias e já julgou vários recursos sobre os processos em questão.

As decisões sobre os três pedidos serão tomadas a partir da tarde desta quarta-feira (14/9). Ele afirma que está utilizando o critério jurídico da prevenção com base no regimento do Tribunal e também em várias decisões precedentes sobre a matéria.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

15/09/2005 14:45 HENRIQUE WANNER (Jornalista)
Nota-se que no país onde impéra a impunidade,...
Nota-se que no país onde impéra a impunidade, bem como a exposição na midia de muitos, no qual querem aparecer , sim para se fazer em méritos , e não para ajudar o cidadão , concordo com o comentario anterior, se hoje no Brasil, os ilustres defensores públicos , se encontram com uma demanda muito grande e o cidadão que muitas das vezes tem de ficarem filas por horas noites ,afim de conseguir uma ficha para sua causa deveria SIM, estes ilustres advogados aparecerem , ajudando dando auxilio, impetrando Mandados etc.Ai sim por mais que não sejam reconhecidos via midia serão reconhecidos via sua própria conciência, e até por derradeiro e sorte pela mídia, assim se mostram defensores da justiça e advogados com honra e ética neste país de tanta corrupção.

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