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14 setembro 2005

Formação de juiz

Diretores de escolas da magistratura se reúnem em São Paulo

Por Fernando Porfírio

O projeto de lei complementar 144 – que trata do novo estatuto da magistratura nacional – será o principal tema de debate entre os 18 diretores das escolas de magistrados do país. Eles estarão reunidos na capital paulista a partir desta quinta-feira (15/9), no primeiro encontro do Copedem — Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura.

A reunião também vai homenagear os seis ministros paulistas que integram os tribunais superiores: dois do STF (Celso de Mello e Cezar Peluso) – e quatro do STJ (Rafael de Barros Monteiro, Jorge Scartezzini, Domingos Franciulli Netto e Hélio Quaglia Barbosa). A homenagem está prevista para as 16h30 da sexta-feira, no salão Ministro Costa Manso do Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista.

O Copedem foi criado no último dia 22/7, na cidade do Rio de Janeiro, em reunião à qual compareceram diretores de 14 Escolas da Magistratura. Na reunião, o desembargador paulista Guimarães e Souza Júnior foi eleito presidente da nova entidade.

A Emenda Constitucional 45 – da reforma do Judiciário – prevê a criação da Enfam — Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, que será vinculada ao STJ. Esse fato mobilizou diretores de escolas estaduais e forçou a criação do Copedem, numa tentativa de influir no projeto de criação da escola nacional.

De acordo com o diretor da Escola Paulista da Magistratura, “alguns pontos do projeto da Enfam não atendem aos interesses das escolas estaduais de magistratura”. Um deles seria a proposta que impede as escolas estaduais de ministrar cursos de preparação para concurso público da magistratura. “A preparação para o exame seletivo da magistratura não tem previsão constitucional”, defende Carlos Augusto Guimarães.

Além do projeto de estatuto da magistratura nacional, os desembargadores deverão discutir diretrizes para uniformizar as atividades acadêmicas e propostas de convênios para promover o intercâmbio cultural entre as escolas estaduais.

Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

14/09/2005 22:23 Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)
Submetidos a rigoroso exame de suficiência teór...
Submetidos a rigoroso exame de suficiência teórica e doutrinária o que menos precisam os novos magistrados é de mais teoria e doutrina. Jovens, com pouca experiência de vida, ainda assustados com o peso da investidura e a responsabilidade da jurisdição, precisam de "rua", "cintura", trato existencial com os fatos da vida e sua equação juridica. Desenvolvimento e segurança que somente a prática possibilita. Colocá-los em cursos teóricos, onde assistem palestras proferidas por professores e juristas em nada serão favorecidos quando enfrentarem a realidade do Fórum e o peso da responsabiliudade dos processos. Assustados e inseguros fecham-se no isolamento, evitam amizades e convívio social, tornando-se presas fáceis dos aproveitadores que espreitam os Fóruns das pequenas comarcas. É esse primeiro e decisivo contato com a vida judiciária que as Escolas de Magistratura precisam propriciar aos novatos, dando-lhes a segurança que só o conhecimento da realidade fática pode facultar.

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 22/09/2005.