Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ilha da fantasia

PF prende mafiosos que traficavam mulheres em Natal

Por 

É homem de grande porte físico, considerado homem de confiança de GIUSEPPE AMMIRABILE, atua como seu segurança particular e o auxilia a administrar os negócios referentes ao tráfico de mulheres e às casas de prostituição.

VITO FRANCESCO FERRANTE, italiano também oriundo de MOLA DI BARI, funciona como “laranja” da organização juntamente com sua companheira CAMILA RAMOS MARTINS, brasileira.

Ele aparece como proprietário de 49,5% do CAIPIFRUTAS, 13,95% do ILHA DA FANTASIA e 30% do FORRÓ CAFÉ.

SIMONE DE ROSSI, italiano, figura como subalterno de GIUSEPPE AMMIRABILE, trabalhando como motorista, transportando mulheres até o aeroporto e as acompanhando no embarque ao exterior ou chegada de outros Estados. Recruta também prostitutas em outras cidades para que trabalhem no ILHA DA FANTASIA. Ajuda a administrar o FORRÓ CAFÉ.

PAOLO BALZANO, vulgo PAOLINO, é irmão de PAOLO QUARANTA, e também trabalha como segurança da organização criminosa.

CAMILA RAMOS MARTINS, brasileira, como já dito, segundo a autoridade policial provavelmente exerceu a prostituição antes de juntar-se a VITO FRANCESCO FERRANTE. Funciona como “laranja” da organização, figurando como sócia do FORRÓ CAFÉ (15%) e CAIPIFRUTAS (1%), tendo ainda representado GIUSEPPE AMMIRABILE, SALVATORE BORRELLI e VITO FRANCESCO FERRANTE na aquisição do ILHA DA FANTASIA. Administra o CAIPIFRUTAS e auxilia na administração do FORRÓ CAFÉ.

CAMILA RAMOS MARTINS abriu a loja franqueada FORNARINA no Midway Mall, tendo-a inaugurado em grande festa, para quinhentas pessoas, na Boate MUSIC no dia 30/10/05. Consta que adquiriu, ainda, os direitos de abrir lojas da marca em Pernambuco e Ceará.

ALDENILDA GOMES DE ARAÚJO, conhecida como ALDA, é brasileira e já foi prostituta, estando atualmente casada com SALVATORE BORRELLI. Com ele administra a ILHA DA FANTASIA, controlando os horários e preços das prostitutas. Atua também recrutando mulheres em outras cidades, sobretudo CAICÓ, cidade em que nasceu. É, também, “laranja” da organização, participando do quadro societário do FORRÓ CAFÉ e da POUSADA EUROPA.

ODORICO MARTINS, brasileiro, é o pai de CAMILA. Possui antecedentes criminais pela prática do crime de estelionato, e atualmente administra o CAIPIFRUTAS e o FORRÓ CAFÉ.

CLEYSON RAMOS DE BARROS, brasileiro, é o antigo sócio proprietário do ILHA DA FANTASIA, juntamente com BENEDITO SÉRGIO GABRIEL. Consta da reportagem (anexa) do periódico TRIBUNA DO NORTE (28/05/02) que chegou a ser preso por favorecimento à prostituição, em uma operação denominada “Operação Saturação”, exatamente em razão do funcionamento do referido estabelecimento.

O Sr. Delegado de Polícia Federal esclarece que CLEYSON responde a processo penal na 6ª Vara Criminal de Natal por crime de favorecimento à prostituição.

GIUSEPPE AMMIRABILE o encarregou de montar a filial da ILHA DA FANTASIA em Recife/PE, bem como traz prostitutas de tal cidade para Natal/RN.

DANIEL AMARO VIEIRA, brasileiro, exerce a função de garcom do ILHA DA FANTASIA. Ele recruta mulheres em outros locais para se prostituírem em tal estabelecimento, tendo acompanhado GIUSEPPE AMMIRABILE e SALVATORE BORRELLI em viagens a Mossoró e Fortaleza de onde trouxe várias mulheres para o ILHA DA FANTASIA.

JOÃO HENRIQUE BEZERRA DANTAS, conhecido como BOCA, é gerente do ILHA DA FANTASIA, sendo o seu único administrador oficial, apesar de não ser sócio do estabelecimento.

EDMILSON UMBELINO e PAULO ROBERTO apresentam-se perante os italianos como Policiais Federais e atuam como interlocutores dos mesmos junto à Polícia Federal para assuntos relacionados a passaportes e vistos. São tratados como “os nossos amigos da Federal” e atuam, também, como os “doleiros” do grupo, realizando o câmbio clandestino das moedas trazidas do exterior.

Esta é, basicamente a estrutura da organização criminosa, com sua hierarquia e bens que servem à prática de vários crimes, dentre os quais Tráfico Internacional e Interno de Mulheres, Casa de Prostituição, Lavagem de Dinheiro, Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e Quadrilha ou Bando.

CONCLUSÃO:

ANTE O EXPOSTO, praticaram os acusados as seguintes condutas delituosas:

- GIUSEPPE AMMIRABILE: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231, § 2º, CP (nas formas tentada e consumada), c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, I e § 2º, I da Lei 9.613/98, art. 229, CP c/c art. art. 299, CP, parágrafo único, CP.

- SALVATORE BORRELLI: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231, § 2º, CP (nas formas tentada e consumada), c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, § 1º, I e § 2º, I da Lei 9.613/98, art. 229, CP c/c art. art. 299, CP.

- PAOLO QUARANTA: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 1º, § 1º, I e § 2º, I da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- VITO FRANCESCO FERRANTE: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, CP c/c art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- PAOLO BALZANO: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98, art. 229, CP c/c art. 12 da Lei n. 10.826/2003.

- SIMONE DE ROSSI: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- ALDENILDA GOMES DE ARAÚJO BORRELLI: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 1º, VII da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- CAMILA RAMOS MARTINS: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231, § 2º, CP (nas formas tentada e consumada), c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- ODORICO MARTINS: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, VII da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- CLEYSON RAMOS DE BARROS: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98, art. 229, CP.

- DANIEL AMARO VIEIRA: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 231-A, § 2º, CP c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86.

- JOÃO HENRIQUE BEZERRA DANTAS, vulgo BOCA: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, CP c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86, art. 1º, § 1º, I e § 2º, I, da Lei 9.613/98.

- EDMILSON UMBELINO DE SOUZA: art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único, c/c art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86 c/c arts. 299 e 171, CP.

- PAULO ROBERTO CORREIA DE MELO, vulgo “PAULINHO” ou “BOLINHA” : art. 1º da Lei nº 9.034/95 c/c Decreto Legislativo n. 231, de 29 de Maio de 2003 c/c art. 2, a, do Decreto nº 5.015, de 12 de Março de 2004 c/c art. 3, a, do Decreto Lei nº 5.017, de 12 de Março de 2004 c/c art. 288, parágrafo único art. 16 c/c art. 1º, parágrafo único, II da lei 7.492/86 c/c arts. 299 e 171, CP.

DO PEDIDO:

ANTE O EXPOSTO, requer o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, após autuada e recebida a presente denúncia, sejam os acusados citados para interrogatório e defesa, ouvidas as testemunhas abaixo arroladas, cumpridas as garantias constitucionais, para, ao final, serem condenados nas penas dos crimes acima descritos.

Natal/RN, 21 de Novembro de 2005.

CIBELE BENEVIDES GUEDES DA FONSECA

PROCURADORA DA REPÚBLICA

[Notícia alterada em 17 de fevereiro de 2010, às 17h49, para supressão de nomes.]

 é repórter da sucursal do Rio de Janeiro de O Estado de S.Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 25 de novembro de 2005, 21h17

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 03/12/2005.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.