Estudo mostra como decisões judiciais influenciam os juros

20/06/2006 00:42iribeiro (Outros - Comercial)Faltou eventualmente aos comentaristas ler o co...
Faltou eventualmente aos comentaristas ler o conteudo do artigo. fico a disposição para fornece-lo para que os precipitados criticos possam rever suas posições - iribeiro@usp.br
29/11/2005 09:36Neyvaldo Torrente Lopes (Economista)Primeiramente, tenho que a leitura que é feita ...
Primeiramente, tenho que a leitura que é feita pelo sistema financeiro, sobre as decisões desfavoráveis no Judiciário é de que o aumento do spread lhe permite retomar o ganho anterior, mantendo-o. É lógico; se tenho um dado volume de ações em que o evento desfavorável ocorre, basta aumentar o juro na proporção da incorrência negativa, dado que apenas um percentual de mutuários adentram ao Judiciário. Isso é estatísticamente possível calcular. Ademais, se o sistema financeiro é condenado, evidentemente que não o é por acaso! Há o desobedecimento ao regramento jurídico! Depois, ao que tudo indica, o trabalho parece carecer de mais fundamentos lógico-matemáticos, pois a elevação da taxa de juro para o tomador final pode ocorrer por vários outros motivos; tais como: aumento da taxa de juro básico da economia, aumento da tributação,aumento da inadimplência e, principalmente, faltando concorrência no mercado, o agente se apropria do excedente do consumidor, alavancando seus ganhos. Seria preciso que o Autor elaborasse mais cálculos estatísticos para a sua conclusão, ao meu ver simplória; sobretudo o coeficiente de correlação, que determina o quão importante é uma dada variável, paras explicar o comportamento de uma outra variável, a esta correlacionada. Não me parece correto admitir que o juro cresce pelo simples fato de decisões judiciais desfavoráveis!!! Então para que os juros declinassem, bastaria o Governo eliminar o Juduciário ou as decisões desfavoráveis ao sistema financeiro?! Ora, não me parece lógico admitir que isso funcione assim! Ademais, seria eticamente importante que o Autor do trabalho informasse se este fôra patrocinado e mais, por quem ou por qual instituição/empresa. Neyvaldo Torrente Lopes (Economista)
25/11/2005 12:39Wagner (Advogado Autônomo)Concordo com o comentário do sr. Maurício. Comp...
Concordo com o comentário do sr. Maurício. Complemento mencionando que a atitude dos bancos parece mais uma chantagem contra o judiciário e o cidadão brasileiro.
24/11/2005 15:32Mauricio Lopes da Silva (Auditor Fiscal)Entendo que a manchete principal comete um equí...
Entendo que a manchete principal comete um equívoco. A matéria não trata de avaliação sobre segurança jurídica. O fator segurança se mostra evidente quando a parte está sujeita a interpretações dissonantes sobre o mesmo fato. A matéria não trata disso. a tendência de maior ou menor proteção ao consumidor do serviço (no caso, serviços bancários) por lógico interfere no custo do produto. Na busca de maior lucro, utiliza-se inclusive como argumento uma suposta redução nas taxas de juro, acaso reduzam-se as condenações por abuso, o que de fato, não está provado. O que o estudo informado está verdadeiramente a expor é que os bancos tem repassado ao custo cobrado de seus clientes, os gastos decorrentes de condenações por abuso na contratação. Avaliado de forma equivocada, leva ao falacioso entendimento de que basta ao banco não sucumbir no processo, para o patamar de juros ser reduzido. O mesmo se pode dizer sobre a óbvia redução no número de demandas ajuizadas, quando a matéria passível de discussão está sumulada contrariamente ao interesse do potencial autor. Até aí nenhuma novidade. O importante é o cuidado que se deve ter ao tratar desse tipo de assunto, onde a mera exposição dos dados, sem uma análise mais acurada, pode propiciar interpretações distorcidas.

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