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23 novembro 2005

Prisão federal

Ex-superintendente da PF no Rio não responde por prevaricação

O ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro Roberto Precioso Júnior não responderá por crime de prevaricação. O Supremo Tribunal Federal extinguiu a ação contra ele. O delegado Precioso Júnior foi acusado de ter deixado de transferir policiais federais presos na Superintendência da PF no Rio para a Polinter.

A decisão é da 2ª Turma do STF, que acompanhou o voto do ministro relator, Carlos Velloso. Segundo o ministro, não foi indicado na denúncia qual seria o interesse do policial para que fosse configurado o crime de peculato (quando funcionário público deixa de cumprir sua função para satisfazer interesse pessoal).

O advogado carioca Wilson Mirza, na sustentação oral que fez em favor de Precioso, defendeu que os policiais federais devem ficar presos e cumprir penas em locais próprios e longe de presídios comuns, já que os policiais seriam “condenados à morte” se cumprirem penas junto aos prisioneiros em geral.

A defesa do ex-superintendente argumentou que ele teria recolhido os policiais e os manteve sob custódia da Superintendência da Polícia Federal, conforme a Lei 4.878/65, depois de decretada a prisão preventiva dos agentes. Segundo o advogado, a norma prevê que o funcionário policial — enquanto não perder essa condição — permanecerá em prisão especial, durante o curso da ação penal, e deverá ficar em sala especial, sob a responsabilidade de seu superior.

HC 85.180

Revista Consultor Jurídico, 23 de novembro de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

23/11/2005 11:08 HERMAN (Outros)
Um ato de coragem e lealdade à Lei e a categori...
Um ato de coragem e lealdade à Lei e a categoria vindo do Dr. Precioso não é nehuma novidade. Se preciso fosse, pelos seus princípios, ele renunciaria a um cargo, aliás, como já renunciou mais de uma vez mas, infelizmente no DPF faltam homens com a sua personalidade. Agora cabe uma ação de danos morais contra os que provocaram este injusto e desgastante processo. É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar !!! Um grande abraço cesarherman@uol.com.br

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