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Investimento de penas

Fazendas da Avestruz Master podem pagar despesas

As fazendas pertencentes ao grupo Avestruz Master, que protocolou pedido de falência no último dia 11 de novembro, podem pagar seus funcionários e comprar alimentos e medicação para as aves. A decisão é do juiz Itaney Francisco Campos, da 8ª Vara Cível de Goiânia, que liberou os saques nos bancos Itaú e Safra, até o limite de R$ 700 mil, sujeitos à prestação de contas. O juiz determinou, ainda, que as instituições bancárias repassem os salários diretamente para as contas correntes dos trabalhadores.

Com relação ao valor necessário para a alimentação das avestruzes, o juiz mandou expedir alvará em favor do fornecedor Centro-Oeste de Rações, "ou outra empresa do ramo", com a apresentação de nota fiscal no valor correspondente à quantidade de ração suficiente para a provisão quinzenal das aves.

As medidas foram requeridas pelo diretor do Conselho Administrativo do patrimônio vivo da empresa, Jorge Luiz Cantarelli Machado, que também pretendia obter determinação judicial para que os bancos fornecessem informações sobre os saldos das contas bancárias bloqueadas e não bloqueadas para o levantamento do patrimônio do grupo empresarial.

Essa parte do pedido não foi concedida pelo juiz, porque tramita um Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça de Goiânia que pretende suspender liminar que criou o conselho administrativo do patrimônio vivo da empresa. "Observe-se que a situação administrativa estabelecida decorre de ordem judicial provisória, revogável, de caráter liminar, de sorte que não convém a adoção de medidas definitivas ou irreversíveis de gestão e administração dos bens, e, por outro lado, há necessidade de providências urgentes, para evitar grave lesão ao patrimônio empresarial e dos investidores, especialmente quanto aos direitos dos trabalhadores, fornecedores e manutenção das aves", disse o juiz.

Histórico

As fazendas do grupo Avestruz Master já respondem por 189 ações em Goiânia, segundo relatório apresentado pela Coordenadoria Judiciária do Foro da Capital.

O grupo tem filiais em sete estados e milhares de investidores, que compraram títulos da empresa, correspondente a um avestruz, para depois lucrar com a venda da carne e outros produtos do animal. Desde 7 de novembro, no entanto, o Ministério Público Federal e o MP de Goiás estão investigando a contabilidade da empresa.

No dia 8, a Polícia Federal cumpriu ordem judicial de seqüestro, arresto, busca e apreensão dos bens da Avestruz Master. A Justiça Federal determinou o bloqueio dos bens atendendo pedido do MP e de dezenas de investidores. Desde o início de novembro, a empresa é alvo de rumores sobre as suas dificuldades financeiras.

Revista Consultor Jurídico, 22 de novembro de 2005, 21h18

Comentários de leitores

5 comentários

Me perdoe JUVA, mas a ganância de lucros fácei...

Advogado de Guarulhos-SP (Advogado Autônomo)

Me perdoe JUVA, mas a ganância de lucros fáceis cega o mais experiente dos investidores. Não prospera a tese de ingenuidade dos investidores e omissão do Poder Público, vez que há no Brasil leis que franqueiam e garantem o exercício livre e amplo da atividade comercial, todavia caberia ao investidor antes de investir checar o tipo de investimento que estava fazendo. E mais, havia no Brasil experiência com investimentos destas naturezas e que redundaram em prejuízos. Há quem ganhou dinheiro com avestruz, no inicio do negocio, todavia o gargalho está cheio e com isto os prejuízos são inevitáveis e bem visíveis. Não discuto o direito de reparação, pois este é nato a cada investidor, entretanto os investidores há de reconhecerem as suas ganâncias, pois estas lhe fizeram cegos no afã de lucro fácil. Por outro lado, é bom que se registre que a conduta penal praticada pelos dirigentes da empresa, verdadeiros beneficiados do dinheiro, devem ser aplicada com rigor, evitando o surgimento de novos negócios semelhantes a este.

É inaceitável que no Brasil as autoridades não ...

JUVA (Prestador de Serviço)

É inaceitável que no Brasil as autoridades não aja em defesa do consumidor, em tempo real, para evitar catastrofes como esta que está prestes a acontecer com os investidores da Avestruz Master! Se era do conhecimento das autoridades que a empresa era inviável e não tinha cndições de honrar com os compromissos futuros que assumia diariamente em Goiânia e em outros estados brasileiro eaté mesmo no exterior, fica a pergunta: O Poder Publico não é assim responsável se não total pelo menos parcial, pelos prejuizos caso eles venham a se concretizar? Pois é público e notório que a Avestruz Master, captou recursos de investidores até na véspera do dia:11/11/2005. Lembrando que entre os investidores existem pessoas simples que na esperança de conseguir melhor seu ganho miserável,investiu na Avestruz Master. Porque aparecia na mídia quase que diariamente um senhor com trajes em couro de avestruz, prometendo um otimo negocio para qualquer pessoa que tivesse R$ 1.680,00, era esse o investimento mínimo que se fazia na Avestruz Master.

somente teste

JUVA (Prestador de Serviço)

somente teste

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