Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Iniciação dolorosa

OAB quer acompanhar investigação de tortura no Exército

A OAB pretende obter mais informações sobre as acusações de tortura num quartel do Exército em Curitiba e acompanhar as apurações. As imagens das sessões de tortura foram divulgadas no domingo (13/11) no programa Fantástico, da Rede Globo.

Segundo as imagens divulgadas pela Globo, as vítimas são sargentos recém-promovidos, que eram submetidos a um ritual de iniciação que incluía choques, sessões de afogamento, queimaduras com ferro de passar roupas e pancadas.

O presidente em exercício da Ordem, Aristóteles Atheniense, designou o conselheiro Edísio Simões Souto, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, para visitar, nesta sexta-feira (18/11), o comandante da 5ª Região Militar (sede em Curitiba), general Túlio Cherem. Os presidentes da seccional da OAB do Paraná, Manoel de Oliveira Franco, e da Comissão Estadual de Direitos Humanos, Cleverson Marinho Teixeira, também participarão do encontro.

Aristóteles Atheniense reprovou a atitude do Exército de determinar a abertura apenas de uma sindicância para apurar as responsabilidades pela tortura, conduzida por militares. “Essas imagens me lembraram os recentes absurdos cometidos por membros do Exército dos Estados Unidos no Iraque”, comparou o presidente em exercício da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2005, 17h31

Comentários de leitores

5 comentários

Resta saber se vai ser divulgado à sociedade b...

Wagner Pinheiro de Barros (Oficial do Exército)

Resta saber se vai ser divulgado à sociedade brasileira que um daqueles que estava "tomando o trote" pediu para que outro filmasse e depois de ter em mãos a fita, a entregou para que outro militar a vendesse à globo! gostaria de saber se isso vai ser divulgado!? O que que o presidente em exercicio da oab vai dizer do fato!?

Parabéns ao senhor Dutra pelo comentário super...

Wagner Pinheiro de Barros (Oficial do Exército)

Parabéns ao senhor Dutra pelo comentário super esclarecido que postou no site! E Dona Wilma! por favor! peça a algum parente que serviu às Forças Armadas para contar lhe algumas passagens na caserna! desta maneira, a senhora poderá enriquecer a sua cultura militar, de modo que saiba diferenciar um ato de tortura quando ver ou ouvir falar de um! respeitosamente Wagner

Para início de conversa! Não foi aberta uma si...

Wagner Pinheiro de Barros (Oficial do Exército)

Para início de conversa! Não foi aberta uma sindicância, mas sim um IPM, cija sigla não preciso explicar o que é pois todos aqui sabem muito de Direito! Em segundo lugar, gostaria de salientar que aquilo foi uma brincadeira de mal gosto, abominada na força, mas que ainda existe, e que foi consentida por aqueles que estavam na situação de vitima! a nossa rede "globo", com letras minúsculas mesmo!, não mostrou o churrasco que ocorreu entre eles depois da cnfraternização! e pelo que me é sabido Tortura, acho que não existe uma relaão de amizade entre carrasco e torturado! Então desta maneira digo que não estou defendendo o fato, mas sim que aquilo foi uma baita de uma jogada para desviar a atençao do que acontece no País ultimamente! E para terminar a conversa, um texto TRANSCRITO DA SITE SUL RÁDIO EM 17 11 2005 "A Globo e o batismo dos sargentos Antonio Monteiro Direto da Redação - 16/11/2005 O batismo de sargentos em uma unidade do exército no Paraná, como mostrou o Fantástico, domingo, não chegou a me surpreender, pois suponho ser assim em qualquer exército do mundo, pelo menos é o que vemos através de filmes. Imagino que baldes de água no rosto, chineladas e outros tipos de tortura física ou psicológica devem ser muito mais dolorosos que os batismos que enfrentamos no colégio, na universidade, no time de futebol, trotes de empresa, etc. Mas no caso, trata-se de militares, todos treinados e preparados física e emocionalmente. Uma brincadeira dura, é verdade, mas como poderia ser outro o batismo de militares? Pessoal treinado para enfrentar as condições mais adversas, até uma guerra, onde todo tipo de tortura é usado contra prisioneiros. Depois de pensar nisso tudo, compreendi que batismo de militar não pode ser com confeti e serpentina. Agora, o que pensar sobre um participante do BBB, por exemplo, ter que dançar até doze horas seguidas para passar por uma prova? Ou ter que comer olho de cabra? Não será esse BBB uma tortura muito mais grave porque expõe as pessoas ao ridículo, onde elas são tratadas como ratos de laboratório e as crises psicológicas são claras e inevitáveis? Se isso não é tortura, não sei que outro nome tem. Esse facismo branco vem desde a abertura do programa. Paulo Ricardo dá o tom: canta versos que falam do bem e do mal, e da importância de resistir e vencer se quiser ser o melhor. E quem não se lembra de Zeca Camargo apresentando os programas "No limite" e "Hipertensão", onde pessoas comuns eram desafiadas a comer insetos ou deitar numa cova com 300 ratos? Trote dentro de um quartel que diz respeito somente a eles é uma coisa, muito pior é passar por humilhações em transmissão nacional. Recentemente, a Rede Globo usou todo seu poder para defender o desarmamento, mas não deixou de apresentar no mesmo período filmes violentos em "Domingo Maior", e agora volta com nova temporada de sua violenta minissérie "Cidade dos homens". Se deseja fazer justiça, sem segundas e terceiras intenções, por que a Globo não sai em defesa dos trabalhadores que sofrem tortura física e psicológica quando não conseguem levar o pão para casa ? Por que não sai em defesa de uma população oprimida com seu salário congelado há quase 10 anos? Por que não cobra explicações dos coronéis nordestinos sobre exploração de mão de obra? Por que não denuncia o narcotráfico que tortura e mata a população pobre da favela ao invés de fazer apologia do crime através de minissérie como "Cidade dos homens"? Tudo isso para concluir que a emissora, que algumas vezes se coloca como defensora da liberdade e justiça, nem sempre faz aquilo que prega. Se transformada em gente, seria como tantos que desejamos à distância de tão contraditórios e hipócritas que são."

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 25/11/2005.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.