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Trabalho fatal

Família da ex-diretora do Bangu que foi morta é indenizada

A família da ex-diretora do presídio fluminense Bangu I, Sidneya Santos de Jesus, receberá R$ 600 mil de indenização por danos morais. Sidneya, que era considerada rígida na administração do presídio, foi morta em setembro em frente ao prédio onde morava, no Rio de Janeiro.

Segundo decisão da 9ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio, o estado terá de pagar a indenização para o marido de Sidneya, Carlos Raymundo de Jesus, e para seu filho, Carlos Max Santos Cruz.

De acordo com o relator do processo, desembargador Marcus Tullius Alves, “os autos falam por si mesmo e a responsabilidade do estado emerge cristalina”. Alves entendeu que o valor estabelecido (R$ 300 mil para o marido e R$ 300 mil para o filho) não caracteriza enriquecimento ilícito, “especialmente levando-se em consideração que a administração tinha conhecimento anterior de que, no interior do presídio, já se tramavam contra a vida da vítima”. O Rio de Janeiro já recorreu ao Superior Tribunal de Justiça.

Sidneya era conhecida pela forma rigorosa com que procurava cortar as mordomias de chefões do crime. A diretora ameaçou revistar advogados de presos da penitenciária e determinou a vistoria de celas para encontrar aparelhos celulares e drogas. Ela também negou pedidos de vários criminosos que desejavam ser transferidos para outras unidades e passou a ser ameaçada de morte.

Em 4 de setembro de 2000, foi alvejada com três tiros quando chegava de carro ao edifício onde morava, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2005, 16h06

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