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Pedido de reajuste

PF se reúne com ministro da Justiça para discutir salários

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Nesta quinta-feira (17/11) o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, recebe as principais lideranças da Polícia Federal, às 11h, para discutir as reivindicações postuladas pelos federais. Eles reclamam de falta de condições de trabalho e de fechamento de canal de negociação salarial com o governo.

Nesta quarta teria início uma consulta às bases promovida pela Fenapef — Federação Nacional dos Policiais Federais, maior entidade da categoria, que congrega quase 13 mil agentes federais. A Fenapef queria saber se a categoria aderiria ou não a movimento semelhante promovido há uma semana pela Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.

A 8 de novembro, a greve dos delegados da Polícia Federal atingiu cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Alagoas e Espírito Santo. Segundo o presidente da Federação do Delegados, Armando Rodrigues Coelho Netto, mentor intelectual da paralisação, a adesão foi maior do que se esperava.

O ato recebeu o nome de Movimento pela Valorização da Polícia Federal. Nos levantamentos do delegado Coelho Netto, há hoje no país 50 mil inquéritos da PF que foram iniciados com pompa e circunstância, com festa na mídia, mas que se encontram num andamento investigatório pífio. Perguntado se a paralisação daquela terça-feira (8/11) configurava um tiro de aviso para uma greve geral, o delegado foi taxativo. “Sim, é um grande aviso ao governo”.

Era uma consulta sobre a aderência a esse ideário dos delegados que iria ser feita nesta quarta-feira pela Fenapef. Mas na última sexta-feira (11/11), a Federação Nacional dos Policiais Federais foi comunicada da reunião marcada para esta quinta, segundo o Ministério da Justiça “para a posição final sobre o Pleito do GERC, relativo à recomposição salarial da Polícia Federal”. Afirma o ministério que “a matéria levada pelo ministro da Justiça para o aval do presidente da República encontra-se no Planejamento para análise do titular da pasta”.

Segundo Francisco Carlos Garisto, presidente da Fenapef, “o ministro está bastante apreensivo e acha que há um caminho de diálogo a ser pavimentado”. Gariasto explica que não somente a recomposição salarial será discutida, como também “condições de trabalho, já que muito agente que combate bravamente o narcotráfico está sem gasolina para poder combater narcotraficantes”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 16 de novembro de 2005, 17h00

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