Em dois anos, OAB aprovou apenas 13 cursos de Direito

21/11/2005 11:26André Cruz de Aguiar ()A OAB merece ser parabenizada pela tentativa de...
A OAB merece ser parabenizada pela tentativa de sanear o sistema educacional jurídico -- não apenas com meio da emissão de pareceres sobre os novos cursos, mas também pelo endurecimento do Exame de Ordem e pela divulgação dos rankings de aprovação por faculdades nesse Exame. É pena que o Poder Judiciário e o Ministério Público não auxiliem a OAB nessa tarefa, até porque essas duas instituições também são vítimas dos maus profissionais jogados no mercado de trabalho por faculdades ruins.
16/11/2005 16:30Jorge (Advogado Autônomo - Empresarial)Penso que a questão está baseada no contexto da...
Penso que a questão está baseada no contexto da limitação de profissionais no mercado de trabalho. Penso, também, que a OAB tem outras obrigações de extrema relevância, como analisar e julgar com critério as reclamações feitas por clientes em desfavor dos seus procuradores e, que, na maioria das vezes não dá em nada!!! Outro item a ser analisado e discutido, diz respeito as falcatruas em que inúmeros advogados, devidamente, inscritos na OAB, participam e, que, estão sendo escrachados na mídia dia-a-dia, vamos parar com a falsa modéstia. Somente a título de informação, recentemente, tivemos um presidente da OAB - numa determinada região envilvidos em crimes contra a economia, formação de quadrilha e outros mais. Recentemente o MP abriu ação penal para apurar as responsabilidades. Outrossim, o malfadado exame de ordem não prova nada!!! e sim, como já disse, é um limitador da entrada de profissionais no mercado de trabalho, além é claro de que os valores arrecadados são extremamente satisfatórios e benéficos para o sistema. Todos sabemos que o curso de Direito não forma uma advogado e, sim, a labuta diária, enfrentando as dificuldades e estudando com afinco, forma-se ao longo do tempo o operador do direito. Outro item a ser analisado, diz respeito ao ditame do mercado que, é quem, efetivamente, regula a atuação do profissional e, em havendo "ignorância" jurídica, certamente não haverá espaço para a atuação jurídica competente.
16/11/2005 12:21Ademir Marin (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)Finalmente uma ação, esperamos que concreta,vis...
Finalmente uma ação, esperamos que concreta,visando coibir a instalação destes verdadeiros caça-níqueis que se institucionalizaram no País com a complacência entusiasmada do Ministério da Educação. A OAB tem em mãos um instrumento poderoso para ser usado em prol da sociedade, qual seja, a divugação dos números relacionados aos "exames de ordem". De posse da relação nº de candidatos/nº de aprovados, por instituição de ensino, os interessados poderão avaliar quais delas cumprem efetivamente seu papel, quando do vestibular. Depois, Inês será morta.
16/11/2005 11:45Diego Mendes peixoto (Estagiário - Civil)Isso é o espelho do sucateamento do ensino juri...
Isso é o espelho do sucateamento do ensino juridico do pais, ou nos acabamos com faculdades que não tem condiçoes minimas de funcionamento,ou estas "faculdades" acabarao com o curso juridico de uma vez,e futuramente estes formandos só seráo atendidos pelo judiciario uma unica vez: para indeferir a petição inicial.
16/11/2005 11:11Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)Não é surpresa. Qualidade do ensino não me pare...
Não é surpresa. Qualidade do ensino não me parece (e quero muito estar enganado) a preocupação da OAB, e sim limitar ao máximo a entrada de novos profissionais no mercado. Por que a OAB não dá nome aos bois? Ah, tem curso que não presta? Qual? Por que não informar quais cursos não tem qualidade? E por que dificultar, ano após ano, o exame da ordem? Para justificar a posição de que "os cursos não tem qualidade"? Como acadêmico de direito, espero mais da OAB. Muito mais. Que se diga, claramente, quais são os cursos "caça-níqueis". E que a OAB atue fortemente sobre estes cursos, para que melhorem o fechem. Até que isso ocorra, essas manifestações da OAB me parecem, infelizmente, meramente cartoriais.

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