Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Acerto de contas

D’Urso rebate críticas à Escola Superior de Advocacia

O presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D’Urso, respondeu nesta quinta-feira (10/11), às críticas feitas pela ex-diretoria da Escola Superior de Advocacia, na carta de demissão entregue à direção da entidade. Ele também anunciou que o ex-presidente da seccional, Rubens Approbato Machado, assumirá a direção da Escola.

Em entrevista à revista Consultor Jurídico, D’Urso afirmou que está tão comprometido com a qualidade da Escola quanto a ex-diretora, Ada Pellegrini Grinover, e que as diferenças se estabeleceram porque sua gestão rompeu com a forma de administração anterior, principalmente na questão da nova proposta de gestão financeira e administrativa da Ordem.

“Havia a idéia, que se mostrou equivocada, de que a escola era auto-suficiente. Na verdade, a escola custa muito para a OAB”, disse D’Urso. Segundo ele, "a nova gestão da OAB-SP acredita no trabalho voluntário, exercido pelos diretores da Ordem e da Caasp, conselheiros e todos membros da OAB. É o trabalho que visa servir a OAB-SP e não servir-se dela. O fim da remuneração para os cordenadores de curso está dentro desse espírito e, poderá ajudar a baratear os cursos, ampliando seu acesso a um número maior de advogados".

D’Urso disse que um levantamento mostrou que os coordenadores recebiam valores elevados. “Temos sim de pagar os professores, mas o trabalho de coordenação, que consiste em definir o curso e escalar os professores, não têm de ser remunerado”, disse. “E a decisão de cortar a remuneração foi tomada em razão de um abaixo-assinado chancelado pelos presidentes das subsecções e endossado pelos conselheiros seccionais e pela diretoria”.

O presidente da OAB paulista também rebateu as críticas pela supressão dos folders com a programação dos cursos: “O custo era de R$ 200 mil. No lugar de gastar isso, divulgamos pela internet e tivemos 220 mil acessos diários. A própria Ada nos parabenizou pela resposta dos internautas”.

Luiz Flávio Borges D’Urso afirmou que, ao contrário do que foi descrito na carta de demissão da diretoria, as horas extras foram cortadas em todos os setores da seccional. “Por fim, destaco o grande trabalho da Ada Pellegrini Grinover na ESA. Mas, a exemplo do que ela fez gratuitamente, todos devemos fazer. Nem os conferencistas de maior excelência recebem pagamento da OAB”, concluiu.

Revista Consultor Jurídico, 10 de novembro de 2005, 19h58

Comentários de leitores

7 comentários

Sr. Presidente de Subsecção, me parece que o I....

Rui Saraiva (Advogado Associado a Escritório)

Sr. Presidente de Subsecção, me parece que o I. Colega não participou nenhuma vez dos cursos oferecidos pela ESA, sequer buscou saber seus preços. Para informá-lo, a média era em torno de R$ 90,00 por módulo. Fizemos um curso de Pós Graduação "Latu Sensu" em São José dos Campos por R$ 300,00 ao mês, enquanto as PUC´s da vida cobram de R$ 800,00 a R$ 1.000,00, sem contar despesas adicionais e a obrigação de fechar o escritório mais cedo. Esse curso contava com os Drs. Bedaque, Marcatto, Carmona, dentre outros, como professores. Portanto, a estória de "elite" lhe foi vendida e não houve sua preocupação na averiguação! PENA! Acho o trabalho do Dr. D´Urso, extra-muros, fantástico mas, interioremente, não posso dizer a mesma coisa. Falo com autoridade de Tesoureiro de Subsecção, conhecedor de muitos dos seus problemas!

Aos Advogados e Advogadas Paulistas: 1. Como...

Alochio (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Aos Advogados e Advogadas Paulistas: 1. Como não milito no Estado de S. Paulo, ficou pouco à vontade para comentar o "problema" entre a antiga Diretoria da ESA e a atual Diretoria da OAB. 2. Ocorre, apenas, que a referência do comentário anterior, do Dr. Daniel Oliveira, parece-nos um tanto desproporcional! 3. A ESA, ao lado do Inst. dos Advogados, seria a "vertente Acadêmica" da Advocacia: logo, não é uma "elite" que se aproveita da ESA mas, isto sim, "quem tem interesse em estudar"! 3.1. Se advogados e advogadas há que não desejam estar atualizados, isto não significa que QUEM PRETENDE ESTUDAR seja uma ELITE ... ao revés: quem não pretende se atualizar é que está ERRADO! 4. E, toda entidade de conteúdo acadêmico (sem o "pedantismo" que a expressão "acadêmico" tomou!) custa razoavelmente CARO! Bons professores, a escolha de temas atualizados, a divulgação, etc... . Tudo isto CUSTA CARO. E, também MERECEM REMUNERÇÃO, as pessoas que gerenciam a "academia". Particularmente quando realizam um trabalho de excelência. 4.1. A "não remuneração" é aplaudida, talvez, PELA POUCA IMPORTÂNCIA QUE OS PROFESSORES (E PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO EM GERAL) RECEBEM NO BRASIL. 5. Por isto, reitero: não estou "me metendo" no mérito do "problema" entre Diretorias. Apenas ressalto que uma simplória alternativa (aliás, uma alternativa POBRE DE ESPÍRITO, REVANCHISTA e POPULISTA, sejamos francos) de retirar a REMUNERAÇÃO DE UM CARGO(vamos ser mais CRIATIVOS GENTE!!) não vai resolver qualquer problema! Pode até gerar um "paliativo momentâneo". 6. Está na hora da OAB buscar novas formas de receita, e não reduzir DESPESAS LEGÍTIMAS! 6.1. E, falando em RECEITAS, não seria sequer MORAL dizermos que CUSTAS JUDICIAIS devam financiar a Ordem! Senão, o percentual das "Associações de Magistrados", que em muitos Estados ainda existem, seriam igualmente legítimos! 7. Despeço-me, com um forte abraço a todos e a todas, aguardando que Deus, Clemente e Misericordioso, os proteja. Luiz Henrique A. Alochio Procurador Municipal Vitória-ES

Caro Djalma, as coisa da advocacia estão sendo ...

Laerte (Advogado Sócio de Escritório)

Caro Djalma, as coisa da advocacia estão sendo praticadas, basta ver, quem levou a publico o assunto, foi quem não teve competência de administrá-lo, se apaixonou por sua posição, muitas vezes temos que retroagir para avançar.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 18/11/2005.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.