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Sujeitos ocultos

Leia a coluna de Diogo Mainardi com os nomes revelados

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Em sua coluna na revista Veja desta semana, o colunista Diogo Mainardi continua a fazer revelações criptografadas sobre supostas doações e negociatas envolvendo empresas e ocupantes de cargos públicos. Mainardi afirma, em forma de pergunta, que o empresário Carlos Jereissati, sócio da Telemar e dono de uma rede de shopping-centers, teria presenteado “bolsas Louis Vuitton aos ministros de um tribunal em Brasília” e teria contribuído com a “campanha eleitoral do presidente de tal tribunal".

Embora não cite nomes explicitamente, o colunista está se referindo ao Superior Tribunal de Justiça, e a seu presidente, o ministro Edson Vidigal, que nos último tempos tem se movimentado politicamente como quem alimenta pretensões e esforços para se tornar candidato e se eleger governador do Maranhão, mas que está fora da vida partidária há muito tempo.

No que lhe diz respeito, Vidigal considera a acusação "injúria das mais graves". E responde com bom humor: "Minha mulher até que tem bom gosto, não só quanto ao marido com quem se casou. Mas luiviton, data venia, é coisa de perua, é muito brega. o carlinhos, que conheço há quase dez anos, não ousaria. ele é muito respeitoso".

Sobre sua atividade político-partidária, diz o presidente do STJ: "A última campanha eleitoral em que me envolvi foi em 1982. Portanto há mais de vinte anos. Foi quando, atropelado pela manobra governista do voto vinculado, não fui reeleito deputado federal pelo PMDB. Não obstante ter sido dos mais votados na oposição, o partido nao fez legenda suficiente e não fui reeleito. e Naquela época, eu era apenas advogado e nem conhecia o Carlinhos", rebate.

As informações divulgadas por Diogo Mainardi surpreendem, principalmente quando ele as alinhava uma ao lado da outra, dando-lhe contexto novo na atual conjuntura. Mas, isoladamente, não chegam a ser novidades. As relações intrincadas entre o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, com o empresário Carlos Jereissati foram objeto de investigações do Ministério Público em 2002. Na mesma ocasião, a imprensa noticiou tentativas de extorsão do ex-diretor do Banco do Brasil contra o empresário Benjamin Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional. As informações da coluna podem ser confirmadas com uma boa pesquisa na internet, como o Google, onde vão aparecer inclusive os nomes próprios que o colunista não dá.

Confira a coluna:

Diogo Mainardi

Roteiro para uma CPI

"Sou colunista, não sou político. Mas aqui vão algumas perguntas que deveriam ser feitas ao irmão do senador para esclarecer

seus laços com o bananão dos bananões"

Sala de reunião do Congresso Nacional. O irmão (Carlos Jereissati) do senador (Tasso Jereissati), depõe na CPI. Congressistas se alternam nas perguntas.

Vossa senhoria doou 6 milhões de dólares à campanha eleitoral do bananão dos bananões (presidente Luis Inácio Lula da Silva), como afirmou o oráculo de Ipanema (o colunista)?

O pagamento foi feito pelo doleiro biribol (Vivaldo Alves, o Birigüi) O mesmo biribol (Birigüi) que, no passado, depositou 5 milhões de dólares na conta do marqueteiro (Duda Mendonça) do bananão dos bananões (Lula) O mesmo biribol (Birigui) que, segundo outro doleiro (Toninho da Barcelona), foi poupado na CPI do Banestado (que teve o deputado José Mentor (PT-SP), como relator) pelo partido (PT) do bananão dos bananões (Lula)?

A ex-mulher de biribol era diretora da empresa de vossa senhoria? Ela trabalhou também para o banco Safra, onde biribol (Birigui) mantinha o dinheiro do beirutão dos beirutões (Paulo Maluf)

É verdade que a filha de Biribol é sócia de uma rede de lojas nos shopping centers de vossa senhoria?

Biribol (Birigui) depositou os 6 milhões de dólares para a campanha do bananão dos bananões (Lula) no Trade Link Bank? Esse dinheiro foi usado para cobrir os empréstimos do Banco Rural ao carequinha (Marcos Valério)?

Vossa senhoria doou dinheiro também para a campanha do bigodão dos bigodões (Aloísio Mercadante), senador pelo principal Estado do país (São Paulo)?

Quantas palestras o senador bigodão dos bigodões (Mercadante) proferiu nas empresas de vossa senhoria (Grupo La Fonte e Telemar) Quanto ele recebeu por cada palestra?

Quantas vezes vossa senhoria emprestou a casa de veraneio ao bigodão dos bigodões (Mercadante)? A pedido do dono da siderúrgica (Benjamin Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional)?

Sabe-se que foi por intermédio do bigodão dos bigodões (Mercadante) que, na época das privatizações, os fundos de pensão bancaram o dono da siderúrgica (Steinbruch). O bigodão dos bigodões (Mercadante) cumpriu o mesmo papel para vossa senhoria?

Foi um advogado com nome de ave agourenta (Luiz Rodrigues Corvo) quem apresentou vossa senhoria ao dono da siderúrgica (Steinbruch)? E foi o dono da siderúrgica quem apresentou vossa senhoria ao sócio (Miguel Ethel) do genro (Jorge Murad, marido da senadora Roseana Sarney) do marimbondo de fogo (José Sarney)?

O sócio (Ethel) do genro (Murad) do marimbondo de fogo (Sarney) intermediou a operação que garantiu a vossa senhoria o dinheiro dos fundos de pensão para a compra da operadora de telefones (Telemar) Quanto ele recebeu pelo trabalho?

Vossa senhoria pagou uma propina de 90 milhões de reais ao tesoureiro tucano, conhecido como Big (Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de Relações Internacionais do Banco do Brasil, e coordenador financeiro das campanhas de Fernando Henrique à reeleição e de José Serra à prefeitura de São Paulo), pelo dinheiro que ele conseguiu no Banco do Brasil, para a compra da operadora de telefones (Telemar)

Vossa senhoria foi o autor dos grampos no BNDES? Aqueles grampos que depois foram editados e parcialmente divulgados no plenário pelo bigodão dos bigodões (Mercadante)

Naquela época vossa senhoria já tinha um acordo com o partido (PT) do bananão dos bananões (Lula)

Foi por causa desse acordo que, entre 1998 e 2002, os diretores eleitos (Jair Bilachi, presidente, e Henrique Pizzolato, Vitor Paulo Camargo e Arlindo Magno de Oliveira, diretores da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) dos fundos de pensão, pertencentes ao partido do bananão dos bananões, autorizaram o aporte de mais de 1,5 bilhão de reais às empresas de vossa senhoria (Telemar)?

Vossa senhoria confirma que mandou uma funcionária distribuir bolsas Louis Vuitton aos ministros de um tribunal em Brasília (STJ — Superior Tribunal de Justiça)? Quanto vossa senhoria já deu para as campanhas eleitorais do presidente do tal tribunal (Edson Vidigal)? Em que sentenças vossa senhoria foi beneficiado por ele?

Quem são os jornalistas que prestam assessoria formal ou informal à empresa de vossa senhoria?

O presidente da CPI interrompe a sessão. A segunda parte é marcada para a semana seguinte.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

 é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 9 de novembro de 2005, 14h10

Comentários de leitores

6 comentários

Diogo Mainardi é contudente em tudo que fala, n...

Advogado do Norte (Advogado Associado a Escritório)

Diogo Mainardi é contudente em tudo que fala, não tem respeito pelos leitores da Veja, é sarcástico, é a escória do jornalismo. Mas respeito a sua opinião e me calo diante dos fatos que são até então verdadeiras aulas de cidadania e incentivo a transformações.

Na verdade, o Mainardi é amado ou odiado. Não e...

Balzac (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Na verdade, o Mainardi é amado ou odiado. Não existe uma terceira via. Gosto dele. Não é hipócrita e nem fique preocupado com o "politicamente correto". Por exemplo: aqui em Manaus, quando se quer dizer que um negro esteve em tal lugar, à procura de alguém, costuma-se dizer: - "Um moreno esteve aqui à sua procura"... Penso que não há forma pior de discriminação. Por que não dizer: um sujeito negro esteve aqui? Ou; um preto esteve aqui? MAINARDI É ÓTIMO!

Seria cômico, se não fosse verdade !!!!

HERMAN (Outros)

Seria cômico, se não fosse verdade !!!!

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