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Dono da rua

Secretário de Segurança de SP será investigado por abuso de poder

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, será investigado pela Procuradoria Geral de Justiça do estado, sob a acusação de abuso de poder.

Parado no trânsito, no dia 14 deste mês, a caminho de um restaurante no Itaim Bibi, o secretário teria acionado um grupo de elite da Polícia Civil para averiguar quem eram os responsáveis pelo congestionamento. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O empresário Carlos Augusto Carvalho, sócio do restaurante e o manobrista William Alexandre de Mello acabaram algemados e levados à delegacia sob acusação de obstruir com cavaletes o trânsito da rua Viradouro, onde fica o restaurante Kosushi.

A cena foi presenciada por clientes e também por moradores dos prédios vizinhos. Mello foi colocado no porta-malas de uma Blazer, e o empresário, no banco de trás do veículo, com os dois cavaletes apreendidos. Eles foram levados para o 15º DP, no Itaim Bibi, às 0h, de onde saíram por volta das 4h.

Depois, a polícia descobriu que os cavaletes haviam sido colocados pela CET — Companhia de Engenharia de Tráfego, para isolar a rua Clodomiro Amazonas, onde havia uma festa religiosa, promovida pela igreja local. A CET confirmou a informação. Com a interdição da rua, o manobrista do restaurante orientava clientes a ultrapassar a barreira até a porta da casa, que fica a cinco metros do local em que os cavaletes estavam.

O suposto abuso foi relatado à juíza-corregedora do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária, Ivana David Boriero, por meio de uma carta anônima. Ela instaurou procedimento para apurar a conduta dos policiais e encaminhou cópia do documento ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo César Rebello Pinho, que tem competência judicial para investigar o secretário.

A assessoria de imprensa de Saulo afirmou, por meio de nota oficial, que o restaurante usou indevidamente placas oficiais da CET.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2005, 19h08

Comentários de leitores

1 comentário

Punição nele. Já.

Fróes (Advogado Autônomo)

Punição nele. Já.

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