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Velhos conhecidos

PF denuncia fraudes em concursos públicos há um ano

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A Fenapef — Federação Nacional dos Policiais Federais divulga nesta terça-feira (24/5) que o Sindicato dos Policiais Federais de Santa Catarina, há um ano, já havia denunciado o que a Polícia Civil do Distrito Federal começou a denunciar na semana passada: uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos elaborados pelo CESPE/UNB.

As investigações, que terão prosseguimento durante a semana, devem apontar os responsáveis pelas fraudes que cobravam até R$ 30 mil para garantir o nome do candidato na relação final de aprovados.

Segundo comunicado da Fenapef “as denúncias envolvendo o CESPE/UNB não são novidades pelo menos na Polícia Federal. Há exatamente um ano, em 24 de maio de 2004, o Sindicato dos Policiais Federais de Santa Catarina protocolou representação junto ao Tribunal de Contas de União e a Controladoria-Geral da União, onde revela alguns fatos envolvendo a Academia Nacional de Polícia (ANP), o CESPE/UNB e a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)”.

A representação elaborada há um ano sustenta que “quanto ao vínculo contratual entre a ANP e o CESPE/UNB, decorrente do contrato nº 14/2001, o mesmo merece uma atenção especial. Inicialmente é questionável a contratação da CESPE/UNB pelo expressivo valor de R$ 12.900.000,00, mediante dispensa de licitação, com fundamento no artigo 24, XIII, da Lei nº 8666/93, para a realização de concursos públicos para os cargos da carreira Policial Federal”.

Ainda na representação, o sindicato dos policiais federais catarinenses destaca “a relação triangular existente entre a ANP, a ADPF e o CESPE/UNB, pois os concursos organizados pelo CESPE/UNB têm como responsáveis pela fiscalização delegados aposentados, associados a ADPF. É relevante frisar que tal expediente é utilizado não apenas em certames do DPF, mas de vários outros órgãos, federais e estaduais”.

A representação postulava que o CESPE/UNB e a ADPF utilizam veículos, servidores e instalações da Polícia Federal. O sindicato encaminhou junto com a representação documentos e fotografias que comprovam essa utilização nos concursos do Banco do Brasil, Instituto Rio Branco e Polícia Rodoviária Federal, realizados em Florianópolis, e do governo de Roraima, em Boa Vista.

O sindicato dos policiais federais frisa que “deve ser investigado com maior detalhamento o vínculo entre o CESPE/UNB e a ADPF, pois, segundo a própria Associação dos Delegados, desde 1994 as duas instituições mantém convênio para a fiscalização dos processos seletivos. Além disso, há repasses de verbas do CESPE/UNB para a ADPF (o que soa estranho para uma entidade sem fins lucrativos), bem como o jornal Síntese, veiculado pela ADPF, é editado gratuitamente no Centro de Computação Gráfica do CESPE/UNB”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2005, 13h26

Comentários de leitores

1 comentário

Por algum motivo, meu blog (http://www.bloglegi...

Achim2 (Outros)

Por algum motivo, meu blog (http://www.bloglegis.zip.net) foi removido de buscadoras da Web. E essa remoção coincidiu com meus comentários negativos sobre os critérios obscuros de correção das provas discursivas no concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que foi e está sendo realizado pelo Cespe/Unb. Eu, como muitos outros candidatos em diversos cargos --ou seja, não sou um caso isolado-- fui eliminado do cargo para nível médio, Técnico Legislativo, apesar de ter alcançado a sexta maior nota na prova objetiva. Houve mais de vinte mil candidatos para somente dez vagas. Fui eliminado na redação por ter fugido do tema, segundo a banca avaliadora do Cespe. Estou também prestes a ser eliminado (por critérios duvidosos de um prova prática --na verdade uma outra prova discursiva) do cargo de Consultor Legislativo (3 vagas), apesar de eu ter alcançado a segunda maior nota na prova objetiva. Achei minha nota desproporcional na prova prática (uma das menores dentre os classificados), pois esta também mede conhecimentos como a prova objetiva. Conclusão: por haver vários candidatos na mesma situação sendo eliminados, certamente não há um critério seguro de correção das provas discursivas realizadas pelo Cespe. E por ter havido, recentemente, irregularidades em concursos realizados pelo Cespe, não seria injusto desconfiar dos critérios subjetivos de correção das provas discursivas. Se houver mesmo irregularidades --o que é difícil de provar, por se tratar de provas discursivas-- sinto que minhas chances são mínimas no Judiciário. Mesmo assim, achei por bem fazer essa comunicação.

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