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Cidade ofendida

Advogado de Cuiabá interpela colunista da revista Veja

O advogado Paulo Zamar Taques, de Cuiabá, entra na Justiça, nesta quarta-feira, (18/5) com interpelação judicial contra o jornalista Diogo Mainardi, da revista Veja. Taques, como boa parte dos moradores da capital de Mato Grosso, está indignado com o artigo assinado por Mainardi na última edição da revista, na qual afirma que “paga R$ 15 mil reais para não ter de ir a Cuiabá”.

O pedido de explicação criminal, que será feito em juízo, pede que o colunista esclareça os motivos de tal animosidade contra a cidade. “Como cidadão cuiabano, me senti profundamente ofendido e quero explicações”, afirmou o advogado.

No artigo, o colunista afirmou: “se alguém me oferece R$ 10 mil para dar uma palestra em Cuiabá, penso imediatamente que eu aceitaria pagar R$ 15 mil para não ter de ir a Cuiabá”. Mainardi afirmou, ainda: “minha maior ambição, hoje em dia, é jamais, em hipótese alguma, colocar os pés em Cuiabá”.

Taques disse à revista Consultor Jurídico que vai oferecer R$ 10 mil ao colunista para que ele faça uma palestra em Cuiabá. Caso Mainardi recuse o convite, o advogado pretende cobrar os R$ 15 mil que o colunista prometeu pagar para não ir à cidade e distribuir o dinheiro entre três entidades filantrópicas.

De acordo com o advogado, depois de citado pelo juiz o colunista poderá se explicar, se retratar, ou ainda, não responder nada. Caso ele não se manifeste, o juiz pode entender como ofensa e impor condenação.

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2005, 19h11

Comentários de leitores

3 comentários

Como se vê, o perfeito idiota latino-americano ...

Nicoboco (Advogado Autônomo)

Como se vê, o perfeito idiota latino-americano continua solto e atuando por aí...

Prezados(as), faz muito bem o cidadão que está...

Dantas (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Prezados(as), faz muito bem o cidadão que está interpelando o "jornalista" Diogo Mainardi. A liberdade de expressão não se traduz em liberdade de fornecer má-informação ou juízo de valor com objetivos outros, porque o direito a informação também é um direito fundamental, aliás muito esquecido nos dias que se passam. Então, quando publicamente se diz algo negativo é dever que se esclareça as razões pelas quais se chegou àquela conclusão. Convém lembrar, a propósito, que uma decisão judicial precisa ser fundamentada, logo se um Poder da República é exigido tal requisito, o que dizer então daqueles que são obrigados a informar?! Portanto, todos os atos devem ser fundamentados. Finalmente, sinto-me na obrigação de ressaltar que CENSURA se escreve com C, não com S. Cordialmente, Dantas

Ola para você que lê !!! Não quero entrar no m...

Paulo André A Resende (Advogado Autônomo - Civil)

Ola para você que lê !!! Não quero entrar no mérito do comentário da que considero a melhor coluna do país. Discor de algumas idéias de Diogo Mainardi(o que me obriga religiosamente ao domingos a noite ligar a TV). Porém, penso ser um exagero o que este colega de profissão esta querendo fazer com o jornalista Diogo Mainardi. Vivemos num país onde os direitos individuais são desrespeitados a cada segundo, onde vemos nossas autoridades envolvidas em "casos" tão obscuros, que as vezes chegamos ao ponto de querer PAGAR para não estar aqui, e agora alguém quer usar a sensura "privada" !!! Sou novo, nada sei de sensura !!! só sei que ela mata as idéias... Eu pagaria para não ser sensurado !!! Ass. Paulo A Resende - Curitiba/PR prestigiando o iluminado Arnaldo Jabor.

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