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Sem cerimônia

Prisioneiro foge e diz que não sabia que era proibido

“O carcereiro nunca me disse para não fugir”. A proibição não era expressa, disse o detento de um presídio na Filadélfia, nos Estados Unidos. Joseph Holland, de 23 anos, e outro prisioneiro fugiram da prisão de Schuylkill County em fevereiro deste ano, passando pela porta da frente do presídio no momento em que um detento em regime semi-aberto saía para trabalhar. Os dois fugitivos foram recapturados um dia depois e contra eles foi instaurado um processo pela fuga.

Em carta encaminhada a um juiz estadual da Filadélfia, Holland se defende dizendo que não tinha intenção de se ausentar por mais que 24 horas, tanto que todos os seus objetos pessoais ficaram na prisão. O preso afirmou que pretendia voltar e “ninguém pode provar o contrário”.

“Os guardas permitiram a nossa saída”, afirma Holland em sua carta. “Nunca me deram qualquer instrução ou manual, e não assinei nenhum contrato... Nunca me disseram para seguir regras, mesmo porque eu não conhecia nenhuma regra”.

Por todos esses bons motivos, diz Holland, não há motivo para se abrir um processo por conta de sua fuga da prisão. Aliás, ele garante, o processo viola seus direitos, pois já fora devidamente punido pela fuga ao ser deixado na solitária.


Revista Consultor Jurídico, 16 de maio de 2005, 15h55

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