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Movimento de rua

Sindicato faz protesto com apoio da PM e fecha acordo

Os oito dias de greve dos empregados da construtora Tecnisa não fizeram avançar um centímetro sequer a negociação trabalhista. Mas bastaram três horas de protestos diante da sede da empresa para que um acordo fosse fechado rapidamente.

A manifestação surpreendeu a vizinhança chique da Tecnisa, na rua Haddock Lobo próxima da badalada rua Oscar Freire. Principalmente pela organização. Os trabalhadores pediram e tiveram o apoio da Polícia Militar. Chegaram lá com um trio elétrico e a promessa de voltar no dia seguinte. Não foi necessário. A empresa cedeu.

“Com o protesto, conseguimos um acordo em que a empresa se comprometeu a abonar os dias de greve parados e também fechamos um reajuste nos salários pagos pela Tecnisa, que estavam defasados”, afirma Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon -- Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil. “Em todas as nossas manifestações, avisamos a polícia para que a população não seja prejudicada pelos protestos”, afirma Ramalho.

Os trabalhadores paralisaram os trabalhos em nove construções da Tecnisa para fazer a manifestação. Segundo o Sintracon, os principais pontos do acordo foram o aumento de 13% na remuneração dos funcionários não qualificados e o reajuste no benefício-alimentação.

Um dos maiores conglomerados da construção de São Paulo, a Tecnisa enfrenta 142 processos trabalhistas em primeira instância e responde por 59 ações no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. No Tribunal de Justiça paulista, a construtora é parte em 75 ações.

Revista Consultor Jurídico, 4 de maio de 2005, 19h09

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