Notícias
4 maio 2005
Movimento de rua
Sindicato faz protesto com apoio da PM e fecha acordo
Os oito dias de greve dos empregados da construtora Tecnisa não fizeram avançar um centímetro sequer a negociação trabalhista. Mas bastaram três horas de protestos diante da sede da empresa para que um acordo fosse fechado rapidamente.
A manifestação surpreendeu a vizinhança chique da Tecnisa, na rua Haddock Lobo próxima da badalada rua Oscar Freire. Principalmente pela organização. Os trabalhadores pediram e tiveram o apoio da Polícia Militar. Chegaram lá com um trio elétrico e a promessa de voltar no dia seguinte. Não foi necessário. A empresa cedeu.
“Com o protesto, conseguimos um acordo em que a empresa se comprometeu a abonar os dias de greve parados e também fechamos um reajuste nos salários pagos pela Tecnisa, que estavam defasados”, afirma Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon -- Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil. “Em todas as nossas manifestações, avisamos a polícia para que a população não seja prejudicada pelos protestos”, afirma Ramalho.
Os trabalhadores paralisaram os trabalhos em nove construções da Tecnisa para fazer a manifestação. Segundo o Sintracon, os principais pontos do acordo foram o aumento de 13% na remuneração dos funcionários não qualificados e o reajuste no benefício-alimentação.
Um dos maiores conglomerados da construção de São Paulo, a Tecnisa enfrenta 142 processos trabalhistas em primeira instância e responde por 59 ações no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. No Tribunal de Justiça paulista, a construtora é parte em 75 ações.
Revista Consultor Jurídico, 4 de maio de 2005
Comentários
Comentários de leitores: 0 comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 12/05/2005.