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6 junho 2005

Insatisfação salarial

Procuradores do Rio fazem assembléia por melhores salários

Atualmente, o vencimento inicial de um procurador do Estado é de R$ 6.373,84. No Ministério Público e na Magistratura o patamar ultrapassa R$ 10 mil. A informação é dos procuradores do estado do Rio de Janeiro, que se reúnem nesta segunda-feira (6/6), às 17h, em Assembléia Geral Extraordinária, para discutir a defasagem salarial.

A categoria defende que a insatisfação salarial vem contribuindo fortemente para o esvaziamento do Órgão e para o enfraquecimento da instituição, que é responsável pelo controle interno da legalidade dos atos praticados pelo Poder Público.

Os procuradores são a segunda categoria de servidores do estado do Rio na área jurídica que se movimenta por melhores condições de trabalho e de remuneração. Desde a sexta-feira (3/6), os defensores públicos do Rio de Janeiro estão em greve pelos mesmos motivos. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro é conhecida por ser uma das mais eficientes e produtivas do país.

Segundo a Aperj — Associação dos Procuradores do Estado do Rio de Janeiro, as inscrições para concursos da categoria têm diminuído acentuadamente. Além disso, muitos candidatos aprovados optam por outras carreiras jurídicas tanto no âmbito federal como estadual. Nos últimos cinco anos, 10 procuradores do estado pediram exoneração e 20 se inscreveram em concursos públicos, buscando alternativas que ofereçam melhores salários.

A Aperf diz ainda que o esvaziamento impossibilita um planejamento compatível com as elevadas responsabilidades da Instituição, afetando diretamente a prestação regular dos serviços.

Assim, os procuradores estão pleiteando o “imediato resgate da dignidade da carreira” que vem sendo afetada com o pagamento de remuneração incompatível com as responsabilidades e com a própria história da Procuradoria Geral do Estado.


Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

7/06/2005 11:12 Eduardo Peres F Câmara ()
É engraçado!!!!!. todas as vezes em que o Estad...
É engraçado!!!!!. todas as vezes em que o Estado se fragiliza por notícias de desmandos e corrupção, as categorias de servidores públicos mais bem remuneradas, especialmente do judiciário, verdadeiras AVES DE RAPINA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO, abrem as asas, querendo beber mais sangue do povo brasileiro. Assim foi, recentemente, com os Agentes da Polícia Federal, que se inscreveram e tomaram posse no concurso para essa categoria e de repente resolveram pedir EQUIPARAÇÃO aos Delegados da Polícia Federal, sem se submeterem ao concurso específico, muitíssimo mais complexo, juridicamente, e concorrido. Aceitar isso seria, como muito bem disse o Ministro da Justiça, Márcio Thomás Bastos, a morte dos concursos públicos. Agora, vem essa palhaçada de procuradores, advogados-empregados do Estado quererem se equiparar a Juizes de Direito. Ora: Por que não fazem o concurso para Juiz de Direito? Que "equiparação" é essa? E com esse argumento ridículo de RESGATE DE DIGNIDADE. Uma ova! Por que não pedem demissão e não vão advogar como eu e mais 400.000 no Brasil, enfrentando aluguéis caros de salas, secretárias, livros caríssimos, falta de clientes, pagamento de água, luz, condomínio e IPTU? Por que alguém se forma numa Faculdade de Direito para ser PROFISSIONAL LIBERAL, não ter patrão e assim que consegue a inscrição na Ordem, se coça todo pra ser ADVOGADO EMPREGADO? O Ministro Marco Aurélio Mello do Supremo é a pedra de toque nessa questão. Disse ele certa feita qu servidor público de formação acadêmica de Direito, inclusive os Min istros do Supremo, que não estejam satisfeitos com seus salários devem pedir demissão e IR ADVOGAR. O que vale ganhar R$ 10.000,00 por mês se um divórcio só que um advogado faz , vale R$ 3.000,00? Você faz 6 num mês e já está com o "salário" de um Ministro do STF. Recente levantamento da remuneração de advogados no Rio de Janeiro e São Paulo constatou que um advogado sócio de um escritório de médio renome tira por volta de R$ 30.000,00 mensais. Por que será então que Prmotores de Justiça, Defensores Públicos, Procuradores da República, inteligentíssimos , não pedem o boné e não se candidatam a bancas de advocacia como as de Sérgio Bermudes no Rio e Demarest em São Paulo? Passaram no concurso público, mas será que passariam no teste dessas bancas? Párem de pressionar o miserável contribuinte brasileiros! Tenham dignidade. Demitam-se e provem que têm valor e saber !!! Esse hén-nhém -nhém não encontra mais nenhum eco na Sociedade brasileira, que tem uma média salarial de R$ 900,00 mensais e tem de pagar salários astronômicos para uma horda de ociosos prepotentes, alguns tentando ainda dar " carteiraços" em policiais e outras autoridades!!!!

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