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Julgamento é adiado por que secretaria não leva réu ao tribunal

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O assassino do jornalista Tim Lopes, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, seria julgado hoje pela tentativa de homicídio de cinco policiais. Um fato inusitado, entretanto, adiou o julgamento: a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro não atendeu à solicitação do juiz Fábio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro, titular do 1º Tribunal de Júri da Capital, e deixou de apresentar o réu, preso em Bangu I.

Além disso, não estavam presentes no julgamento os advogados de Márcio Batista dos Santos, o Dinho Porquinho, réu no mesmo processo. A data do julgamento foi transferida para a próxima terça-feira, dia 2 de agosto.

“São três e meia da tarde. Estamos esperando desde as 13 horas e a Secretaria de Administração Penitenciária não apresentou o réu. Isso prejudica o ritual do julgamento, desgasta os jurados, as testemunhas e todas as pessoas envolvidas no processo”, afirmou Montenegro.

Segundo ele, um ofício solicitando a presença de Elias Maluco foi enviado no final do mês de junho à Secretaria de Administração Penitenciária. O juiz disse ainda que vai informar à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a ausência injustificada dos advogados de Dinho Porquinho para que providências sejam tomadas.

Mesmo sem o cliente estar presente, os advogados de Elias Maluco, Maurício Neville e Celso Maciel, compareceram ao Tribunal de Júri. Para evitar novo adiamento, o juiz nomeou o advogado Murilo Perez para defender Dinho Porquinho.

Porquinho e Maluco são acusados de tentativa de homicídio contra um policial militar e quatro policiais civis. O crime teria acontecido no dia 4 de janeiro de 2001, durante uma incursão dos policiais no Complexo do Alemão, onde Elias Maluco comandava o tráfico de drogas.

Na época os policiais estavam lotados na Delegacia de Homicídios e afirmaram que foram recebidos a tiros por 20 homens, entre eles o assassino do jornalista Tim Lopes. No tiroteio, um dos policiais civis ficou ferido.

Os outros denunciados pelo Ministério Público, Joel de Oliveira Carvalho, o Joel Bombeirinho, e Rodrigo Barbosa Marinho, o Rolinha, foram impronunciados por falta de provas.


 é editora especial da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 26 de julho de 2005, 17h57

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