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22 julho 2005

Questão de mérito

UFPR contesta ingresso de servidor vindo do ensino privado

A UFPR — Universidade Federal do Paraná quer suspender a decisão que determinou a matrícula do servidor público Jovelino Pereira de Ataíde, vindo de faculdade particular, no curso de Direito da instituição. Para tanto, a instituição ajuizou Reclamação no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

No entendimento do TRF-4, o caso se “enquadra na exceção de possibilidade de transferência de universidade particular para pública”, pois onde o servidor mora não existe instituição federal de ensino. A informação é do STF.

A UFPR alega que a decisão contraria entendimento do Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.324. Na ocasião, os ministros decidiram ser inconstitucional a transferência de alunos de estabelecimento particular para instituição pública. Para os ministros, deve ser respeitado o princípio da igualdade. Assim, entenderam, a matrícula por transferência de servidores públicos só pode ser efetivada entre instituições congêneres — de pública para pública ou de particular para particular.

Na liminar, a defesa da Universidade Federal do Paraná pede a suspensão da eficácia da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que ordenou a matrícula do estudante. No mérito, requer a nulidade do acórdão.

RCL 3.490

Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2005

Comentários

Comentários de leitores: 3 comentários

23/07/2005 16:00 Marcos (Advogado Autônomo)
Cada caso é um caso. Eis a grande verdade no Di...
Cada caso é um caso. Eis a grande verdade no Direito. Em certas hipóteses, é bem possível que a reserva de vagas a militares e servidores públicos não se afigure inconstitucional. De qualquer forma, penso que a legislação que rege o acesso "privilegiado" às univesidades públicas deva ser modificada.
22/07/2005 18:56 Emmanuel Olegário Macedo (Estagiário)
Na verdade sou estagiário, não sei pq no cadstr...
Na verdade sou estagiário, não sei pq no cadstro saiu errado Procurador da República
22/07/2005 18:51 Emmanuel Olegário Macedo (Estagiário)
Não acredito que seja absurdo não. Como faz um ...
Não acredito que seja absurdo não. Como faz um servidor que obrigatoriamente é transferido para uma cidade aonde só existe curso público? Fica sem estudar? Se o mesmo estivesse se mudando por sua vontade, tudo bem, mas como é por determinação de um orgão público, o mesmo fica no direito de se matricular numa universidade pública

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 30/07/2005.