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Reunião virtual

Juizes de cidades mineiras debatem em videoconferência

Mais de 100 juízes de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros, em Minas Gerais, debateram por videoconferência, questões polêmicas do Projeto de Lei de Organização e Divisão Judiciárias, que está em tramitação na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

“É a primeira reunião com integração das três cidades. Vamos utilizar constantemente esse veículo para conversar e trocar idéias entre magistrados e servidores”, revelou o desembargador Sérgio Resende, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Na primeira experiência de videoconferência em Minas, no dia 29 de junho, a imagem de cada região foi projetada, em um telão dividido em quatro partes iguais. Além da imagem de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros, foi reservado “um quadro escuro” para Uberlândia, que será integrado à rede nas próximas oportunidades.

Uma câmera de videoconferência em cada tribunal permitia a transmissão das imagens dos debatedores distribuídas via fibra ótica. A estrutura ainda exigiu projetores multimídia, microfones, TV´s 14” e, principalmente, links regionais disponibilizados pela Telemar.

“Sem limitação de tempo e com plena resolução, realizamos um projeto arrojado no TJ. A Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público e outros órgãos já querem conhecer a estrutura que montamos para realizar videoconferências. Agora, vamos planejar conteúdos para capacitação e ainda envolver servidores e magistrados nos debates. O potencial do equipamento é maior do que imaginamos e futuramente, quem sabe, poderemos utilizar essa ferramenta na prática processual, como em julgamentos, por exemplo”, disse Fernando Botelho.

A nova tecnologia criou também situações inusitadas. O juiz da comarca de Montes Claros, Narciso Monteiro de Castro, foi apresentado virtualmente aos futuros colegas de Juiz de Fora, local onde o juiz vai atuar a partir de agosto deste ano. Além do avanço tecnológico e da economia de recursos, a videoconexão foi ainda uma oportunidade para rever amigos de concurso público, de faculdade e até de atuação conjunta em outras comarcas.

A utilização de videoconferência começou em 1964, com a visualização de fotos sem movimento ao mesmo tempo em que se ouvia a voz do interlocutor. Só na década de 90, começaram a surgir sistemas combinando câmaras a computadores pessoais e internet. Esse aperfeiçoamento técnico vem estimulando a instalação de um número crescente de salas de reunião com equipamentos para videoconferência.


Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2005, 13h06

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